quinta-feira , 14 de novembro de 2019
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Por Christine Zenino from Chicago, US - View from Halgrimskirjka, Reykjavik, CC BY 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=24338123
Por Christine Zenino from Chicago, US - View from Halgrimskirjka, Reykjavik, CC BY 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=24338123

Laíre Rosado: Conquistas femininas na Islândia

Fotografia: Ólafur K. Magnússon
Fotografia: Ólafur K. Magnússon

Estava acostumado a ouvir maravilhas sobre a Islândia, também conhecida como Terra do Gelo. O nome da capital, Reykjavic despertava a curiosidade dos alunos

É um país com apenas 322.600 habitantes, usufruindo de elevado padrão social, com PIB per capita de 66.033 dólares – um dos maiores do planeta – mais que o dobro do PIB brasileiro, atualmente em queda.

Agora, leio no The Intercept Brasil, que nesse país nórdico classificada pela ONU como o 3º país mais desenvolvido do mundo, também havia grande diferença entre gêneros, com as mulheres trabalhadoras ganhando menos de 60% do salário dos homens.

Em 24 de outubro de 1975, em sinal de protesto, as mulheres islandesas resolveram tirar “um dia de folga”, quando as mulheres não iriam ao trabalho e não tinham nenhuma tarefa doméstica. A ideia era demonstrar a importância delas para o país.

As islandesas tiveram o cuidado de não chamar o movimento como sendo greve, mas um dia de folga. Nesse dia, os jornais do país não foram impressos, porque as tipógrafas eram quase todas as mulheres. O mesmo com os telefones, pois só havia telefonistas.

Uma demonstração direta do sucesso do movimento foi a eleição, 5 anos depois, de Vigdís Finnbogadóttir, a primeira mulher presidente do país.

No Brasil, a conquista de espaços pelas mulheres tem se mostrado muito mais lenta do que o registrado na Islândia, a Terra do Gelo