sábado , 25 de março de 2017
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Laíre Rosado

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Supremo ameaça limitar prisões preventivas da Lava Jato

Luis Nassif Online

Gilmar Mendes

Jornal GGN – O Supremo Tribunal Federal ameaça acabar com as prisões preventivas desenfreadas que a Lava Jato utiliza com autorização do juiz federal Sergio Moro. Segundo informações da jornalista Mônica Bergamo, o ministro Gilmar Mendes já liberou seu voto sobre uma ação movida pela OAB dizendo que a medida viola direitos dos investigados. Isso deixa o processo “pronto para entrar em pauta” no STF, disse.

Na ação, a OAB afirma que, “quando realizada na fase investigatória, a medida viola os princípios da imparcialidade e o direito que o investigado tem ao silêncio e também a não produzir provas contra si mesmo. O fato de a maior parte delas ter sido realizada sem que os conduzidos tivessem sido intimados anteriormente só agravaria a ilegalidade”, anotou Bergamo, nesta sexta (24).

A jornalista lembrou que a mais “espetacular” condução coercitiva foi a do ex-presidente Lula, já que ele não havia sido intimado previamente. E tudo ocorreu com uma desculpa capenga: a de “proteger” Lula de eventuais protestos.

“E a condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães, determinada pelo juiz federal Sergio Moro nesta semana, deixou ministros do STF incomodados. Um dos mais antigos da corte se disse chocado com o argumento do magistrado de que Guimarães não é jornalista. Quem seria o juiz, diz o ministro, para dizer se alguém é ou não jornalista?”, apontou.

O STF já decidiu que diploma não é requisito para a atividade jornalística e que o direito ao sigilo da fonte é da sociedade, não apenas de profissionais da mídia.

Em despacho concedendo habeas corpus ao ministro Guido Mantega, o ministro Dias Toffoli disse que o instituto da prisão preventiva não era algo usado vulgarmente nem pelas autoridades envolvidas no Mensalão.

O emprego voltou

Michel Temer
Presidente da República

Michel Temer

A melhor notícia que um governante pode transmitir é a geração de novos empregos. Tive a felicidade de anunciar que, depois de 22 meses de números negativos, revertemos a tendência de queda. Foram criados mais de 35 mil empregos com carteira assinada em fevereiro.

É claro que temos ainda milhões de brasileiros a trazer de novo para o mercado formal. O importante é que o emprego está voltando. Agimos de forma corajosa para que a iniciativa privada, que gera os empregos, possa prosperar. Sem o empresariado fortalecido, não há oportunidade de novas vagas na indústria, no comércio, na agricultura, nos serviços.

Tivemos a ousadia de editar uma lei que limita os gastos públicos. E foi uma ação bem-sucedida, porque há um diálogo muito sólido com o Congresso Nacional, que aprovou nossa proposta em tempo recorde. Colocar ordem nas contas públicas é criar condições para a retomada do crescimento e, consequentemente, geração de empregos, nosso objetivo central.

A queda da inflação e a baixa dos juros básicos da economia vieram em seguida. Segundo o Banco Central, até o final do ano, a inflação estará abaixo do centro da meta, que é de 4,5%. Sabemos que esses fatores são imprescindíveis para o crescimento da economia, o que significa mais renda e mais empregos.

Com a liberação dos saldos das contas inativas do FGTS, vamos injetar cerca de R$ 35 bilhões na economia brasileira. Todo esse dinheiro vai diretamente para as mãos de mais de 30 milhões de trabalhadores. Dívidas serão pagas, reabrindo acessos ao crédito. Compras adiadas vão aquecer, sobretudo, o comércio lojista. No final, toda a sociedade será beneficiada.

Para 2017, nós destinamos, apesar da crise que enfrentamos e estamos vencendo, R$ 75 bilhões para a construção de cerca de 600 mil casas no Minha Casa Minha Vida, que vai incentivar a construção civil. Isso significa mais empregos para quem precisa.

