terça-feira , 18 de junho de 2019
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Laíre Rosado

Laíre Rosado: Nem Dilma nem Temer

O governo Jair Bolsonaro será permeado por incertezas administrativas.

Antes de assumir, o presidente eleito costumava fazer declarações que eram contrariadas pelo próprio Bolsonaro, no dia seguinte, ou, apenas, poucas horas depois.

Nesta semana, enviou ao Congresso projeto de lei dando autonomia total ao Banco Central.

Ontem, os liberais foram surpreendidos com a informação de que o presidente da República havia telefonado ao presidente da Petrobras para desautorizar um anunciado aumento no preço do óleo diesel.

A repercussão foi imediata e teve, como primeira consequência, prejuízo superior a R$ 32 bilhões, queda das ações da estatal na bolsa de valores e a valorização do dólar. Mais grave ainda pode ser considerada a quebra de confiança entre os empresários e o presidente da República.

No Governo, questiona-se o desprestígio do ministro da Economia, Paulo Guedes. Considerado um superministro, Guedes encontra-se em viagem pelo exterior. Não foi consultado sobre a decisão, nem sequer informado da determinação presidencial.

O ministério de Minas e Energia, a quem a Petrobras está vinculada, divulgou nota negando a interferência do Executivo na empresa, mas o próprio presidente Bolsonaro assumiu ter ligado para o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, para questionar o aumento.

De resto, é esperar que o Governo consiga encontrar uma diretriz em relação às metas administrativas.

Nos bastidores, comenta-se que Bolsonaro não quer ser chamado uma “Dilma de calças”, a ex-presidente Dilma baixou o preço dos combustíveis, gerando enorme prejuízo à estatal,  nem comparado a Temer que mostrou incompetência ao não conseguir evitar a greve dos caminhoneiros.

LAÍRE ROSADO: Ser ou Estar Ministro

SER OU ESTAR MINISTRO

O ministro da Educação, Ricardo Vélez, participa de audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

Eduardo Mattos Portella era um intelectual na verdadeira acepção da palavra. Baiano de nascimento, foi crítico, professor, escritor, pesquisador, conferencista, pensador, advogado, político e membro da Academia Brasileira de Letras.

Em atividades políticas, pertenceu ao gabinete do presidente Juscelino Kubitscheck entre 1956 e 1961. Foi ministro da Educação no governo militar de João Batista Figueiredo, de 15/03/79 a 26/11/80.

Apesar de ministro de Figueiredo, combatia a censura e apoiou a primeira Greve Nacional dos Professores das Universidades Federais, em 1980. Após declarar esse apoio, foi procurado pela imprensa que o questionou sobre o fato de ser ministro da Educação e apoiar a greve. Sua resposta, hoje, seria viralizada nas redes sociais: “estou ministro. Não sou ministro.” É claro, foi demitido pelo presidente.

O atual ministro da Educação, Ricardo Vélez não tem a grandeza de Portella. Em várias ocasiões o presidente Bolsonaro declarou que o ministro não tem mostrado competência administrativa. Sem comunicar ao ministro fez mudanças em cargos importantes do ministério. Entretanto, o ministro colombiano declarou, esta manhã, que não conversou com Bolsonaro e que não irá deixar o comando do MEC.

Na verdade, apesar da insistência em permanecer no cargo, Ricardo Vélez “está ministro. Não é mais ministro”.

LAÍRE ROSADO: De juventude e de Nouvelle Vague

 

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Um dos meus filhos costuma dizer que teria preferido a experiência de tempos passados do que aproveitar os momentos da juventude nos tempos atuais. Segundo ele, sua geração não tem como sentir as vibrações da juventude dos anos 60. Pode ser que ele tenha razão, mas tudo tem seu tempo certo para acontecer.

Lembro movimentos que marcaram a minha geração, como a bossa nova, a nouvelle vague, os Beatles, a participação dos estudantes no movimento político por meio d representações, como a União Nacional dos Estudantes, UNE, os Diretórios Estaduais e Municipais de Estudantes. Quando ainda inexistiam as redes sociais, estudantes do mundo inteiro acompanhavam a atuação do alemão Daniel Cohn Bendit, estudando na França, que se transformou no ídolo de muitos.

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Não sou crítico de cinema (coluna que existia em todos os grandes jornais), nem conhecedor profundo do que ficou conhecido como a sétima arte, o cinema. A origem do nome vem do teórico italiano, crítico de cinema Ricciotto Canudo que, em 1923, publicou um documento “O Manifesto das Sete Artes”. Sua pretensão era integrar o cinema à categoria das belas artes: música, pintura, escultura, arquitetura, poesia e dança.

