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Laíre Rosado : Saúde em estado de calamidade – Jornal O Mossoroense Laíre Rosado : Saúde em estado de calamidade – Jornal O Mossoroense

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Laíre Rosado : Saúde em estado de calamidade

 

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O meu retorno à atividade médica fez com que eu voltasse a conviver com as dificuldades enfrentadas pelo setor, nos últimos anos, bem maiores do que a realidade no início dos anos 70, quando iniciei minha vida profissional.

O progresso da medicina e a implantação do SUS passaram a oferecer, teoricamente, maiores oportunidades de saúde ao povo brasileiro.

Acontece que o sistema de saúde no Brasil, como um todo, entrou em colapso. O que acontece em Mossoró pode ser visto em outros estados, inclusive mais ricos que o Rio Grande do Norte.

É doloroso ver o desespero dos familiares dos pacientes quando não conseguem o atendimento adequado, sobretudo nos casos em que se faz necessário o atendimento em uma Unidade de Terapia Intensiva.

O Hospital Regional Tarcísio Maia, suporte principal para o atendimento de emergência em nossa cidade foi inaugurado em 10 de maio de 1986, ou seja há quase 34 anos. Durante esse período, fecharam várias clínicas e hospitais privados em Mossoró. O HRTM, é fácil entender, não tem estrutura para atender à grande demanda que vem aumentando gradativamente a cada ano.  Aumentou a população idosa, sempre necessitando cuidados imediatos.  Concomitantemente, cresceu o número de pacientes encaminhados de outros municípios.

Faltam recursos para a construção de novos leitos. Mas, também, não existe verba suficiente para a manutenção dos serviços atualmente existentes. A judicialização da saúde, segundo os gestores, é outra causa de desequilíbrio dos orçamentos, que já não atendem às ações planejadas. Se antes eram apenas os mais ricos que tinham acesso a esse recurso, hoje, o socorro judicial também está universalizada.

No caso de Mossoró, a população não pode nem deve esperar que uma solução urgente venha somente a partir do poder público. É necessário uma mobilização ampla, urgente, de órgãos representativos da sociedade organizada, buscando forçar ou viabilizar uma solução, antes que o caos se instale na saúde e aumente o número de óbitos, por falta do atendimento adequado, hoje já bastante elevado.