A confiança no Brasil está sendo recuperada. O caminho da responsabilidade começa a dar resultado. Vamos fazer as reformas da Previdência e trabalhista de que o Brasil tanto precisa para seguir na retomada do crescimento econômico sustentável e do desenvolvimento social.

Por que alguns médicos aceitam “bancar“ a obstetrícia de Mossoró?

Com pedido de divulgação, recebemos correspondência do presidente da Clínica de Anestesiologia de MOssoró, Dr. Ronaldo Fixina, abordando tema relacionado à especialidade:

POR QUE ALGUNS MÉDICOS ACEITAM “ BANCAR “ A OBSTETRICIA DE MOSSORÓ ?

ronaldo fixina

“ A Obstetrícia reflete o grau de civilização e moral de um povo, pois revela o zelo que se tributa à mãe e ao futuro cidadão, finalidade suprema da política social de todos os tempos. “

Vivemos em épocas de Constituição Cidadã, ( CF – Art. 5º XXXV ) de forma que apenas relatamos uma parcela das dificuldades encontradas para praticar anestesia. Um vendaval de desesperança. Não sabemos aonde encontrar proteção jurisdicional nunca.

Dentro da estrutura da Maternidade Sob Intervenção Federal , autofinanciável, segundo divulga a Diretoria da maternidade, realizamos um trabalho de excelente padrão técnico científico. Lidamos com situações obstétricas críticas diuturnamente, superando adversidades e salvando vidas. As Anestesias no complexo materno fe tal exigem quase a perfeição.

Deficiências relacionadas as condições técnicas próximas do ideal interferem em nosso trabalho acarretando riscos. Em anestesia não há como improvisar e nem aguardar as devidas providências ou inspeções agendadas. E agora, além de grande vigilância durante o ato anestésico devemos atentar para escorregão, queda e trauma; água dentro das calhas dos focos cirúrgicos, danos em equipamentos e quem sabe eletrocussão.

Não TEMOS O DEVER E NEM A OBRIGAÇÃO DE FINANCIAR UMA MATERNIDADE SOB INTERVENÇÃO FEDERAL . Somos técnicos especializados em Anestesiologia. Uma arte, uma vocação. Estamos amparados no direito irrefutável de receber nossos honorários ( aproximadamente 300 plantões sem nenhum pagamento é cruel . Dias especiais como Na tal, passagem do Ano, Domingos, feriados e noites sem remuneração é inaceitável e no mínimo revoltante. Não permaneceremos calados ) . Nenhuma Lei neste País, nem mesmo no País de Mossoró, obriga um anestesiologista a trabalhar sem uma remuneração justa e possível. Não é aceitável, que na maternidade sob intervenção Federal , o injusto , criminoso e insuportável atraso do pagamento dos plantões , comprovadamente realizados com muito zelo e responsabilidade pelos componentes da Clínica de Anestesiologia de Mossoró, ocor ra. Ainda esta semana, iremos utilizar OUTDOOR DIGITAL GIGANTE nas ruas para exibir o tratamento dispensado aos anestesiologistas.

O atraso de pagamento dos plantões transcende princípios de razoabilidade . Por analogia estamos bancando a anestesia para a assistência obstétrica de Mossoró e região. Gestão Plena ? Gestão da CAM ou descumprimento constitucional ( Art. 196 – C F ) ou a certeza da impunidade eternamente ?

Ensina o Professor Dr. Genival Veloso: “ A recompensa pelo trabalho médico não é soldo, ou um salário, e sim honorários, ou seja, algo que se recebe por honra e gratidão por relevantes serviços prestados “ É manutenç& atilde;o da família, é sobrevivência, é pagamento de moradia, aquisição de medicação, etc, etc. O Estado descumpre compromissos formalizados através de contratos de prestação de serviço. O Estado comete crime ( Art. 168 – CPB ) ao arrepio da Lei. Os gestores da saúde jamais serão responsabilizados pessoalmente.