Participei das primeiras reuniões com o grupo que criou, ou recriou, o Cine Clube Tirol, em Natal, que teve como sua expressão máxima em Moacyr Cirne. Natal ficou pequeno para Moacyr que, ganhando dimensão nacional, teve que se transferir para o Rio de Janeiro. No grupo, e a essa época, era obrigatória a leitura do “Cahiers du Cinéma” para se ficar atualizado com as transformações do cinema, sobretudo na França. “O Encouraçado Potenkim”, de Sérgio Eisenstein, era considerada a obra máxima, inigualável, do cinema.

Essas memórias ressurgiram com a notícia do falecimento de Agnes Varda, precursora da Nouvelle Vague (Nova Onda) e única mulher a participar do movimento e que filmou mais de 50 títulos. A nouvelle Vague Francesa é considerado um dos mais importantes movimentos da história do cinema.

Em Natal, os filmes nouvelle vague eram projetados no Cine Nordeste, com a vantagem de ser a primeira sala de projeção com ar refrigerado. Alguns ainda são revisitados pela internet, como: Hiroshima Meu Amor, Cléo das 5 às 7 As Duas Faces da Felicidade, Nas garras do vício, Acossado, Os Incompreendidos, Zazie no Metrô, Paris Nos Pertence, Jules e Jim, Os Incompreendidos.

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Em outra oportunidade, quem sabe, voltarei a falar sobre os filmes de Alain Resnais, Jean Luc Goddard, François Truffaut e outros que trouxeram alegria e arte aos cinéfilos de todas as épocas.

Laíre Rosado: Maltratar o presidente da Câmara é caminho para o desastre

A história do país é rica em exemplos de presidentes da República que se desentenderam com o Poder Legislativo e se deram mal. Fazendo uma retrospectiva a partir dos anos 60, tem o exemplo de Jânio Quadros, que se repetiu com Fernando Collor. A ex-presidente Dilma Rousseff também não gostava de dialogar com o Congresso e foi afastada da presidência por um processo de impeachment. Ao que parece, o atual presidente, Jair Messias Bolsonaro, decidiu trilhar pelo mesmo caminho, mesmo tendo a experiência de muitos anos de mandato parlamentar.

São mais de cem dias de administração. A cada dia que passa o governo enfrenta mais problemas, com um detalhe peculiar. As dificuldades não são criadas pela oposição, mas pelos familiares, seus filhos e, depois, pelos próprios aliados.

O presidente Bolsonaro afirma que a reforma da Previdência é sua prioridade de governo. Para que isso aconteça, é necessário uma reforma constitucional, que exige três quintos dos votos dos deputados (308) e dos senadores (49).

O deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, vinha sendo importante aliado, disposto a articular o voto dos deputados. De um momento para outro, passou a ser hostilizado por um dos filhos do presidente, com mensagem retuitada pelo pai. Decidiu renunciar à missão e entregá-la ao presidente da República.

Como observador da cena política, evitando interferir diretamente nos assuntos de governo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso faz um alerta a Bolsonaro: “paradoxo brasileiro: os partidos são fracos, o Congresso é forte. Presidente que não entende isso não governa e pode cair; maltratar quem preside a Câmara é caminho para o desastre. Precisamos de bom senso, reformas, emprego e decência. Presidente do país deve moderar, não atiçar”.

Jingles Presidenciais – 1 Getúlio Vargas

JINGLES DE CAMPANHAS PRESIDENCIAIS- 1
GETÚLIO VARGAS

Getúlio Vargas

Jingle de campanha política marca pessoas que atravessam os anos sem esquecer o que ouviu em relação aos candidatos, pouco importando a simpatia pelos nomes festejados. O jingle tem o objetivo de ajudar a eleger o candidato.

Getúlio Vargas assumiu o governo em 1930 através de um golpe militar, sendo deposto por outro golpe, no dia 29 de outubro de 1945. Getúlio retorna ao poder em 1951, desta vez eleito, em 1950, ano em que venceu as elições com quase quatro milhões de votos.

A música de sua campanha foi composta por Haroldo Lobo e Marino Pinto e interpretado por Francisco Alves. Era uma referência ao fato de Getúlio ter determinado que as repartições públicas colocassem o retrato do presidente na parede.
Bota o retrato do velho outra vez
Bota no mesmo lugar
Bota o retrato do velho outra vez
Bota no mesmo lugar

O sorriso do velhinho faz a gente trabalhar
O sorriso do velhinho faz a gente trabalhar

Eu já botei o meu
E tu, não vais botar?
Já enfeitei o meu
E tu, vais enfeitar?

