domingo , 25 de junho de 2017
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Laíre Rosado

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Ex-braço-direito de Janot atua em escritório que negociou leniência da JBS

VERA MAGALHÃES
ESTADÃO

O ex-procurador da República Marcelo Miller, um dos principais braços-direitos de Rodrigo Janot no Grupo de Trabalho da Lava Jato até março deste ano, passou a atuar neste ano no escritório que negocia com a Procuradoria Geral da República os termos da leniência do grupo JBS, que fechou acordo de delação premiada na operação.

A decisão de Miller de deixar o Ministério Público Federal para migrar para a área privada, que pegou a todos no MPF de surpresa, veio a público em 6 de março, véspera da conversa entre Joesley Batista e Michel Temer, gravada pelo empresário, no Palácio do Jaburu, que deu origem à delação.

O afastamento de Aécio

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin determinou o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB) do cargo no legislativo. O ministro sabe sobejamente que somente o plenário do Senado pode afastar um senador do seu mandato. No caso, o ministro teria que encaminhar essa solicitação ao presidente do Senado, Eunício Oliveira, para que submetesse o afastamento aos demais senadores e sua determinação fosse aceita ou rejeitada.

No caso, intromissão indevida e abuso de poder. Já pensou o presidente do Senado ou o presidente da Câmara dos Deputados determinando o afastamento de um ministro do STF ou do STJ?

A responsabilidade de Temer

Conheço o presidente Michel Temer desde 1991, quando assumi o posto de deputado federal. Sobre a crise por ele enfrentada como presidente da República, acredito que ele foi envolvido em uma armadilha plantada por pessoas que querem salvar a pele na operação Lava Jato

O presidente Temer é inocente? Nem tanto. Trabalhou para obstruir a ação da justiça, também não. Acontece que Temer não tem apoio da população para sua administração, que recebe somente 9% da aprovação dos brasileiros.

A melhor saída para o presidente Michel Temer, na minha opinião, seria encaminhar Proposta de Emenda à Constituição convocando eleições diretas para presidente e vice-presidente da República, ou, quem sabe, até eleições gerais para renovar as duas Casas do Congresso.

O erro de Janot

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Em sua coluna de ontem no Estadão, a jornalista Vera Magalhães considera que o pedido de impedimento de Gilmar Mendes no caso Eike Batista feito pelo procurador-gerao da República, Rodrigo Janot, pode construir uma unanimidade dos ministros do STF a favor do colega.

Existe ainda a possiblidade da presidente do STF, Cármen Lúcia, não indeferir de ofício seu pedido, sem nem submeter ao pleno, uma possibilidade bem concreta.

Pode haver problemas de relacionamento entre os ministros do STF, mas no caso citado, eles veem na atitude inédita do procurador-geral da República uma brecha que, se aberta, deixará todos eles vulneráveis a questionamentos do mesmo tipo.

As lideranças e a reforma Política

No meio de denúncias, investigações, condenações e todo tipo de dificuldade que se possa imaginar, o Congresso Nacional tenta aprovar uma reforma política.

A proposta que vem sendo discutida na Câmara dos Deputados já foi aprovado no Senado, podendo ser modificada ou não, mas tendo prazo para publicação para poder ser adotada nas eleições de 2018.

Enquanto a matéria é discutida observa-se o alheamento total da população que parece indiferente ao que possa resultar da proposta. Em editorial publicado na edição de hoje, o jornal Estado de São Paulo explica tudo em uma frase que mostra a fragilidade do momento político atual, “a falta de líderanças no Brasil”.

Comissão aprova texto-base da reforma da Previdência; invasão adia análise de destaques

A votação dos destaques foi interrompida após uma invasão de dezenas de agentes penitenciários no plenário da comissão

Reunião ordinária para votação do parecer do relator, dep. Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)
Comissão aprovou texto-base da reforma por 23 votos a 14
A Comissão Especial da Reforma da Previdência (PEC 287/16) aprovou nesta quarta-feira (3), por 23 votos a 14, o texto-base do relator, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA). Encaminharam voto contrário ao texto: PT, PSB, PDT, SD, PCdoB, PHS, Psol, Pros e Rede.