A postura repugnante dos Gestores da Saúde: A – Financia a obstetrícia sem transparência; B – Não possibilita a discussão de indicadores de qualidade; C – Desrespeita, ofende e humilha os

anestesiologistas; D – Exclui o principio da publicidade; E – Induz um tipo de administração através de recomendações judiciais; F – IMPEDE UM CRONOGRAMA DE REPASSE OU PAGAMENTO DOS ANESTESIOLOGISTAS ( Uma incompetência CRÕNICA ) ; G – Estabelece um tipo de escravidão; H – possibilita a esdrúxula solicitação de prisão dos anestesiologistas em virtude de uma tipificação criminal grave: não aceitar trabalhar sem a contrapart ida do pagamento dos plantões. Nenhuma categoria profissional deve tolerar este padrão de ofensa ou agressão nos dias atuais. Precisamos reagir ENERGICAMENTO, COM TOLERÂNCIA ZELO E ALTIVEZ. Este trabalho tem valor e salva vidas.

Trabalhamos com a certeza da ausência total de qualquer segurança jurídica. Torna-se inviável e precário este formato de relação laboral, onde os deveres e obrigações são unilaterais. Sem previsão ou garantia de recebimento de honorários não há satisfação no trabalho. Isso é injusto e juridicamente incorreto. A incapacidade proposital de estabelecer um calendário de pagamento é a maior demonstração de incompetência. É um absurdo. É perverso. Não acreditamos mais no que vivenciamos, tem que haver um interesse que ainda permanece na escuridão.

A emissão de notas fiscais sem receita e o não pagamento de juros ou multas , quando por acaso ocorre um pagamento, estabelece dificuldades econômicas em qualquer empresa, mesmo nas empresas sem fins lucrativos. Aonde encontra-se o DINHEIRO DO PAGAMENTO DOS PLANTÕES DOS ANESTESIOLOGISTAS? Há de se ter o bom senso que esta importante especialidade n&atild e;o dever permanecer inerte diante deste ABUSO.

Diante do exposto, lamentavelmente só vislumbramos uma única solução. Paralisação total deste serviço e retirada imediata de todos os profissionais da CAM da Maternidade Sob Intervenção Federal, ou Casa de Saúde Dix-Sept Rosado ou Almeida Castro ou APAMIM. Quem será responsabilizado pelo caos que vai apenas se INTENSIFICAR OU POR ÓBITOS QUE PODEM OCORREM QUANDO NÃO HÁ ASSISTÊNCIA NA HORA DO PARTO ? Os “ atuantes “ gestores da Saúde ? O Diretor Técnico da Maternidade ? A Diretoria da Junta Interventora ? Os médicos da cidade ? E, a sentença sem caber recurso: Os anestesiologistas !!!!!!!!????

É necessário ter praticado anestesia, salvando milhares de vidas diante das situações mais graves possíveis, para conhecer, sentir o que significa essa injustiça.

É a omissão oficial e impune do Estado.

CAM

Em tempo:

Os Anestesiologistas trabalharam comprovadamente, dentro da estrutura de uma maternidade sob intervenção federal, sem receber um centavo ( aproximadamente 1.000 anestesias ) durante meses. Outras especialidades não percebem ( ?? ) a gravidade desta situação. É uma ameaça perigosa a toda a classe médica. O normal é tentar massacrar os médicos.

Governo do Estado do Rio Grande do Norte – SESAP

Esqueceu de quitar os plantões de NOVEMBRO, DEZEMBRO ( 2016 ) E JANEIRO E FEVEREIRO ( 2017 )

Prefeitura Municipal de Mossoró – SMS

Esqueceu de quitar os plantões de DEZEMBRO ( 2016 ) E JANEIRO E FEVEREIRO ( 2017)
O nosso salário agora depende de bloqueios de verbas publicas. As decisões podem ser questionadas ?

“ Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles “

Uma Reforma Difícil

Gilmar, Temer, Rodrigo, Eunício

Nos últimos dias a reforma Política tem ocupado mais espaço na mídia. Na maioria das vezes, os jornalistas consideram o interesse dos parlamentares em apressar a aprovação da reforma por conta da Operação Lava-Jato. O objetivo seria blindar os políticos, sobretudo no que se refere ao Caixa 2.