O sorriso do velhinho faz a gente se animar
O sorriso do velhinho faz a gente se animar

“Bota o retrato do velho” foi lançada como marchinha de carnaval, sendo a mais tocada no tríduo carnavalesco de 1950

Laíre Rosado

José de Abreu, presidente autoproclamado do Brasil

Foto Twitter
Foto Twitter

Tudo começou como uma brincadeira. O ator José de Abreu se autoproclamou presidente da República, no dia 26 de fevereiro deste ano. O gesto foi mais um protesto contra a decisão de vários países, inclusive o Brasil, de reconhecer Juan Guaidó como presidente da Venezuela, que uma provocação ao presidente Jair Bolsonaro.
“Acabei de me proclamar presidente do Brasil. Quem me apoia?”, iniciou o protesto em um tweet que já recebeu mais de 15 mil curtidas. “Vamos exigir respeito à minha autodeclarada Presidência como estão dando para o venezuelano. Por que ele tem e eu não?”, ironizou.

A gaiatice-protesto continuou e passou a incomodar os dirigentes nacionais. Asessores do presidente Bolsonaro estão verificando como processar o ator. Como parte da encenação, Abreu, que estava no exterior, Grécia, anunciou sua chegada para ontem, 8 de março, marcando sua “posse” no aeroporto do Galeão. Antes, falou em impetrar habeas corpus preventivo, como se estivesse ameaçado de prisão.

Prometeu anunciar o nomes dos futuros ministros, “Já temos Lula, Dilma, Amorim, Freixo, Boulos, Manuela, Maria do Rosário e Suplicy. Faltam alguns ministros. Como presidente alternativo, aceito alternativas”.

O aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, lotou o saguão do terminal de fãs e apoiadores do artista. A brincadeira começou como protesto contra o real chefe do executivo brasileiro, Jair Bolsonaro. O ator fez um discurso, com a Constituição Federal em mãos. O povo colocou Zé de Abreu nos ombros, aos gritos de “Presidente! Presidente!”.

A reação do presidente Jair Bolsonaro foi imediata, mas, talvez, precipitada. Disse que vai processar José de Abreu, apoiador histórico do PT e crítico do atual governo. Abreu escreveu no Twitter: “Alo, @jairbolsonaro, seu meteoro chegou! Sou eu, seu fascista!”. Minutos depois, Bolsonaro respondeu ao ator: “Estamos processando alguns e este ‘meteoro’ será o próximo!”.

O que o presidente Bolsonaro precisa, além da tarefa maior de governar o Brasil, é desarmar o espírito, deixando as reações rompantes a toda e qualquer crítica que lhe seja feita. De outro modo, uma gaiatice como a do ator José de Abreu, poderá assumir proporções maiores do que a pretendida pelo autor.

LAÍRE ROSADO

Arquivos do Vaticano

pio XII

O Papa Francisco chegou para transformar a Igreja Católica. Seu antecessor, Bento XVI, alemão, não teve condições de saúde de executar o projeto. Transferiu-o a Francisco, um sul-americano da Argentina, que tem levado adiante uma guerra que tem como principal adversário, a própria Igreja.

Francisco não se surpreendeu quando tomou conhecimento que haviam pichado ruas do Vaticano e de Roma exigindo o seu afastamento. Sabia a origem do movimento. Continuou desafiando seus opositores com medidas saneadoras, sobretudo contra a corrupção, combate à pedofilia e ao abandono de filhos que têm padres como pais.

Em 2018, na mensagem de Natal, acusou alguns cardeais de estarem com “alzheimer espiritual”. Foi severo ao falar aos membros do governo da Igreja, condenando as rivalidades, as calúnias e as intrigas dentro da Cúria; “como qualquer corpo humano”, a Cúria sofre de “infidelidades ao Evangelho” e de “doenças que precisa aprender a curar”.

Além de “alzheimer espiritual”, o Papa criticou o “terrorismo do falatório”, “esquizofrenia existencial”, “exibicionismo mundano”, “narcisismo falso” e “rivalidades pela glória”.

Ontem, no Vaticano, o Papa Francisco tomou outra decisão inédita ao determinar a abertura, aos investigadores, dos arquivos da Santa Sé relacionados com o pontificado de Pio XII até à sua morte. Esse período coincidiu com o início e o epílogo da Segunda Guerra Mundial.

Francisco considera que Pio XII desenvolveu esforços para resgatar milhares de judeus das mãos das forças nazis, mas a Igreja Católica foi acusada durante muitos anos de não ter feito tudo o que estava ao seu alcance para impedir ou contrariar este conflito, sobretudo por parte do Estado de Israel.
“Não temos medo da história”, afirmou hoje o Papa Francisco, que entende a abertura dos arquivos como uma oportunidade para clarificar todos os fatos.

