terça-feira , 24 de outubro de 2017
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Dicas Gramaticais

Curiosidades

Concordância verbal com sujeito composto
Quando temos um sujeito composto, em geral, o verbo vai para o plural:
– Maria Fernanda e o irmão saíram.
Há, no entanto, algumas exceções.
1. Quando os elementos do sujeito estão ligados por “com”, o verbo pode usar-se no plural se concordar com ambos os elementos, ou no singular se concordar com o primeiro sujeito.
– João com a Maria foram ao cinema.
– João, com o primo, foi ao cinema.
2. Se os elementos do sujeito são ligados por “ou” ou “nem”, o verbo vai para o plural se a ação disser respeito aos dois elementos, ou fica no singular se apenas tiver com um dos elementos.
– Nem a chuva nem o frio o impediram de sair.
– Ele queria vir, mas ou o trânsito ou o trabalho impediu-o.
3. Com as expressões “um ou outro” e “nem um nem outro”, o verbo fica geralmente no singular, embora também possa ficar no plural.
– Nem um nem outro percebeu o que se tinha passado.
– Nem um nem outro perceberam o que se tinha passado.
4. O verbo pode ficar no singular quando os elementos do sujeito são resumidos por um pronome indefinido como “cada qual”, “cada um”, “nada”, “ninguém”, “tudo”, etc.
– Ana, o irmão e os pais, ninguém saiu de casa.

Curiosidades II

Continuação…
5. Quando os elementos do sujeito estão ligados por uma conjunção comparativa (como, assim como, bem como, etc.), o verbo pode concordar com o primeiro elemento se se pretende destacá-lo. – Maria, como o irmão, é inteligente.
6. Quando o verbo vem antes do sujeito, pode haver concordância com o elemento mais próximo, caso em que o verbo fica no singular.
– Chegou a vizinha do rés-do-chão e o marido.
7. O verbo pode ficar no singular quando os elementos do sujeito são dois ou mais infinitivos.
– Ir lá, encontrá-lo e abraçá-lo era o que ela mais queria.
8) No caso do sujeito composto posposto ao verbo, passa a existir uma nova possibilidade de concordância: em vez de concordar no plural com a totalidade do sujeito, o verbo pode estabelecer concordância com o núcleo do sujeito mais próximo. Convém insistir que isso é uma opção, e não uma obrigação.
– Faltaram coragem e competência.
– Faltou coragem e competência.
9) Quando ocorre ideia de reciprocidade, no entanto, a concordância é feita obrigatoriamente no plural. Observe:
-Abraçaram-se vencedor e vencido.
-Ofenderam-se o jogador e o árbitro.

Rapidinhas

Gramaticando

Onde OU aonde?

Os advérbios interrogativos “onde” e “aonde” são frequentemente confundidos, mas a regra é simples:

• Onde = “em que lugar”. Indica permanência, lugar sem movimento.
• Aonde = “a que lugar”, “para que lugar”. É usado com verbos de movimento.

Por isso dizemos:

– Onde está a Rita? (= em que lugar está a mala?)
– Aonde vais? (= a que lugar vais?) A mesma regra aplica-se em frases que não sejam interrogativas e nas quais “onde” e “aonde” têm um valor de pronome relativo.
– A Maria está onde a viste ontem. (= no lugar em que)
– O lugar aonde vou não te diz respeito. (= ao qual) Por isso, deve dizer e escrever:
– Onde está a mala?

A ver OU haver?

– Eu não tenho nada haver com isso.

É frequente a confusão entre a expressão “a ver” e o verbo “haver” como sucedeu na frase acima apresentada.
“A ver” é uma expressão formada pela preposição “a” e o verbo “ver”, geralmente associada ao verbo “ter”: ter a ver com.
Já o verbo haver é sinônimo de “existir”, “ter”, “acontecer”, “ter passado”, entre outros sentidos.
Assim, devemos escrever:

– Eu não tenho nada a ver com isso.
– Haver muito desemprego é algo que nos preocupa.

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