sábado , 16 de dezembro de 2017
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Francinaldo Rafael – Reencarnação: justiça divina

Caso tivéssemos somente uma existência, Deus seria profundamente injusto para com as criaturas humanas. Ainda bem que na realidade não é isso que acontece. Sua divina bondade nos permite vivências sucessivas para que possamos vencer os desafios e conquistar a evolução moral individualmente e coletivamente.

A alma que ainda não alcançou a perfeição na vida corporal, para purificar-se necessita experimentar uma nova existência. Em resumo: nascer de novo, reencarnar.

A reencarnação não é uma criação da Doutrina Espírita, como pensam alguns. Já era conhecida e divulgada desde a Antiguidade pelos hindus, na Ásia, pelos egípcios, na África pelos hebreus, no Oriente pelos gregos e romanos, na Europa e na antiga França, pelos druidas. A Igreja Católica aceitava-a até o ano de 553 quando daí em diante, para atender interesses da esposa do Imperador Justiniano, o II Concílio de Constantinopla decretou excomunhão a quem defendesse a ideia.

Quem se apoia na Bíblia, lendo-a atentamente perceberá  inúmeras passagens que mostram de forma compreensível e evidente o princípio da reencarnação. Os que defendem o preceito bíblico que só se vive uma vez, não estão errados. Realmente só existe uma vida. As existências é que são várias.

Sobre a justiça divina da reencarnação, o Espírito Manoel Philomeno de Miranda, através da psicografia do médium espírita Divaldo Franco afirma que é o maior investimento da vida ao Espírito em processo evolutivo. Constitui valiosa aprendizagem para a fixação dos recursos mais elevados do bem e do progresso na escalada inevitável da evolução. Como o Espírito jamais passa por retrocesso na sua marcha evolutiva, os insucessos não ferem as conquistas; agravam o programa de responsabilidades. Todas as conquistas da inteligência –  e sempre são obtidas novas etapas nesse campo, em cada reencarnação – permanecem, apesar das conquistas morais mais lentas, porém mais importantes, somente através de renúncia, de amor e dedicação conseguem ser alcançadas.

Em virtude da mais expressiva concessão do amor de Deus, quando o Espírito retorna à vida corporal, a equipe de Benfeitores responsáveis por aquela reencarnação providencia o esquecimento do passado, evitando que se compliquem os fenômenos de ressentimentos, de mágoas e das preferências exclusivistas, que tenderiam a reunir os afins nos gostos e afetos, produzindo um clima de desprezo e agressão contra aqueles que foram seus opositores.

Uma única existência seria impossível para adquirir-se todo o aprendizado necessário à evolução moral e intelectual. Em cada uma delas, o Espírito dá um passo adiante no caminho do progresso. Daí, a necessidade da reencarnação, objetivando o melhoramento progressivo da humanidade. Sem isso, onde haveria justiça?