Apesar da vitória do governo na comissão, a oposição argumentou durante todo o dia que o resultado desta votação já era conhecido porque os partidos da base do governo poderiam substituir os parlamentares que estivessem querendo votar contra.

Nesta semana, foram feitas cinco mudanças na comissão entre deputados da base. A oposição acredita, portanto, que a votação no Plenário será muito diferente porque serão necessários 308 votos.

Antonio Augusto/Câmara dos Deputados

Suicídio: Depressão, drogas, abusos e bullying

Fernanda da Escóssia
BBC Brasil

O suicídio na juventude intriga médicos, pais e professores também pelo paradoxo que representa: o sofrimento num período da vida associado a descobertas, alegrias e amizades, não a tristezas e morte.

O tema foi debatido na quinta-feira numa roda de conversa organizada pelo Centro Acadêmico Sir Alexander Fleming (Casaf), do curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com a presença de estudantes e professores.

Segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil, o problema é normalmente associado a fatores como depressão, abuso de drogas e álcool, além das chamadas questões interpessoais – violência sexual, abusos, violência doméstica e bullying.

A cientista política Dayse Miranda, coordenadora do Grupo de Estudo e Pesquisa em Suicídio e Prevenção da UERJ, participou do debate e destacou os relatos dos estudantes.

“Fiquei impressionada como os alunos falaram de sofrimento, seja deles, seja a dificuldade para lidar com o sofrimento de outros jovens, além do uso excessivo de medicamentos, que eles naturalizam”, afirma.
“Um deles disse considerar impossível um aluno passar pelo terceiro ano de Medicina sem usar remédios para ansiedade e depressão.”

Matéria Completa em http://www.bbc.com/portuguese/brasil-39672513

As Freiras da Maconha

Jornal El País

Freiras e maconha

Conhecidas como ‘Irmãs do Vale’, essas ativistas fabricam produtos medicinais a partir de suas plantas e vendem pela internet, na California.

As ‘Irmãs do Vale’ formam uma organização ativista e espiritual. Não pertencem a uma ordem católica oficialmente. Na imagem, Christine Meeusen (direita) e a irmã Eevee fumam em seu jardim, perto de Merced, na Califórnia.

Seus votos estão baseados na conexão com a natureza e as plantas.

Irmã Christine Meeusen é uma ativista que se autoproclamou irmã durante o movimento ‘Ocuppy Wall Street’, em 2011, para denunciar a falta de religiosos nas lutas sociais. É a fundadora da organização

O poder sem limites

Maurício Dias — publicado em Carta Capital 22/04/20

O Poder sem limites: Contra isso se bate o senador Requião com seu Projeto de Lei sobre o que chama de “abuso de autoridade”. Cometido, por exemplo, pela Lava Jato

Senador roberto Requião: "Nós queremos assistir mais à carteirada", clama Requião
Senador roberto Requião: “Nós queremos assistir mais à carteirada”, clama Requião

Chega atrasado, mas ainda em boa hora, o projeto de lei relatado pelo senador Roberto Requião, informalmente chamado de “abuso de autoridade” e caracterizado pelo objetivo de combater crimes cometidos por funcionários públicos espalhados pelos diversos organismos do Estado. A Operação Lava Jato, pela conduta dolosa e ilegítima, é um exemplo desse abuso.

Essa ideia não é nova. Ela adormecia há quase dez anos, considerando que foi enviada ao Congresso, no primeiro governo Lula, pelo então ministro da Justiça Tarso Genro. Perdeu-se lá por razões que a própria razão desconhece.

