sexta-feira , 6 de dezembro de 2019
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paulo guedes

Laíre Rosado: Pacote da Crueldade

PACOTE DA CRUELDADE

O presidente Bolsonaro pode comemorar a aprovação da Reforma da Previdência, até com certa facilidade, no Congresso Nacional. Os ex-presidentes Lula e Temer também tentaram, mas não conseguiram.

O melhor momento para um presidente conseguir aprovar medidas dessa natureza é logo após sua posse, quando ainda recebe apoio de grande parte da população. À medida que o tempo vai passando, ações desse tipo vão ficando mais difíceis de aprovação, política e popular.

Bolsonaro encaminhou ao Congresso o projeto de reforma da Previdência no momento certo.  Entretanto, os parlamentares têm o mérito maior da aprovação dessa proposta. O Executivo atrapalhou mais do que ajudou. É por isso que o governo precisa entender que não foi apenas sua força de poder que conseguiu aprovar a reforma da Previdência. O momento nacional exigia essa transformação previdenciária e isso foi entendido pelos parlamentares.

Envaidecido com essa vitória junto ao Congresso, o presidente Bolsonaro ousou encaminhar outras duas medidas polêmicas, a extinção do DPVAT e o desconto para previdência do seguro desemprego.

Certamente, o governo vai enfrentar forte resistência no Congresso para ver aprovadas essas duas medidas.

O seguro desemprego é a única forma das famílias sobreviverem no tsunami do desemprego que toma conta do país. Taxar quem não tem emprego é uma grande crueldade, semelhante ao tentar endurecer a concessão da aposentadoria rural, medida derrubada pela Câmara.

O envio da mensagem pelo presidente Bolsonaro, propondo a extinção do DPVAT e o desconto para previdência do seguro desemprego, foi logo batizado como “o pacote da crueldade” e, é mais provável que seja rejeitado pelo Congresso Nacional.