sábado , 20 de julho de 2019
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MOVIMENTO COMUNISTA DE 1935 – Wilson Bezerra de Moura

É possível se fazer uma avaliação do que foi o  movimento comunista de 1935,  em Natal e outras regiões em cidades do interior, o destroço que causou e o terror a que se submeteram as populações que  por sua vez não estava preparadas para receber revoltosos políticos.

Foi uma página virada da história que não só a fez  temível, como transformou a vida politica do brasileiro por onde  a revolução passou, contada e relatada por muitos escrito4res, dentre estes o médico Vulpiano Cavalcante, e aqui para   nosso Estado, deixou marcas de desesperos e desenganos para muitas pessoas sofredoras , umas  com a participação  direta e/ou   indireta que tiveram e ainda   pelo trauma e  intranquilidade  vivida.

A Jornalista  Martha Guará certo momento de sua  escrivaninha teceu detalhes pelo primeira momento do tiroteio na cidade do Natal; numa  determinada noite após o jantar ela virou-se para sua Avó e perguntou-lhe lembrando-se do passado:

– Vovó que pipoqueiros  são esses parecidos com tiros vindo daquele  lado da Ribeira?

–  Deve  ser foguetões, respondeu-lhe a mãe, dizendo que deve ser festa de formatura, lá pelo Teatro,  o que marido havia dito em sua mesma indagação como consolação enganosa,

Foi assim que a família da jornalista Martha Guará se viu na encruzilhada de  enfrentar  novos destinos indo bem para longe de Natal para não serem pegos pelos invasores comunistas, na noite  de 23 de novembro de 1935.  Assim como esta família muitas outros apavoradas tentaram escapar dos algozes revolucionários que  atentaram contra a paz e o sossego de muitos.

A ideia tapeia do velho Avô Felipe Guerra para sua esposa que o induziu a  preparar  as mala para viajar o quanto antes, reforçada pela neta Martha Guará, não passava de uma realidade politica a que muitos natalenses assim o fizessem na tentativa de salvaguardar suas vidas.

-Com sua inocência de cinco anos de idade Martha Guará disse aos Avós;

– Eu  trouxe minha bonequinha para os Comunistas não levarem.