Foi resgatada agora, entretanto, pelo senador Renan Calheiros, por razões conhecidas. Pesa sobre ele uma dúzia de acusações geradas pelas investigações da Lava Jato, somadas a outro problema. Renan presidia o Senado, quando a casa foi invadida pela Polícia Federal a mando do passageiro ministro da Justiça Alexandre de Moraes, um advogado hoje refestelado em uma das cadeiras de espaldar alto do Supremo Tribunal Federal.

Foi típico abuso de autoridade. Mereceria punição exemplar, se a nova lei estivesse em vigor. Há, porém, uma resistência. O juiz Sergio Moro, unido aos procuradores de Curitiba, capitaneados por Deltan Dallagnol, vale-se da popularidade emanada da Lava Jato para torpedear o Projeto de Lei da autoridade abusiva.

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Para Moro e Dallagnol, punir autoridade por crime de abuso decretaria o fim da Lava Jato. Não é verdade. Poderia ser, sim, no entanto, o fim do autoritarismo que eles empregam favorecidos pela omissão do Conselho Nacional de Justiça e pela simpatia majoritária dos 11 juízes que compõem o STF.

O contraponto com a Operação Lava Jato não deve inibir o Congresso sob pressão da mídia. Não haverá danos à investigação nem à punição de corruptos, desde que tudo se mantenha nos termos previstos no Projeto de Lei formulado por Requião e prestes a ser votado no Senado.

O senador relator tem pregado isto: “Não queremos assistir mais à ‘carteirada’, ao abuso de poder. E isso deve valer para todas as instituições: o Parlamento, o Judiciário, o Ministério Público, a polícia… enfim, os agentes públicos de forma geral, desde o fiscal de renda do município ao presidente da República”. Espera-se que nenhum senador, ao longo da tramitação, ponha jabuti na forquilha.

Há excessos nas ações policiais. E eles estão em posição mais próxima às populações pobres. Existe o clássico “pontapé na bunda” aplicado no suspeito forçado a entrar no camburão. A luta contra as arbitrariedades do poder no Brasil ainda não acabou. Há muita coisa escondida nas entrelinhas das leis em vigor.

Lava Jato pode destruir sistema político do Brasil, diz estudo americano

Daniel Buarque
Site UOL

odebrecht

Após anos de revelações e escândalos de corrupção a Operação Lava Jato pode ”destruir o sistema político brasileiro”, segundo uma análise publicada pela agência norte-americana de inteligência e geopolítica Stratfor.

De acordo com esta análise internacional, quanto mais os políticos convencionais do país aparecem ligados a esquemas de corrupção ”maiores as chances de um nome de fora da política chegar ao poder nas próximas eleições, em 2018”, diz, em tom preocupado com a falência do sistema atual, ainda que ele tenha problemas.

O trabalho divulgado pela Stratfor indica que políticos e partidos tradicionais do Brasil estão trabalhando para criar pactos que possam salvá-los deste fim, ou ao menos diminuir os impactos das revelações da investigação. Uma das tentativas, explica, é tentar argumentar que fazer caixa 2 não seria uma forma de corrupção.

”Independentemente de os políticos serem considerados culpados, a investigação fez estragos em suas reputações com o público e diminuiu suas chances na eleição de 2018. Para agentes externos da política, a perda dos partidos tradicionais é uma conquista”, avalia.

”É claro que os políticos tradicionais do Brasil ainda têm mais de um ano para se preparar para as próximas eleições, mas considerando o progresso da Operação Lava Jato, e o sucesso limitado das tentativas de barrar a investigação, talvez já seja tarde demais para a classe política do país”, diz.

A Stratfor tem publicado de forma regular análises e estudos sobre a crise política no Brasil. Em um relatório recente, a agência dizia que a fragmentação política do país em dezenas de partidos era uma das raízes das instabilidades vividas pelo país.

Antes disso, em junho do ano passado, um estudo indicava algo semelhante ao mais recente a respeito dos impactos das investigações, apontando para o fim da tolerância dos brasileiros com a corrupção, o que seria sentido nas urnas.