segunda-feira , 16 de setembro de 2019
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Gatito fecha gol, mas Brasil encerra “maldição” contra Paraguai nos pênaltis

Pela terceira vez nas últimas quatro edições da Copa América, Brasil e Paraguai se enfrentaram em uma disputa de pênaltis nas quartas de final, mas, ao contrário do que aconteceu nas outras duas vezes, nesta quinta-feira quem se classificou foi a seleção pentacampeã mundial.

O grande destaque da partida durante os 90 minutos foi Gatito Fernández. O goleiro do Botafogo tornou-se uma parede e não deixou que a seleção brasileira balançasse a rede na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. Porém, nas penalidades, Alisson fez uma defesa, em chute de Gustavo Gómez, zagueiro do Palmeiras. Roberto Firmino perdeu uma das cobranças ao chutar para fora, mas o mesmo aconteceu com González, e o Brasil venceu por 4 a 3.

Dessa forma, a seleção obteve a revanche das derrotas de 2011 e 2015 para a ‘Albirroja’ e se colocou nas semifinais pela primeira vez desde o título de 2007. Além das duas quedas frente aos paraguaios, o Brasil foi eliminado ainda na fase de grupos em 2016.

Encerrada a “maldição”, a seleção dirigida por Tite voltará a campo na próxima terça-feira, no Mineirão, em Belo Horizonte. O adversário será Argentina ou Venezuela, que se enfrentarão nesta sexta no Maracanã, no Rio de Janeiro.

A seleção brasileira teve apenas uma mudança em relação à goleada sobre o Peru por 5 a 0 no último sábado, na Arena Corinthians. O volante Casemiro cumpriu suspensão pelo segundo cartão amarelo, e o substituto natural, Fernandinho, ainda se recupera de lesão no joelho direito. Com isso, Allan foi quem ocupou a posição.

No Paraguai, Eduardo Berizzo inovou ao escalar a equipe num 4-4-2 no estilo inglês, com duas linhas bem definidas, adiantando o lateral Arizmendia de um lado e Pérez do outro. Gatito, do Botafogo, o zagueiro Gómez, do Palmeiras, e o atacante Derlis González, do Santos, foram titulares, assim como o lateral-direito Piris, com passagem pelo São Paulo, e o também zagueiro Balbuena, campeão brasileiro pelo Corinthians.

A equipe anfitriã começou dando trabalho com duas finalizações seguidas de Roberto Firmino, aos dois e aos quatro minutos do primeiro tempo, mas nos dois casos o goleiro defendeu firme. Aos cinco, Gabriel Jesus saiu na cara do gol, mas foi marcada falta de ataque.

A bola praticamente só ficava com o Brasil, mas estava difícil concluir. Aos 22, Philippe Coutinho fez o desarme no ataque tocou para Firmino, que invadiu a área, mas não conseguiu controlar, e Coutinho pegou.

Apesar de todo o domínio da seleção, a primeira chance mais clara foi do Paraguai. Aos 28 minutos, Arizmendia cruzou nas costas da defesa e encontrou González, que chutou forte, mas Alisson fez grande intervenção e salvou a pátria.

A seleção pentacampeã mundial voltou a incomodar apenas aos 39, em ótima esticada de Filipe Luís para Coutinho, que entrou na área e bateu rasteiro, mas o arqueiro do Botafogo pegou sem dificuldade.

O Brasil voltou do intervalo com Alex Sandro em lugar de Filipe Luís, que havia recebido cartão amarelo. E no começo da segunda etapa, aos nove minutos, foi marcado pênalti de Balbuena em Roberto Firmino, que sairia na cara do gol.

Entretanto, com a ajuda do VAR, o chileno Roberto Tobar voltou atrás, marcou falta fora da área e expulsou o ex-jogador do Corinthians. Após cinco minutos de interrupção, Daniel Alves soltou a bomba na cobrança, e Gatito espalmou em escanteio. Em seguida, aos 18, foi a vez de Thiago Silva arriscar de fora, mas o goleiro encaixou.

No 11 contra dez, o jogo se tornou praticamente um treino de ataque contra defesa. Aos 24, Everton limpou a marcação pela esquerda e cruzou por baixo, Arthur ficou com a sobra e chutou colocado, mas Gatito espalmou, e a zaga rechaçou.

‘Cebolinha’ fez mais uma ótima jogada pela esquerda aos 28, iludindo dois e cruzando. Coutinho cabeceou mal dentro da pequena área, mas, com sorte, preparou para Jesus, que arrematou à direita do alvo.

A partir de então, o Paraguai ganhou todo o tempo possível nas resposições de bola e com faltas. Tobar também não facilitava o andamento do duelo, conversando muito com os jogadores. Até que aos 42 Coutinho cobrou falta pela esquerda, Alex Sandro desviou de cabeça e Gatito operou um milagre. Em seguida, aos 45, Willian tabelou com Firmino e acertou o pé da trave direita.

Ainda houve duas chances antes dos pênaltis, em lances parecidos. Aos 50 minutos, após bate-rebate na área paraguaia, Everton pegou a sobra a chutou por cima com desvio. Aos 51, foi Coutinho quem recolheu, mas mais uma vez a bola saiu em escanteio, raspando a trave esquerda.

Nas penalidades, Gómez errou a primeira cobrança da disputa. Os seis cobradores que vieram em seguida converteram, e depois aconteceu uma sequência de duas falhas, com Firmino e González. Jesus então acertou e colocou o Brasil nas semifinais após 12 anos.

Ficha técnica:.

Brasil: Alisson; Daniel Alves (Lucas Paquetá), Marquinhos, Thiago Silva e Filipe Luís (Alex Sandro); Allan (Willian), Arthur e Philippe Coutinho; Everton, Roberto Firmino e Gabriel Jesus. Técnico: Tite.

Paraguai: Gatito Fernández; Piris, Gómez, Balbuena e Alonso; Sánchez (Escobar), Ortíz, Arzamendia (Valdez) e Pérez (Rodrigo Rojas); González e Almirón. Técnico: Eduardo Berizzo.

Árbitro: Roberto Tobar (Chile), auxiliado pelos compatriotas Christian Schiemann e Claudio Ríos.

Cartões amarelos: Filipe Luís, Roberto Firmino e Arthur (Brasil); Arizmendia, Piris e Alonso (Paraguai).

Cartão vermelho: Balbuena (Paraguai).

Nos pênaltis: Willian, Marquinhos, Philippe Coutinho e Gabriel Jesus converteram – Roberto Firmino errou (Brasil); Almirón, Valdez e Rodrigo Rojas acertaram – Gómez e González erraram (Paraguai).

Estádio: Arena do Grêmio, em Porto Alegre.

 

Agência Brasil