terça-feira , 21 de agosto de 2018
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Dom Mascarenhas Cria Freguesia – Wilson Bezerra de Moura

É preciso cultivar a terra, adubá-la, plantar uma árvore e aguardar os frutos, quando ai então tem como concluída a primeira tarefa de vida. Não só no nosso entendimento, os primeiros momentos de adubo da terra mossoroense, merecem ser revistos, lançada a fundação da Capela de Santa Luzia, acelerou o desenvolvimento da futura cidade.

Os primeiros investidores do crescimento partiram da Igreja, com o bispo dom Manoel Mascarenhas, ao assinar com toda pompa a criação da freguesia, por força da Resolução 87, de 07 de outubro de 1842, quando na opinião do saudoso Luiz da Câmara Cascudo, naquele momento, ao rabiscar seu nome no ato criativo, o fizera com o ardor de quem espalha areia do areal em cima de tinta, como se expressara o historiador Cascudo.

Estava assim lançada a pedra fundamental de uma sede episcopal no chão de Mossoró, com a atitude criativa do bispo Mascarenhas. A capela serviu com maior brilho para os primeiros instantes de centralização popular, o lugar não só para prática religiosa, mas a outros fins e compromisso social a que se dispunha a freguesia recém-criada. A Capela, por longo tempo, serviu para centralizar questionamento da vida comunitária, era um serviço a ser prestado ao povo.

O padre Antônio Joaquim ainda não tinha terminado o curso, veio assumir essa função de vigário na recém-criada freguesia, e com magnitude de decisivo administrador paroquiano em todos os aspectos, na vida religiosa, política e social da paróquia que acabara assim em ato de posse no ano de 1844.

Ao ato solene de posse do padre Antônio Joaquim estiveram presentes os padres oficiantes Francisco Longino Guilherme de Melo (este era mossoroense), Leonardo de Freitas Costas, José Antônio Lopes da Silveira e Florêncio Gomes de Oliveira, segundo registro histórico.

A atuação do vigário padre Antônio Joaquim perdurou por muitos anos, não só na qualidade de Pároco, como político atuante em Mossoró. Quando do seu falecimento, seu corpo foi enterrado na Capela de Santa Luzia diante de muitas homenagens por ter sido eficiente devoto e político na cidade por muitos anos, não só na qualidade de paroquiano da Capela de Santa Luzia. Teve o mesmo uma vasta folha de serviços prestados ao povo Mossoroense.

Dados arquivo Raibrito.