quarta-feira , 24 de julho de 2019
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Enfoques Espíritas

Com Francinaldo Rafael
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Atire a primeira pedra

Recentemente um caso de infidelidade matrimonial foi flagrado. As imagens caíram nas redes sociais e o fato tem sido motivo de chacota.Diante disso, muita gente colocou-se na condição de julgar e condenar apenas a mulher envolvida.Recebeu a nova modalidade de apedrejamento: o virtual. Mas ela não traiu sozinha. E o parceiro traidor? Absolvido pela sociedade machista.

Há cerca de dois mil anos algo parecido fora registrado. A Lei mandava apedrejar a mulher adúltera. Levada a presença de Jesus para que Ele se posicionasse, a resposta foi sábia: “Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado”. A sentença de Jesus convocava os homens, supostamente puros emmatéria de sexualidade, a lançarem sobre a companheira infeliz o instrumento rochoso.Convencidos pela própria consciência, foram se retirando um a um.

Conforme O Evangelho Segundo o Espiritismo, essa sentença faz da indulgência um dever para todos nós porque não há ninguémque não necessite dela para si próprio. Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. Antes de evidenciarmos uma falta de alguém,vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita.

O Espírito Emmanuel, na obra Vida e Sexo, nos alerta que no rol das deserções, fraquezas e delitos do mundo, os problemas afetivos se mostram de tal modo encravados no ser humano, que pessoa alguma da Terra haja escapado, no quantitativo das existências consecutivas, aos chamados “erros do amor”. “Penetre cada um de nós os recessos da própria alma, e, se consegue apresentar comportamento irrepreensível, no imediatismo da vida prática, ante os dias que correm,indague-se, com sinceridade, quanto às próprias tendências. Quem não haja varado transes difíceis, nas áreas do coração, no período da reencarnação em que se encontre, investigue as próprias inclinações e anseios no campo íntimo, e, em sã consciência,verificará que não se acha ausente do emaranhado de conflitos, que remanescem do acervo de lutas sexuais da Humanidade”.
“-Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? – perguntou o Mestre.” Ela respondeu: “- Ninguém, Senhor.” E assim lhe falou Jesus: “Nem Eu te condeno; podes ir e não peques mais.”

Tendo Jesus como exemplo, quando alguém errar não deveremos nós atirar a primeira pedra. Conforme afirmam os Espíritos Superiores, o verdadeiro sentido da palavra caridade é benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas, não humilhação dos que caem em desgraças.

Cristo e o mundo

O mundo proporciona, dentro das possibilidades de cada pessoa, conforto, júbilo, afeto, convivência agradável, conquistas as mais diversas. Como é natural em todo empreendimento sempre haverá uma dose maior ou menor de sacrifício. Porém, diante da transitoriedade da existência física, o tempo devora essas benesses e deixa significativos vazios no sentimento angustiado.

O Espírito Eurípedes Barsanulfo, através da psicografia do médium espírita Divaldo Franco, afirma que a criatura humana no mundo espera felicidade e gozo, tranquilidade e bem-estar econômico, social, político, religioso, artístico, cultural, científico, de qualquer espécie. Alerta, porém, que a fragilidade do poder se esvai, deixando magoado quem acreditava haver conquistado tudo, ao ver o castelo dos sonhos ser desmoronado diante da presença da desgraça, perda dos bens, da saúde, separação daqueles que ama pelas vias da morte…

Barsanulfo comenta também que nesse redemoinho das preocupações vinculadas aos interesses imediatistas, surgem com muita frequência ambições atraentes que dizem respeito às necessidades do cotidiano, ao invés daquelas consideradas primorosas e que acrescentem valores. “Nesses momentos tem início as vacilações quanto às metas elegidas, por se tornarem mais agradáveis aquelas que dão imediata resposta do prazer que afeta os sentidos, proporcionando alegria inconsequente”. A atração pelo gozo arrasta multidões desavisadas aos labirintos de demoradas aflições, onde sofrem e tentam libertar-se. Para tal intento, o preço é alto de renúncia e de lágrimas, acrescenta.