Acontece que a importância em mudar as regras atuais da política preocupa não somente os detentores de mandatos eletivos. Foi o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Gilmar Mendes, quem sugeriu a realização de encontro entre os presidentes da República, da Câmara dos Deputados, do Senado e ele próprio, do TSE. O encontro há seis dias com declarações dos participantes.

Gilmar Mendes disse na reunião que “houve coincidência de pontos de vista quanto a necessidade dessa reforma” e que haverá uma reunião com pessoas do TSE, da Câmara e do Senado para que “esses passos sigam rumo a algo mais concreto”.

Uma nota oficial divulgada após a reunião no Palácio do Planalto afirmou que a realidade pede mudanças “que levem a uma melhora expressiva na representação política nacional”.
“Alguns objetivos desses esforços devem ser desde já explicitados: 1) buscar a racionalização do sistema político; 2) redução dos custos das campanhas políticas; 3) fortalecimento institucional das legendas; 4) maior transparência e simplificação das regras eleitorais”.

NO TSE,em uma Corte com poucos ministros, há divergências quanto ao modelo a ser assumido. Entre os assessores da Presidência nem todos concordam com o rumo tomado pela discussão. Resta imaginar uma votação onde, na Câmara, 513 deputados terão que chegar a um acordo. Ou melhor, a maioria terá de concordar com a aprovação dessas mudanças.

Como a lei brasileira vê a mulher?

ONU BR

Em artigo publicado na imprensa, a especialista do Banco Mundial, Paula Tavares, aponta brechas na legislação brasileira responsáveis por perpetuar desigualdades de gênero.

Mulher

De um ponto de vista estritamente jurídico, a igualdade entre homens e mulheres no Brasil é quase plena. É uma informação destoante da realidade do dia a dia, mas também impressionante quando se compara a legislação brasileira com as demais. Na minha experiência com a equipe do Mulheres, Empresas e o Direito, vieram à tona dados surpreendentes. Conheça alguns deles a seguir.

Até 1988, só o homem era considerado chefe de família
Apesar de o Brasil ter ratificado a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação, em 1984, foi só com a Constituição de 1988 que alguns dispositivos discriminatórios do Código Civil caíram. Até então, apenas o homem era considerado chefe de família e responsável por administrar o lar e o patrimônio conjugal.

Dezoito anos é a idade legal para o casamento de meninas, mas…
Embora o Brasil estipule em 18 anos a idade legal para o casamento de meninas e preveja a anulação do casamento infantil, a lei autoriza que meninas se casem a partir dos 16 se tiverem o consentimento dos pais. Além disso, a lei permite o matrimônio a qualquer idade se a menina estiver grávida. Resultado: o Brasil tem o maior número de casamentos infantis na América do Sul e o quarto número mais alto do mundo.

Além disso, 36% das meninas no Brasil já estão casadas aos 18 anos, como mostramos no novo relatório Fechando a Brecha: Melhorando as Leis de Proteção à Mulher contra a Violência. Também vale destacar que 24 países da América Latina preveem pena a quem autorize o casamento precoce, mas o Brasil não está entre eles.

Faltam leis contra o assédio sexual na escola e em lugares públicos
Você sabia que a legislação brasileira contra o assédio sexual no trabalho é forte? Em compensação, quando analisamos os dispositivos específicos contra o assédio nas ruas, nos meios de transporte e outros espaços públicos, descobrimos que não existe legislação. O mesmo vale para as escolas.

A discriminação no mercado de trabalho se dá de muitas formas
O Brasil proíbe a discriminação de gênero na hora da contratação, mas persistem algumas questões, como a salarial e o fato de os recrutadores poderem perguntar sobre o estado civil da mulher. Uma curiosidade é o fato de a trabalhadora poder fazer quase os mesmos ofícios do homem, menos os que exijam levantar peso.

A Consolidação das Leis do Trabalho proíbe a contratação de mulheres em serviço que demandem o emprego de força muscular superior a 20kg para o trabalho contínuo ou 25kg para o trabalho ocasional. Curiosamente, esse é o peso médio de uma criança de 5 anos. Pode-se inferir, portanto, que deveria haver legislação protegendo as mães de carregar seus filhos no colo, não é?

