domingo , 15 de dezembro de 2019
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JORNAL O MOSSOROENSE QUANDO DE 17.10.1872 – Wilson Bezerra

Tenhamos por certo que o ser humano é criativo. De uma forma ou de outra nasce um feito quando este é traçado por um objetivo que sintetiza uma ideia. Foram muitos os efeitos surgidos dentro do ideal humano que depois de longos anos floresce de forma a se constituir numa proeza de evidente proporção.

A cidade de Mossoró, por seus feitos culturais, tem sido considerada a Capital da Cultura. Emergindo de um movimento político quando da eleição dos Juízes de Paz e Vereadores em setembro de 1872, causou um impacto por demais efusivo quando o padre Antônio Joaquim Rodrigues, de posse da urna que apurava os votos, levou-a para dentro da igreja para fazer a contagem, como se aquilo não fosse considerado pela população um ato arbitrário, ao ponto de transformar o momento eleitoral numa guerra da população em repúdio ao ato.

Apesar de pequena população, surgiu algo o suficiente para que despertasse no sentimento de homens como Jeremias da Rocha Nogueira o anseio de fundar um órgão que viesse expor ao público suas ideias sobre o desenrolar dos fatos políticos  e outros tangidos pela própria sociedade que, embora pequena, aspirava desejo de crescimento com a eleição que se processava.

Movido pelo sentimento de que um jornalismo é a busca constantes de circunstâncias que se transforma em notícia informante à sociedade, segundo abalizados autores, assim o fez o jornalista Jeremias da Rocha Nogueira, ao se associar aos parceiros José Damião de Souza, o português, Ricardo Vieira do Couto, o baiano, enfim põem em evidência a fundação da primeira edição do jornal O Mossoroense, isto em 17 de outubro de 1872, que, naturalmente, viria a se formar num círculo cultural literário com mais publicação do Boletim Bibliográfico do saudoso Vingt-un Rosado, o autor da Coleção Mossoroense, com o chamado desbravamento cultural na região que até hoje mantém a Fundação Vingt-un Rosado, com inúmeros livros publicados espalhados por esse mundo afora.

Portanto, dois destacados desbravadores da cultura mossoroense, o próprio Jeremias da Rocha Nogueira, com seu feito de 17.10.1872, e Vingt-un Rosado com seu Boletim Bibliográfico.

Abriram-se as portas para nova visão jornalística, com doutor Almeida Castro, como político da região, administrou o órgão de 1919 a 1921, doutor Rafael Fernandes, de 1922 a 1930, Augusto da Escóssia de 1920 a 1934, enquanto já na sua segunda fase, pegando de seu pai João da Escóssia, o jornalista e escritor Lauro da Escóssia o administrou por mais de vinte anos.