A eleição do Cristo como roteiro de segurança, conforme assegura Barsanulfo, “constitui definição de alta sabedoria, que somente conseguem aqueles que estão saturados das quimeras terrestres imediatistas, enquanto anelam por felicidade legítima, por alegria plena”.

Feita a escolha, faz-se necessário que cada um se pergunte o que lhe significa Jesus e o que dEle espera, para que os momentos de vacilo e incertezas da caminhada não sejam fontes de desânimo ou arrastamento para o recuo.

Por fim, diz o Benfeitor Espiritual: “A partir do momento do amor em expansão, a opção por Cristo está realizada, e aquele que a fez nunca mais será o mesmo, jamais se arrependendo nem retornando ao primarismo, porquanto o oxigênio puro da montanha da sublimação evangélica inundá-lo-a com vigor para sempre.

Os primeiros habitantes da Terra – parte 3

O s antepassados da criatura humana não serão encontrados nas figuras lendárias de Adão e Eva, que constituem uma lembrança dos Espíritos exilados na Terra. A racionalidade evolucionista aponta outros caminhos.

Conforme o Espírito Emmanuel afirma, vamos encontrar os primeiros antepassados do homem sofrendo os processos de aperfeiçoamento da Natureza. No período terciário, sob a orientação das esferas espirituais notavam-se algumas raças de antropoides, no Plioceno inferior. Esses antropoides, antepassados do homem terrestre, e os ascendentes dos símios que ainda existem no mundo, tiveram a sua evolução em pontos convergentes, e daí os parentescos sorológicos entre o organismo do homem moderno e o do chimpanzé da atualidade.

“Reportando-nos, todavia, aos eminentes naturalistas dos últimos tempos, que examinaram meticulosamente os transcendentes assuntos do evolucionismo, somos compelidos a esclarecer que não houve propriamente uma ‘descida da árvore’, no início da evolução humana. As forças espirituais que dirigem os fenômenos terrestres, sob aorientação do Cristo, estabeleceram, na época da grande maleabilidade dos elementos materiais, uma linhagem definitiva para todas as espécies, dentro das quais o princípio espiritualencontraria o processo de seu acrisolamento, em marcha para a racionalidade.Os peixes, os répteis, os mamíferos, tiveram suas linhagens fixas dedesenvolvimento e o homem não escaparia a essa regra geral”, diz Emmanuel.

A realidade é que forças espirituais auxiliaram o homem pré-histórico, imprimindo-lhes novas expressões biológicas. “As pesquisas recentes da Ciência sobre o tipo de Neanderthal, reconhecendo nele uma espécie de homem bestializado, e outras descobertas interessantes da Paleontologia, quanto ao homem fóssil, são um atestado dos experimentos biológicos a que procederam os prepostosde Jesus, até fixarem no ‘primata’ os característicos aproximados do homem futuro.

Os séculos correram, até que um dia trabalhadores espirituais operaram uma definitiva transição no corpo perispiritual pré-existente, dos homens primitivos, nas regiões siderais e em certos intervalos de suas reencarnações. Surgem os primeiros selvagens de constituição física melhorada, tendendoà elegância dos tempos futuros.

Os primeiros habitantes da Terra – Parte 2

Conforme dissemos no artigo anterior com base nas informações do Espírito Emmanuel, os primeiros habitantes da Terra, no plano material, são as células albuminoides, as amebas e todas as organizações unicelulares, isoladas e livres.

Após uma série de fenômenos geológicos foram estabelecidos os contornos geográficos do globo, delineando oceanos e continentes com grandes extensões de terra firme.

“Os primeiros crustáceos terrestres são um prolongamento dos crustáceos marinhos. Seguindo-lhes as pegadas, aparecem os batráquios,que trocam as águas pelas regiões lodosas e firmes. Nessa fase evolutiva do planeta, todo o globo se veste de vegetaçãoluxuriante, prodigiosa, de cujas florestas opulentas e desmesuradas asminas carboníferas dos tempos modernos são os petrificados vestígios”, diz o Benfeitor Espiritual.

