quarta-feira , 18 de julho de 2018
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Ferrovia: uma Premissa de Progresso – Wilson Bezerra

O pensamento aflora, nos induzindo a focar em determinado assunto, e este a que nos reportamos no momento é sobre a Estrada de Ferro, que por muitos anos existiu em Mossoró e que relevantes serviços prestou à região.

A primeira linha férrea implantada foi o trecho Mossoró-Porto Franco, em Grossos, no ano de 1927. Foi uma batalha travada desde o tempo imperial, quando um grupo de mossoroenses se dirigiu ao imperador Dom Pedro solicitando implantar uma ferrovia para especialmente atender à extensa região afetada pela seca, e assim, depois de muita insistência, foi atendido o pedido com um memorial assinado por inúmeras pessoas interessadas pelo crescimento da região.

Com o passar do tempo a ferrovia atendeu a premente necessidade da seca e se estendeu por várias etapas, até a região da Paraíba, na cidade de Souza, ali funcionando como entroncamento entre Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará. Dominou por longos anos o transporte de passageiros e de carga com o transporte de sal de toda região de Mossoró, Areia Branca, Grossos, com intercâmbio desta região ao sul do país.

À época de grande movimentação exportadora do sal, mais ainda se fixou o sistema ferroviário do nordeste, pertencente ao sistema Rede Ferroviária Federal, que abraçava toda a região Nordeste, os estados da Paraíba, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Piauí e mais outros estados que nos fogem à memória no momento.

O trecho especialmente de Mossoró atendia percursos pelos lugares, Governador Dix-sept Rosado, Caraúbas, Patu, Almino Afonso, Mineiro, Alexandria até atingir a cidade de Souza, onde se dava o entroncamento com as demais localidades do Rio Grande do Norte, Paraíba, daí seguindo para a região centro oeste e sul do país.

A administração central desse trecho ferroviário era em Recife, com suas regionais. Mossoró era uma delas, que foi administrada por engenheiros indicados por Recife, Cel. Suzine Ribeiro, José Soares Natal (por sinal nessa gestão fui admitido no quadro de funcionários da Estrada de Ferro, em 1959, através de concurso), Clóvis Luiz Alves Soares, Geraldo Cozzi Pereira, Paulo Feitosa, todos engenheiros. Por último foi administrador Geraldo Benevides de Paiva, gente da terra, que muito bem deu causa positiva ao trecho.