quarta-feira , 21 de agosto de 2019
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Desafiando a Imprensa

Mídia

Para o jornalista Mário Sabino, a propaganda oficial é o mensalão da imprensa. O presidente Jair Bolsonaro está em choque com a Rede Globo e com a Folha de São Paulo. Tudo bem, se não estivesse acenando de forma diferente a outros órgãos de imprensa.

O ex-presidente Lula mandou cortar a publicidade da revista Veja. Sua assessoria preferiu investir em blogs de militantes do PT. Tanto a Veja quanto a Folha disseram não depender de verbas oficiais para sobreviverem.

Mesmo sem investir dinheiro público na mídia, pois “a propaganda oficial é o mensalão da imprensa”, é preciso um tratamento respeitoso com a mídia. Se a Rede Globo fosse o fator determinante na política brasileira, não precisaria mais haver eleições. O presidente da República seria um nome por ela indicado. Mas, ninguém nega seu poder de influência junto à população, seja influenciando diariamente a vida dos brasileiros, seja definindo os horários da rotina da população ou nas ideias inseridas em suas telenovelas, com assuntos que analisam desde fatos recentes a debate de temas polêmicos como homofobia, racismo, câncer, etc…

Ouvi de um ministro do ex-presidente Michel Temer que ele estava preocupado com o direcionamento das notícias transmitidas por essa emissora, sempre negativas em relação ao seu governo. Emissários teriam procurado os diretores da empresa com propostas vantajosas para redirecionar o foco em relação ao governo federal. Não obtiveram êxito. Nessa época, havia um projeto embrionário de fazer a ministra do STF, Cármem Lúcia, presidente do Brasil.

Bolsonaro começa a sentir na pele a reação da Rede Globo e dos grandes jornais em relação ao seu governo. Há dois dias que a suspeita de fraude no gabinete do deputado, hoje senador diplomado, Flávio Bolsonaro é o assunto principal na maioria dos veículos de comunicação. É certo que o assunto merece esse destaque, mas sempre existe um comentário para apimentar o caso.

O presidente Bolsonaro não precisa se render à Rede Globo, à Folha de São Paulo, ao Estadão ou a qualquer outro órgão de imprensa. O que se faz necessário é entender que todos devem ser tratados com o devido respeito que merecem.