Nessa altura, a Natureza torna-se uma grande oficina de ensaios onde surgem os animais da era primitiva. “Todas as arestas foram eliminadas. Aplainaram-se dificuldades erealizaram-se novas conquistas. A máquina celular foi aperfeiçoada, nolimite do possível, em face das leis físicas do globo. Os tipos adequados àTerra foram consumados em todos os reinos da Natureza, eliminando-se os frutos teratológicos e estranhos, do laboratório de suas perseverantesexperiências. A prova da intervenção das forças espirituais, nesse vasto campo de operações, é que, enquanto o escorpião, gêmeo dos crustáceos marinhos, conserva até hoje, de modo geral, a forma primitiva, os animais monstruosos das épocas remotas, que lhe foram posteriores,desapareceram para sempre da fauna terrestre, guardando os museus do mundo as interessantes reminiscências de suas formas atormentadas”, afirma Emmanuel.

No período terciário, por influência do meio e da lei de seleção natural, o reino animal experimenta as mais estranhas transições. E nossa racionalidade procura os antepassados da criatura humana (continua na próxima terça-feira).

Os primeiros habitantes da Terra

Narra o Espírito Emmanuel que milhões de anos atrás, tanto na crosta solidificada da Terra como no fundo dos oceanos, podia-se observar a existência de um elemento viscoso que cobria todo o planeta. Estavam dados os primeiros passos no caminho da vida organizada.

Com essa massa gelatinosa, nascia no orbe o protoplasma e, com ele, lançara Jesus à superfície do mundo o germe dos primeiros homens. Essa matéria, sem forma definida e viscosa, era o celeiro sagrado das sementes da vida. O protoplasma foi o embrião de todas as organizações do globo terrestre, e, se essa matéria cobria a crosta solidificada do planeta, em breve a condensação da massa dava origem ao surgimento do núcleo, iniciando-se as primeiras manifestações dos seres vivos.

Os primeiros habitantes da Terra, no plano material, são as células albuminoides, as amebas e todas as organizações unicelulares, isoladas e livres, que se multiplicam prodigiosamente na temperatura morna dos oceanos.

Com o passar do tempo, esses seres primitivos se movem ao longo das águas, onde encontram o oxigênio necessário à vida, elemento que a terra firme não possuía ainda em proporções de manter a existência animal, antes das grandes vegetações; esses seres rudimentares somente revelam um sentido – o do tato, que deu origem a todos os outros, em função de aperfeiçoamento dos organismos superiores.

Decorrido muito tempo, eis que as amebas primitivas se associam para a vida celular em comum, formando-se as colônias de infusórios, de polipeiros, em obediência aos planos da construção definitiva do porvir, emanados do mundo espiritual onde todo o progresso da Terra tem a sua gênese.

Os reinos vegetal e animal parecem confundidos nas profundidades oceânicas. Não existem formas definidas nem expressão individual nessas sociedades de infusórios; mas, desses conjuntos singulares, formam-se ensaios de vida que já apresentam caracteres e rudimentos dos organismos superiores.

Milhares de anos foram precisos aos operários de Jesus, nos serviços da elaboração paciente das formas. A princípio, coordenam os elementos da nutrição e da conservação da existência. O coração e os brônquios são conquistados e, após eles, formam-se os primeiros indícios celulares do sistema nervoso e dos órgãos da procriação, que se aperfeiçoam, definindo-se nos seres (Continua na próxima terça-feira)

Ação de paz

A flição condensada é semelhante à bomba de estopim curto, pronta a explodir a qualquer contato esfogueante.

Indispensável saber preservar a tranquilidade própria, de modo a sermos úteis na extinção dessa ou daquela dificuldade.

Decerto que, para cooperar no estabelecimento da paz, não nos seria lícito interpretar a calma por inércia.

Paciência é a compreensão que age sem barulho, em apoio da segurança geral.

Refletindo com acerto, recebe a hora de crise sem qualquer ideia de violência, porque a violência sempre induz ao estrangulamento da oportunidade de auxiliar.

Diante de qualquer informação desastrosa, busca revestir-te com a serenidade possível para que não te transformes num problema, pensando no problema que a vida te pede resolver.

Não afogues o pensamento nas nuvens do pessimismo, mentalizando ocorrências infelizes que, provavelmente, jamais aparecerão.

Evita julgar pessoas e situações em sentido negativo para que o arrependimento não te corroa as forças do Espírito.

