domingo , 19 de janeiro de 2020
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JOSÉ MARIA GONÇALVES GUERRA – Wilson Bezerra

É fato notório que o homem produz acontecimentos extraídos do próprio relacionamento em sociedade que formaliza fatos à história.

Queremos dizer que o prefeito Dix-sept Rosado, isto pelo ano de 1948, como já o sabemos, induzido pelo seu irmão Jerônimo Vingt-un Rosado Maia, o mais novo dos irmãos, fundou a Biblioteca Municipal de Mossoró e deu forte colaboração à fundação do também Museu Municipal, os quais viriam a ser um desafio à cultura popular de Mossoró.

A ideia do prefeito era conceder oportunidade de acesso à leitura a todas as pessoas, pobres e ricas, isto porque antigamente era a leitura um privilégio de poucos. Os mais abastados tinham oportunidade de pesquisar em livros.

Logo de imediato, após a fundação da biblioteca, era necessária a participação de pessoas para trabalhar na sua organização, e essa foi uma das dificuldades enfrentadas pela municipalidade, até que a convocação feita entre pessoas da cidade conseguiu ordenar um maior contingente à participação para a execução da tarefa organizacional.

Entre os meios de advindos preliminares, até surgir o inesperado momento de aparecer alguém que nem estava sendo esperado, nem convidado, e que vindo de outra região, ao que parece de Pernambuco, surgiu um cidadão, mesmo de profissão relojoeiro, apaixonou-se pela vivencia com o estudo cultural, se dispondo a fazer um estudo do patrimônio da cidade, dos efeitos e relevâncias do Rio Mossoró para a pescaria como meio de sobrevivência até que se destinou a participar da organização da biblioteca recém-fundada e, segundo consta, deu forte contribuição à cultura mossoroense através da biblioteca.

A figura do relojoeiro José Maria Gonçalves Guerra na história de Mossoró, especialmente na organização da Biblioteca Pública Municipal, foi de significativa importância e está consignado como evidente participação no crescimento cultural da cidade, segundo consta nos arquivos.

De maneia surpreendente como chegou José Maria para prestar voluntariamente serviços à Biblioteca Publica Municipal, também desapareceu do convívio da cidade sem deixar qualquer rastro de vida.

Nos conformamos em saber que a vida é cheia de mistérios que nem sabemos explicar.

 

Agência Brasil