terça-feira , 25 de julho de 2017
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Clube surgiu como alternativa para brincar o carnaval na Praça do Pax
Clube surgiu como alternativa para brincar o carnaval na Praça do Pax

A origem do Clube do Baraúnas – Wilson Bezerra de Moura

Indiscutivelmente a história descreve os principais acontecimentos da humanidade. O que foi feito, o que deixou de fazer e, o mais interessante o porquê foi feito.

Esta última interrogação fundamenta a razão de ser de todos os eventos quando sabemos que o desenvolvimento da sociedade determina o fato que faz a história, e forma um episódio em determinada estação do tempo, isto é, a minuta da qual nos valemos para relembra-la.

Portanto, encontramos justificativa para fazer referencia à edição de O Mossoroense de fevereiro de 1924 ao divulgar uma nota na qual o jornalista José Otávio Pereira Lima, então Secretário do Clube Baraúnas comunica ao público através de oficio que acaba de ser fundado em janeiro de 1923 em Mossoró o Clube Carnavalesco Baraúnas, ficando a diretoria composta com as seguintes pessoas: Presidente major Raimundo Nonato de Souza, Tesoureiro Major Natanael Luz, Secretário José Otávio, diz mais a missiva que a comunicação ora feita tinha por fiel objetivo cientificar a população Mossoroense que este clube Baraúnas, tivera por compromisso fundamental estimular o período momesco para que houvesse movimentada festa popular durante os dias destinados ao Zé Pereira.

E assim o foi por Mossoró no passado se efervescia em festa durante os dias carnavalescos. O que chamava mais a atenção era o corso percorrido nas vias da cidade com carros ornamentados e a noite a festa nos Clubes.

A movimentação do carnaval naquele tempo era intensa, além dos blocos de ruas, tinha a festa familiar, pois muitas residências convidavam os amigos mais próximos para festejar o Rei Momo em suas próprias casas, além de participar do evento público sob os olhares do prefeito e sua equipe auxiliar, contando com a participação de autoridades convidadas todos compondo o palanque, as vezes instalado defronte o Cine Pax, na praça do Café Vitória.

Acreditamos no brilhantismo da festa porque existia a liberdade onde todos tinham Paz e zero preocupação com assaltos e outros crimes que angustia a sociedade no momento.