Se te encontras diante de um caso de agressão, não respondas com outra agressão, a fim de que a intemperança mental não te precipite na vala da delinquência.

Pacifica a própria sensibilidade, para que a razão te oriente os impulsos.

Se conservas o hábito de orar, recorre à prece nos instantes difíceis, mas se não possuis essa bênção, medita suficientemente antes de falar ou de agir.

Os impactos emocionais, em qualquer parte, surgem na estrada de todos; guarda, por isso, a fé em Deus e em ti mesmo, de maneira a que não te afastes da paz interior, a fim de que nas horas sombrias da existência possa a tua paz converter-se em abençoada luz.

(Mensagem do Espírito Emmanuel – psicografia de Francisco Cândido Xavier)

Laços além do tempo

A telenovela “Além do Tempo” que vem sendo exibida pela Rede Globo é uma trama com foco espírita. O enredo mostra as relações interpessoais dos mesmos personagens em duas reencarnações: uma no século XIX e a outra 150 anos depois. São perceptíveis na estória, antipatias gratuitas, sede de vingança, laços de afeto e outros sentimentos trazidos de uma existência para outra. Vejamos por exemplo, a condessa Vitória que levou uma vida de maldades e arrogância. Reencarna com o mesmo orgulho, mãe de Emília, inimiga no passado. E essa última tem procurado vingar-se de Vitória, por ter sido abandonada na infância.

Como nada ocorre por acaso, da ficção para a realidade há uma grande semelhança.O Espírito Emmanuel, através da psicografia do médium espírita Francisco Cândido Xavier, nos afirma que “O Criador concede às criaturas, no espaço e no tempo, as experiências que desejem, para que se ajustem, por fim, às leis de bondade e equilíbrio que O manifestam. Eis por que, permanecer na sombra ou na luz, na dor ou na alegria, no mal ou no bem, é ação espiritual que depende de nós…”

Diante de tantos fatos, percebe-se a oportunidade especial que é a reencarnação. Em cada momento dela temos a chance de somarmos valores imperecíveis. Nos alerta o Espírito Joanna de Ângelis que nosso retorno à vida física tem comprometimento com o passado. Ninguém transita na Terra sem experimentar o resultado dos atos praticados nas vivências pretéritas.É importante considerar que apesar de nos encontramos nas mesmas comunidades com vínculos consanguíneos ou não, os conteúdos mentais, as atitudes são individuais. E conforme a conduta de cada um as construções e colheitas para o presente e para o futuro estarão infalivelmente alicerçadas. Desse modo, Joanna sugere empenho de cada criatura humana na modificação das estruturas que nos afligem.

Graça a bondade do Pai não nos lembramos das vivências anteriores. Seria uma catástrofe. Algumas vezes, quando necessário, poderemos ter recordações espontâneas, alguns sonhos de cenas felizes ou desventuradas. Mas para se ter uma ligeira noção de como fomos, basta refletir sobre nossos impulsos emocionais, nossas tendências atuais. Porém, o importante é o hoje. Acalmar sentimentos inferiores, compreender os objetivos existenciais e avançar deixando pegadas de luz.

Carência afetiva

Certa vez a televisão exibiu reportagem sobre algumas mulheres que caíram no conto de um estelionatário disfarçado de Don Juan. Envio de flores para uma, canções de amor para outra, jantares românticos a uma terceira, falsos choros e orações, enfim, as mais diversas atitudes que levaram todas a quedarem-se aos seus “irresistíveis encantos”.

Conforme explicou a especialista em sexualidade humana, Ana Cristina Canosa, “o Don Juan é sedutor. Ele percebe o que outro está necessitando, rapidamente. São muito perceptivos. Percebem a fragilidade, se apresentam para pessoa da mesma forma, descreve o que ela quer. Porque a gente descreve pro outro, o que a gente quer”. Dado as circunstâncias dos fatos, as vítimas, talvez, apresentassem em comum, o mesmo ponto fraco: carência afetiva. Agora, estão todas com seus sentimentos feridos, autoestima abalada, sem contar com a subtração dos bens materiais, em busca de justiça.

