terça-feira , 25 de setembro de 2018
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Michele Bachelet discursa como presidente do Chile em sessão especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU em março de 2017. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre
Michele Bachelet discursa como presidente do Chile em sessão especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU em março de 2017. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

Michelle Bachelet, ex-presidenta do Chile, nomeada chefe de direitos humanos da ONU

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a nomeação da ex-presidenta do Chile Michelle Bachelet como próxima alta-comissária da ONU para os direitos humanos, a partir de 1º de setembro.

Bachelet teve papel como a primeira líder da ONU Mulheres, tendo sido a primeira mulher a atuar como presidente do país e é considerada  como uma sobrevivente da brutalidade das autoridades que a atacaram, assim como sua família, décadas atrás, no regime ditatorial.

Michelle Bachelet é médica, convivendo permanentemente com pessoas buscando atendimento de saúde e ansiando por direitos econômicos e sociais. Após o anúncio, Bachelet disse que estava “profundamente honrada” por ter sido encarregada dessa “tarefa importante”, no momento em que se comemora o  70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em um momento em que “o ódio e a desigualdade estão em alta”, o secretário-geral da ONU disse que era essencial ter uma “forte defensora de todos os direitos humanos” no posto, e que não poderia pensar em uma escolha melhor.

Michelle Bachelet será a sétima pessoa a ocupar o cargo desde sua criação, em 1993. O alto-comissário é o principal funcionário que fala pelos direitos humanos em todo o Sistema ONU, fortalecendo seus mecanismos; reforça a igualdade; combate a discriminação em todas as suas formas; fortalece a responsabilidade e o Estado de Direito; amplia o espaço democrático e protege os mais vulneráveis de todas as formas de abuso dos direitos humanos.