domingo , 16 de junho de 2019
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Foto ITEP
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Exame de impressões digitais pelo ITEP-RN desvenda crimes e auxilia justiça

Examinar marcas deixadas por autores de delitos em cenas de crime, utilizando métodos científicos e com tecnologia apurada que permite comparar as impressões digitais em vestígios com o banco de dados civil e criminal, e assim identificar suspeito e auxiliar na investigação para que a Justiça se realize, é a missão do Setor de Perícias de Biometria e Papiloscopia Aplicadas (SPBA) do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP-RN). Criado há pouco mais de seis meses, o setor já recebeu quase 100 solicitações de perícias, das quais mais 80% de exames já realizados e com alto índice de resolutividade de identificação de suspeitos.

“As impressões digitais coletadas em locais de crime são importantes vestígios para que identifiquemos de forma precisa e inquestionável o autor do delito. A equipe de perícia criminal do ITEP-RN acionada para uma ocorrência faz essa coleta e envia para o nosso setor, aqui fazemos com o uso de tecnologia de ponta e conhecimento científico a análise dessas marcas e a comparação com o sistema de dados desenvolvido a partir do arquivo do ITEP-RN. Desse modo, podemos identificar a presença de determinada pessoa portadora daquela impressão digital no local do crime”, explicou o perito criminal Paulo Vale, que ao lado dos também peritos Ana Patrícia, Yuri Bovi e Vitor Lopes, são os responsáveis pelas perícias papiloscópicas e biométricas.

Para o levantamento em locais de crime, a equipe do ITEP-RN conta com importantes recursos tecnológicos, como a luz forense que faz varredura em locais para identificar além de impressões digitais, fluidos biológicos como sêmen, sangue, urina; além de dispor de outras substâncias como luminol e pó magnético para revelação de impressões digitais, plantar (pés) ou palmar (mãos).

“Nós já tivemos importantes resultados em casos de repercussão no RN. Como no caso do latrocínio de um motorista de Uber, no bairro do Planalto, que conseguimos coletar e identificar digitais no retrovisor e lateral do carro que identificou o suspeito. Outro caso também foi na morte da policial de Santa Catarina, que por meio da digital encontrada no veículo também identificamos a digital de uma mulher que esteve presente na cena do crime e posteriormente com a investigação policial ela foi presa”, contou Paulo Vale.

O próximo passo do SBPA é a utilização de um software que também permitirá a identificação por biometria facial. “Iremos contar com esse auxílio para identificar, por exemplo, a partir de imagens de câmeras de vigilância, os traços físicos de um suspeito e comparar com o registro documental para apontar a identidade e assim dar mais elementos para investigação do crime”, descreveu o perito.