Necessário se faz que pessoas acometidas por esse tipo de agressão, busquem superar as lembranças amargas do insucesso anterior, não recuando diante de novas oportunidades de relacionamento que venham a surgir. Conforme esclarece-nos o Espírito Joanna de Ângelis através da psicografia do médium espírita Divaldo Franco, “não se pode mensurar todas as pessoas com os dados adquiridos na convivência com alguém. O desacerto em um relacionamento deve ensinar como não mais comportar-se em nova ocasião. Para tanto, torna-se imperiosa a conduta de libertação da mágoa, abrindo-se ao milagre do amor. (…) Cultivar-se, porém, os ressentimentos que decorrem das experiências malogradas, cuja finalidade é proporcionar amadurecimento psicológico, desenvolvimento emocional, não passa de capricho infantil”.

Tramas desagradáveis como esta citada na reportagem, e que podem sobraçar a qualquer um de nós, apesar de sua rudeza, trazem à tona a necessidade que temos de melhor lidarmos com nossos sentimentos. O que não podemos perder de vista é a certeza de que, conforme nos afirma a Benfeitora Espiritual, “o amor é portador da magia renovadora que tudo apaga e consome, abrindo infinitos espaços para a instalação da felicidade. Ninguém existe, que haja transitado pelos sublimes caminhos do amor, sem que tenha experienciado algum tipo de desafio, que nunca se deve transformar em ressentimento”.

Semana Espírita de Mossoró

Entre os dias 26 e 31 de outubro será realizada a 27ª Semana Espírita de Mossoró, maior evento de divulgação da doutrina no interior do Rio Grande do Norte. Para que chegasse ao atual nível de audiência com auditório em capacidade máxima, o caminho percorrido foi longo.

O primeiro passo para socialização maior dos ensinamentos espíritas foi dado em 1985, com a realização em praça pública da 1ª Feira de Livros Espíritas de Mossoró. Na ocasião, foi alcançada a expressiva venda de seiscentos exemplares, número relevante para esse segmento literário numa cidade do interior. À época já funcionavam dois Centros Espíritas: Sociedade Espírita de Mossoró e Centro de Estudos Espíritas Allan Kardec. Outro fato que contribuiu para a criação da Semana Espírita de Mossoró foi a participação de três espíritas mossoroenses no Seminário Espírita de Natal e no Congresso Espírita Internacional. Voltaram motivados. Era chegada a hora de levar as diretrizes espiritistas a todas as criaturas da cidade e circunvizinhança. Não se poderia deixar restrito a um pequeno grupo, esse tesouro valioso que vem dia após dia amenizando dores, enxugando lágrimas, restaurando a esperança nos corações. Assim, nos dias compreendidos entre 23 e 28 de outubro de 1989, nasceu a Semana Espírita de Mossoró.

Incansáveis trabalhadores somaram esforços, quebraram muitos tabus através da mensagem consoladora e esclarecedora dos ensinamentos que nos foram transmitidos pelos Espíritos. Eis que chegamos ao 27º ano desse grande evento. No período inicialmente citado, sempre às 19h30, no auditório do Hotel Villa Oeste, estará sendo realizada a Semana Espírita de Mossoró cujo tema central é: “Influem os Espíritos em Nossas Vidas?”. Além desse, palestrantes farão abordagens também acerca da existência de Espíritos, “O Sono e os Sonhos”, “Intercâmbio Espiritual: A Importância do Pensamento”, “Há Existência de Influências Espirituais no Suicídio e na Loucura?”, “Como Equilibrar o Lar e a Família”. Simultaneamente, é realizada a Semaninha Espírita, direcionada ao público infantojuvenil. Na tarde do dia 31, às 14h30, ocorrerá o seminário “Somos ou Não Somos Médiuns?” que será conduzido pelo palestrante André Henrique Siqueira, integrante da Federação Espírita Brasileira.

A Semana Espírita de Mossoró é uma boa opção para os contatos iniciais com a Doutrina. Conforme o Espírito de Verdade, “(…) São chegados os tempos em que todas as coisas hão de ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos”. O espiritismo oferece a oportunidade aos que se permitirem analisá-lo e submetê-lo ao crivo da razão, sem necessariamente tornarem-se adeptos, pois não se preocupa em fazer prosélitos.