A mãe trabalhadora concentra os cuidados com os filhos
No Brasil, a licença-maternidade dura no máximo seis meses; a paternidade, 20 dias. Já os países nórdicos, Portugal e outros têm começado a tratar da questão da licença como um direito a ser compartilhado entre os pais. Trata-se da licença parental, que em geral é de longa duração.

Convém notar que isso afeta as oportunidades da mulher na hora da contratação. Um empregador, ao deparar-se com dois candidatos jovens, um homem e uma mulher, geralmente leva em consideração o fato de que ela lhe trará ônus adicionais em função da maternidade. Mas, quando a licença passa a ser compartilhada, tal paradigma muda, e mesmo esse ônus passa a ser dividido.

*Artigo originalmente publicado no The Huffington Post Brasil, em 11 de março de 2017

Construção de Presídios: um paralelo entre os sistemas penitenciários do RN e PB

Adjuto Dias Neto

De Adjuto Dias Neto

No ano de 2009 a imprensa no RN voltava suas atenções sobre o caos que já assolava o sistema prisional. Matérias sobre delegacias superlotadas tomavam os telejornais. Estando aprovado no concurso de delegado de polícia civil na Paraíba naquele ano, meu receio com essa problemática era evidente.
Esse receio, no entanto, caiu por terra poucas semanas depois de ter tomado posse no cargo. Hoje, completados 06 anos atuando como delegado naquele estado, posso dizer que nunca houve recusa a mim dirigida no recebimento de preso em qualquer unidade prisional por falta de vaga. Nunca a equipe policial teve de se dirigir a uma unidade prisional mais distante para entrega de preso por falta de vaga na cadeia local. Nunca um preso permaneceu em uma delegacia onde trabalhei por tempo maior que o necessário para confecção e lavratura do auto de flagrante.

O sistema prisional na Paraíba tem seus problemas. As unidades prisionais, como em qualquer lugar do país, estão com lotação máxima ou próximo a isso. A Paraíba, no entanto, é privilegiada quando se vê o sistema de uma forma global. Percebe-se que esta priorizou a construção de pequenas unidades prisionais (com capacidade, geralmente, para até 50 reeducandos) em cada uma de suas comarcas, deixando os presídios de segurança máxima apenas para cidades de grande/médio porte. Essa tomada de decisão trouxe inúmeras vantagens que só hoje, com a crise instalada no país, são melhor compreendidas.

Nessas pequenas unidades raramente há registros de rebeliões, motins, mortes violentas ou fugas. Com uma quantidade menor de presos, a unidade se torna mais “controlável” e isso facilita o trabalho dos agentes penitenciários na manutenção da ordem e disciplina internas.
Até por essa razão não se vê na população dessas pequenas cidades temor, lamentação ou protestos com a existência dessas unidades. Pelo contrário, ao se passar por uma delas, nem se percebe que trata-se de uma cadeia. A não ser pela movimentação atípica em dias de visita, nos demais dias permanecem tão pacatas quanto qualquer outro prédio público, sequer sendo notadas.

Com cadeias construídas muitas vezes ao lado ou em frente aos Fóruns, juízes e promotores da execução penal têm um acompanhamento bem mais próximo do funcionamento da unidade e do cumprimento da pena. Em outra perspectiva, diretores das unidades têm acesso imediato ao Juiz para lhe narrar as dificuldades do dia a dia e agilizar a tomada de providências.

Há, ainda, a economia de uma fortuna com deslocamento e escolta de presos que deixam de ser feitos para audiências, pois o preso cumpre pena “ao lado” do local onde será julgado, e bastam dois agentes penitenciários plantonistas para acompanhar a audiência. Até mesmo a polícia civil é “beneficiada”, pois não é acionada para levar presos às audiências de custódia, não prejudicando o seu trabalho investigativo.
Considerando, por fim, que não existe pena de prisão perpétua ou de morte no ordenamento brasileiro, o destino do preso é um só: a reinserção na sociedade, mediante a busca quase sempre falha de sua ressocialização. Nesse ponto, as pequenas unidades cumprem importante papel social: o cumprimento de pena próximo à família do apenado.
Mas os benefícios não param por aí. Com pequenas cadeias disseminadas em todo o estado, os presos de baixa e média periculosidade das cidades interioranas, como regra, não se misturam com integrantes de facções criminosas da capital ou de cidades maiores.

