quarta-feira , 22 de maio de 2019
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Manifestação marca um ano do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes - Reuters/Ricardo Moraes/Direitos Reservados
Manifestação marca um ano do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes - Reuters/Ricardo Moraes/Direitos Reservados

Manifestantes pedem prisão de mandantes da morte de Marielle

Um ato na Cinelândia, nesta quinta-feira (14), reuniu centenas de pessoas para lembrar um ano da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

A irmã de Marielle, Anielle Franco, participou do ato. Ela subiu ao palco e agradeceu as manifestações de apoio e carinho que a família vem recebendo. Para ela, o crime será totalmente elucidado.

“A gente não teme [que o caso caia no esquecimento], pelas pessoas que estão à frente. Eu perguntei às promotoras o que ia acontecer, e elas responderam que era para ter calma, pois muito mais coisas iam ser descobertas. Tem um mandante aí. E a gente precisa saber quem foi. As investigações não podem parar. Não vão parar. E eu espero que puxem, até que quem está lá em cima caia”, disse Anielle. A Justiça converteu hoje em prisões preventivas as prisões em flagrante de Elcio Vieira de Queiroz, Ronnie Lessa e Alexandre Mota.

Queiroz e Lessa foram presos preventivamente na última terça-feira (12) sob suspeita de serem os assassinos da vereadora carioca Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, além de terem cometido tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chavez, que estava no carro e sobreviveu aos disparos, realizados há exatamente um ano.

O Movimento Rio de Paz, que promove manifestações em defesa da vida e pelos direitos humanos, montou uma cela no local do ato para cobrar a prisão dos mandantes dos crimes.

“Nós recebemos uma resposta parcial, depois de um ano de pressão da sociedade. E os poderosos? E os interesses políticos que estão por trás desse crime? Nós temos que conhecer a mente perversa que está por trás”, disse Antônio Carlos Costa, fundador do Rio de Paz.

Segundo autoridades, a segunda etapa da investigação vai se concentrar na descoberta dos mandantes.