quinta-feira , 20 de junho de 2019
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CEFAS CARVALHO – Wilson Bezerra de Moura

Vendo e relendo os arquivos força produtora da saudade do imortal Raimundo Soares de Brito, nos deparamos, para nosso contentamento, com as crônicas escritas pela escritora e jornalista Clotilde Tavares Santa Cruz, considerada pelos seus inúmeros fãs como a mulher dos setes instrumentos, por ser ela tida pela elite intelectual nordestina como o espelho da inteligência humana, premiada com menção Câmara Cascudo.

Pois é, numa de suas crônicas ela fez referência a uma pessoa que há tempos não a vejo, nem sei se ainda é viva: Cefas Carvalho, que iniciou sua carreira jornalística e de escritor no jornal Gazeta do Oeste, se não me foge à memória pela década de oitenta, quando atuavam eficientes diagramadores Manoel Galdino, José Ferreira Filho, de saudosa memória, Augusto Paiva, Francisco Sales, revisores Gilcileno Amorim e José Nicodemos.

Filho do ex-padre Zé Luiz, Cefas herdou a inteligência e eficiência paterna que logo desabrochou nas hostes culturais. Convivemos por algum tempo enquanto durou sua permanência no jornal Gazeta do Oeste, que sempre costumo chamar a Escola de valiosos profissionais do jornalismo, porquanto por lá muitos começaram sua carreira. Muitos nessa área deram os primeiros passos para atingir a perfeição profissional no mercado de trabalho.

Muitos profissionais à época de Cefas ficaram, como foi o caso de Pedro Carlos, Julierme, Willam Robson, Amâncio Honorato, Cesar Santos, Gilberto de Souza, Fabiano Santos, Carlos Sckarlack…

A jornalista Clotilde Tavares traçou um perfil de recordação de pessoas com as quais ela e todos nós convivemos num passado em que a Gazeta do Oeste teve tradicional participação no contexto jornalístico. Suas ponderações sobre Cefas Carvalho, a quem ela dissera ter sido intermediário junto ao diretor da Gazeta, Canindé Queiróz, teve acentuada presença por algum tempo, até a transferência para a imprensa natalense, onde colaborou com eficiente atuação.

O fato é que nunca mais vi o Cefas Carvalho, despontando e expandido sua alegria com que sempre nos brindava.