Há poucos dias, o governo do Rio Grande do Norte anunciou a construção de mais dois grandes presídios com capacidade para mais de 600 presos cada um. Nosso estado, definitivamente, tomou o caminho inverso ao da vizinha PB. Não avaliar a viabilidade da construção de pequenas unidades parece ser um erro que vem sendo cometido no RN ao longo dos anos.

Há 30 anos, Geraldo Melo tomava posse como Governador do RN

Blog Heitor Gregório

Artigo escrito por Rubens Lemos Filho
Jornalista

Geraldo Melo - posse governador

“Neste 15 de março de 2017, faz 30 anos da posse do governador Geraldo Melo no Rio Grande do Norte. Eleito pelo PMDB em 1986, de virada, com maioria de 14.072 votos(0,5%) sobre o deputado federal do PFL, João Faustino(falecido), desmantelou um ciclo de 12 anos de poder (Tarcísio Maia, Lavoisier Maia e José Agripino), protagonizando uma das mais acirradas campanhas eleitorais da história.

Geraldo Melo, a exemplo do seu correligionário Aluizio Alves, revertia os ataques adversários transformando-os em marketing positivo. Pequenino, foi chamado de Tamborete, de forma jocosa. Passou a fazer discursos em cima de tamboretes que viraram acessórios dos seus eleitores, pendurados em janelas, expostos em calçadas, colados em roupas quando feito miniaturas.

Inovar e surpreender marcaram a trajetória de Geraldo Melo candidato. Seis meses antes da eleição, convocou uma imprensa aturdida e afável ao poder vigente para comunicar que aceitava o resultado do Ibope, apontando-lhe fragorosa derrota naquele momento. Mas que exigiria igual comportamento dos oponentes e venceria a eleição. Viraria o jogo.

A diferença, que superava os 30 pontos, foi caindo ao som das melodias contagiantes do Tamborete. “Sopra o vento, deixe esse vento soprar, esse vento traz Geraldo e a nossa sorte vai mudar”. O Catavento(hoje cata-vento com reforma ortográfica esdrúxula), símbolo de novos tempos, incorporava-se ao ritual político potiguar.

Orador brilhante, conhecedor profundo da economia do Estado, desde os tempos de jovem auxiliar de Aluizio Alves no Governo do Estado, Geraldo Melo incorporou o sentimento oposicionista e cativou o eleitor, coligado apenas com PCB e PC do B, saídos da clandestinidade um ano antes, contra uma máquina de mais de 130 prefeitos e a força do ex-governador José Agripino, no auge de sua liderança. Em 1986, Agripino seria eleito senador pela primeira vez. A segunda vaga ficou com Lavoisier Maia.

A última pesquisa Ibope, dia 14 de novembro, véspera da votação, apontava João com 48% e Geraldo com 47%. Empate técnico rigoroso. A apuração começou com João Faustino liderando nos pequenos municípios. Manual, a contagem mobilizou os dois lados, tensos e apostando em cada candidato.

No quarto dia, uma sexta-feira, Geraldo Melo ultrapassava João Faustino e impunha os 14.072 votos que o tornaram o primeiro governador de um partido de oposição desde Aluizio Alves em 1960, pois o Monsenhor Walfredo Gurgel sucedeu seu aliado Aluizio em 1965. O povo foi às ruas, Geraldo discursou nas escadas da Tribuna do Norte/Rádio Cabugi e a passeata se estendeu ao amanhecer de um domingo ensolarado de democracia.

