quarta-feira , 24 de abril de 2019
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Grupo Santander lucra 1,6% a menos na América Latina devido a taxas de câmbio

O Grupo Santander obteve um lucro líquido de US$ 4,83 bilhões na América Latina em 2018, 1,6% a menos do que no ano anterior, embora sem o impacto das taxas de câmbio das divisas dos países onde opera, os lucros teriam aumentado em 16,5%.

Segundo informou nesta quarta-feira a entidade à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV), o regulador da bolsa espanhola, o Brasil foi mais uma vez o país que mais gerou lucro, US$ 2,97 bilhões, 2,4% a mais.

O Santander Brasil contribuiu com 26% do lucro global do grupo, que somou no total US$ 8,9 bilhões.

Além disso, as contas anuais da área foram afetadas de novo pelos ajustes contábeis devido à condição de economia de alta inflação da Argentina, que se traduziram em um lucro de US$ 96 milhões, quase 77% a menos do que em 2017.

Segundo a presidente do Santander, Ana Botín, “a América Latina continua sendo um motor importante do crescimento do grupo, com um bom progresso, especialmente no Brasil e no México”.

Em geral, os negócios do banco na região se caracterizaram pela “boa evolução, tanto pela margem de juros como pelas comissões”, assim como pelo crescimento de volumes e o maior vínculo da clientela, ao qual se soma “a melhoria do custo do crédito”.

Por países, depois do Brasil, o México obteve um lucro de US$ 869 milhões, 7% a mais, enquanto o Chile faturou US$ 702 milhões, um aumento de 4,9%.

O Grupo Santander também opera nos Estados Unidos, onde lucrou US$ 631 milhões, 35,4% a mais, graças à “evolução favorável do negócio” e aos avanços em questões reguladoras.

O aumento de 9% do crédito e um crescimento de 12% dos clientes vinculados também foram determinantes para os resultados nos EUA.

Em geral, os empréstimos e adiantamentos brutos aos clientes do grupo em toda América Latina cresceram 2,4% em 2018, enquanto depósitos e fundos de investimento aumentaram 1,3%.

A equipe do grupo na América Latina cresceu no ano passado em 1.182 funcionários, até 90.196, enquanto a rede de escritórios se reduziu em 105 e ficou em 5.803.

Agência EFE