domingo , 17 de novembro de 2019
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DEHUEL VIEIRA – PARTE DE NOSSA HISTÓRI – Wilson Brezerra

Revendo mais um capítulo de nossa história antiga, percorrendo as trilhas do arquivo de Raibrito, nos deparamos com um artigo escrito pelo jornalista Rafael Negreiros, no qual ele muito bem descreve uma figura que por muito tempo militou entre os mossoroenses.

Pois num dado momento o escriba Rafael fez menção a Dehuel, o que nos estimulou a também dedicar alguns instantes de recordações sobre essa figura que com ele convivemos por muitos tempos em Mossoró, a começar pela Casa do Estudante, quando ele, vindo de Alexandria, aqui chegou e aportou na companhia de mais dois irmãos, Demétrius e Diomedis, sob a orientação de seu Sebastião Vieira, na época proprietário de uma sorveteria na cidade.

Durou pouco tempo para Dehuel e seus irmãos travarem amizade com os patrícios, justamente pela capacidade que os mesmos tinham de fazer amigos. Os dois irmãos enveredaram em atividades profissionais diferentes, Dehuel tomou a iniciativa de explorar o comércio, se tornou um bem-sucedido empresário no ramo de Óleo de Oiticica, competindo no ramo com uma fábrica, a exemplo de outras existentes na cidade, com os concorrentes Raimundo José de Carvalho, Antônio Ferreira Néo, Aderaldo Félix Bezerra, Joaquim Duarte Ferreira, os quais, na época, eram produtores do Óleo Oiticica com exploração suficiente para abastecer não só o mercado interno, como exportá-lo para várias regiões.

Dehuel Vieira Diniz, com absoluta segurança, foi uma dessas figuras de excelentes qualidades, como estudante, bom companheiro de escola, por onde passou deixou suas marcas de caráter e dignidade que serviram de espelho às demais pessoas. Foi um homem que serviu de modelo para uma sociedade justa e perfeita. Ao seu tempo, honrou a todos quantos com ele conviveu.

Homem caridoso, quem o procurasse em busca de solidariedade ele jamais faltaria ao pedido. Aquilo parece o enaltecer. Fazia da solidariedade um porto de ancoragem aos seus princípios morais, às suas boas intenções. Tão bem dirigia suas empresas como as entidades por onde ele passou, como presidente do Rotary Clube, onde deu testemunho em todos os momentos de sua postura como cidadão respeitável.

Foi assim como o conheci e convivi durante muitos anos.