LAÍRE ROSADO: Hino Nacional Obrigatório

Sou do tempo em que se cantava o Hino Nacional nas escolas. Em ocasiões específicas, também eram entoados o Hino à Bandeira, o Hino da Independência e o Hino da República. Como estudei em colégio de religiosos, o Colégio Diocesano Santa Luzia, havia ainda uma oração inicial, diária, de agradecimento a Deus. Além disso, entre as matérias estudadas, estava a de Moral e Cívica e Boas Maneiras.

Os tempos mudaram. A grade curricular foi sendo alterada com o passar dos temos. Curso Ginasial, Curso Científico e o Clássico passaram a 1º e 2º graus. As universidades se multiplicaram pelo país. O Brasil deixou de ser uma nação constituída por uma maioria populacional de analfabetos. No momento atual, há grande expectativa de mudanças nos costumes político-administrativos.

Dentro desse quadro, destoou a exigência de cumprimento de lei federal obrigando a tocar o Hino Nacional Brasileiro, uma vez por semana, nas escolas de Ensino Fundamental. Num arroubo de patriotismo, o ministro Ricardo Vélez Rodrigues, brasileiro naturalizado, chegou a orientar que se filmassem as crianças cantando o Hino. Depois recuou, pedindo desculpas pelo gesto exagerado que havia determinado.

Muitos não sabem, mas proposta semelhante de obrigar aos alunos a execução do Hino nacional surgiu em 1936 no governo Getúlio Vargas. Anos depois foi reiterada no Regime Militar, em 1968 e 1971 e também no governo Lula, do PT.

Alguns defendem que a ideia pode resgatar o civismo e o patriotismo dos estudantes. Outros, ao contrário, veem a exigência como um retrocesso aos tempos de ufanismo da ditadura militar.

Se o que se pretende é cultuar o civismo, o modelo americano pode servir como sugestão. Por todo o país existe o costume do hasteamento da bandeira nacional, seja nas casas, carros, escolas, bares e restaurantes, hotéis, postos de combustíveis, etc…

No território americano, centenas de milhões de casas têm a bandeira do país hasteada em frente de casas particulares e, quando o hino nacional toca nas rádios, muitos chegam a parar o carro para cantá-lo.

Vamos cantar o Hino Nacional Brasileiro com o maior ufanismo possível, mas que isso não aconteça por obrigação, por exigência de uma lei federal.

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Laíre Rosado: Reformas exigem negociações

O candidato Jair Bolsonaro carregou no discurso de mudar “tudo isso que está aí”, repetindo Lula na campanha de 2002. Todos sabem como findou o governo do PT. Sobre o futuro do governo Bolsonaro ainda existe a incógnita do que poderá acontecer.

Bolsonaro provocou deputados e senadores dizendo e repetindo que não teria negociação com partidos nem com líderes políticos. O governo seria montado com entendimentos entre Frentes Parlamentares. Seria um governo sem o “toma lá dá cá”.

Bolsonaro sabe muito bem que, sem o apoio do Congresso, as reformas não serão aprovadas. No Brasil há uma pulverização de legendas, tornando-se impossível governar em um presidencialismo multipartidário, sem coalizão. Os parlamentares representam eleitores e suas aspirações, sendo legítimo o atendimento aos seus pleitos. Contudo, é preciso que os acertos sejam mantidos dentro dos limites da ética e da legalidade.

Os eleitores estão surpresos com a anúncio de que o governo vai abrir os cofres. Negociará com os deputados e senadores, liberando o valor de R$ 5 milhões para cada parlamentar, em emendas do orçamento.

A surpresa não fica por aí. O Palácio do Planalto promete aos novatos, os de primeiro mandato, a concessão de uma espécie de bônus, já que só terão direito às emendas parlamentares a partir de 2020.

Laíre Rosado

Alternativas para partidos que não atingiram cláusula de desempenho

Nove dos partidos representados na Câmara dos Deputados não atingiram a cláusula de desempenho prevista na Constituição. Por esse motivo, alguns parlamentares, filiados a essas legendas, estão sendo obrigados a fazer nova opção partidária.

Para solucionar o problema, os partidos prejudicados estão adotando medidas estão liberando seus deputados para mudança de legenda, incorporando-se a outros partidos ou aguardando decisões judiciais já encaminhadas.

Dos atuais 30 partidos representados na Câmara, não conseguiram votos suficientes para o cumprimento dessa exigência partidária o DC, Patriota, PCdoB, PHS, PMN, PPL, PRP, PTC e Rede, que abrigam 31 deputados ao todo. Essas legendas perderam o direito ao fundo partidário e ao tempo gratuito de rádio e TV no período de 2019 a 2023.

O Patriota, com 5 deputados, incorporou o PPS, com 1, somando 10 deputados. O Podemos, com 11, incorporou o PHS com 16, somando 17 deputados. O objetivo da cláusula é justamente forçar uma redução no número de partidos existentes, atualmente, 35.