sábado , 19 de agosto de 2017
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Administradores de empresas estão entre os profissionais com nível superior que mais perderam emprego entre março do ano passado e o mesmo mês deste ano.
Administradores de empresas estão entre os profissionais com nível superior que mais perderam emprego entre março do ano passado e o mesmo mês deste ano.

Crise demite mais profissionais com nível superior, aponta CNC

Os administradores de empresas estão entre os profissionais com nível superior que mais perderam emprego entre março do ano passado e o mesmo mês deste ano: foram 26,2 mil demissões. Na sequência, estão professores de ensino superior (21 mil demitidos), engenheiros civis (17,6 mil), programadores e avaliadores de ensino (17,6 mil) e advogados (10,6 mil).

Os números fazem parte de um levantamento produzido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) com base nos dados do Ministério do Trabalho e Previdência Social. “O principal impacto da atual crise econômica sobre o mercado de trabalho tem se revelado através dos consecutivos saldos mensais negativos entre admissões e desligamentos”, explica Fabio Bentes, economista da entidade. Desde o início de 2015, o emprego com carteira assinada já acumulou o corte líquido de 1,86 milhão de vagas formais no País, provocando uma retração de 4,5% no emprego, levando o atual estoque de trabalhadores celetistas ao mesmo nível de junho de 2012 (39,4 milhões).

Nos 12 meses encerrados em março de 2016, as demissões de trabalhadores com nível superior e carteira assinada avançaram 10,8%, contra uma variação de -7,0% na média do mercado de trabalho. “Isso representa a dispensa de 1,01 milhão de empregados nessas condições”, aponta Bentes.

Baixa confiança do empresário retém investimentos e explica demissões, que atingem homens e mulheres igualmente

Segundo Fabio Bentes, a demissão de profissionais com 3º grau acontece na medida em que a confiança do empresariado diminuiu, o que também faz recuar a intenção de manter investimentos, sobretudo aqueles ligados à produtividade. E as demissões atingiram homens e mulheres em igual proporção, já o corte por faixa etária revela que 39,7% dos demitidos tinham entre 30 e 39 anos. E, regionalmente, há um predomínio natural do Sudeste em números absolutos, com 84,5 mil demissões sem justa causa (52,2% do total). Entretanto, as regiões Norte (+14,7%) e Sul (+14,1%) foram aquelas em que o processo de demissões mais se intensificou nos últimos meses.

Do ponto de vista setorial, nota-se que, nos últimos 12 meses até março deste ano, praticamente três em cada quatro demissões (73,1% do total) com as características analisadas ocorreram em quatro subsetores: ensino (42,7 mil); administração de imóveis (38,8 mil), serviços de alojamento e alimentação (19,11 mil) e construção civil (17,8 mil). O estudo da CNC em anexo apresenta dados por Estado, e não por município, e considera somente empregados demitidos sem justa causa ou aqueles que tiveram o contrato de trabalho rescindido.

Fonte: Fecomércio/RN.