Seu Governo empregou feroz política de segurança pública equipando a polícia e criando tropas de operações especiais, liquidou ou prendeu quadrilhas vindas do Rio de Janeiro, duplicou a Ponte de Igapó, construiu hospitais regionais, ativou o Programa do Leite, o Programa Peixe para o Povo e investiu alto na eletrificação rural, dentre outras obras. Travou embates com sindicatos, em especial com o dos professores. Relembrar sua posse, três décadas passadas, é dever histórico. E jornalismo não se faz sem memória”.

América Latina precisa combater ‘severa superlotação’ e ‘poder paralelo’ nos presídios, diz ONU

Prisões

Para o alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, as mortes de presidiários brasileiros em rebeliões carcerárias no início do ano representam as consequências da criminalidade generalizada e da violência usada em operações de segurança. Para o dirigente, é fundamental combater a “severa” superlotação e também os sistemas de poder paralelos dentro das prisões.

“No Brasil, a violência de grupos criminosos matou mais de cem detentos em um período de duas semanas em janeiro”, lembrou Zeid em pronunciamento no Conselho de Direitos Humanos da ONU, na semana passada (8).

O caso brasileiro foi citado como exemplo dos desafios da América Latina, onde, segundo o alto-comissário, “a violência generalizada na região e nas operações de segurança, somada a falhas do Judiciário, tem um impacto severo e fatal sobre a administração prisional”.

Entre as principais recomendações para proteger os direitos humanos de pessoas privadas de liberdade, estão a redução da superlotação e o combate ao que Zeid chamou “sistemas de governança paralelos” no interior dos presídios.

Ainda sobre a conjuntura das prisões nas Américas, o alto-comissário mencionou a morte de mais de 40 detentos no Haiti, que faleceram por causa de problemas de saúde e desnutrição.

ONU/BR

Bandidos fazem arrastão em pizzaria na zona Sul

portalnoar.com

Polícia carro

Bandidos fazem arrastão em pizzaria na zona Sul
A polícia foi acionada, mas não há informações do paradeiro do trio
Por Redação

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Na noite deste sábado três bandidos armados fizeram um arrastão em um pizzaria no bairro de Morro Branco, zona Sul.

Segundo informações da polícia, os suspeitos anunciaram o assalto e tomaram pertences dos clientes, fugindo em seguida em um carro de um dos clientes.

A polícia foi acionada, mas não há informações do paradeiro do trio.

É COR-DE-ROSA CHOQUE

 
.Carlos Brickmann

Coluna Carlos Brickmann

(Edição dos jornais de DOMINGO, 12 de março de 2017)
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M de Michel, M de Marcela, M de Michelzinho, M do comando político do Governo. Só M, M de machos – que não entendem nada do M de mulher.

Michel Temer, como Dilma antes dele, não pode ver ninguém comendo banana na outra calçada sem atravessar a rua para ver se escorrega na casca. Teve tempo para elaborar um discurso memorável, mas preferiu a fórmula das revistas femininas da década de 1950, privilegiando o bom desempenho doméstico.

Temer até que fez coisas, há muito tempo, para ser bem lembrado pelas feministas. Criou, por exemplo, as delegacias da mulher, que de São Paulo se espalharam pelo Brasil. Mas os maus hábitos com relação a mulheres são comuns entre os políticos. Quando a ministra Ellen Gracie foi sabatinada no Senado, houve parlamentares que elogiaram seu porte, sua elegância, suas roupas. Alguém se lembrou de comentar os ternos e o porte do ministro Alexandre de Moraes?

Pior ocorreu quando Sylvia Kristel, a bela estrela do filme Emmanuelle, visitou o Congresso. Parlamentares de idade avançada, cabelos mal pintados, babavam diante da atriz. Um deputado, olhando para ela, levou um tombo.. E qual era a participação de Sylvia Kristel na política? Zero. Nenhuma. Estava no Brasil para um ensaio fotográfico da revista Status, e passou pelo Congresso. Pois não é que naquele dia o Congresso estava cheio?

A fala infeliz de Temer tornou-o alvo dos defensores dos direitos das mulheres. Como adverte a música de Rita Lee, não provoque: é cor-de-rosa choque.