sábado , 19 de agosto de 2017
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Elviro Rebouças

MEU ABRAÇO, FELIZ ANO NOVO!

Passadas as alegrias do Natal, quando Cristo renasceu em nossos corações, mais de dois milênios após o acontecimento verdadeiro e mágico da manjedoura de Belém, no Oriente, que este Natal tenha trazido o amor e a esperança para fazer aquecidos os seus corações. Embora cristão e católico praticante a cada dia, desde a mais tenra infância, particularmente sinto-me triste no Natal, principalmente com as perdas dos entes queridos, que nos precederam no sinal da fé. Pai, mãe, irmão, tantos amigos e muito fortemente a privação de não ter ao meu lado a minha alma gêmea, amaravilhosa e encantadora esposa que Deus reservou para mim, que tanto me amou e foi amada. Contando com perdão de Jesus Cristo, sempre misericordioso, não consegui vencer tais amarguras. Mas que o Ano Novo traga, a cada um de vocês, individualmente, grandes realizações e muitas felicidades! Que não faltem a boa comida e os presentes, mas que principalmente haja saúde plena, alegria, a paz tão necessária a cada um e a todos, e muitos bons sentimentos para compartilhar. Que cada um, no recôndito de sua individualidade, possa celebrar estas festas junto à família,célula maior do ser humano, ou próximodaqueles a quem mais ama. Que as felicidades vivenciadas no Natal sejamo prenúncio de um próspero Ano Novo para todos vocês que compartilharam comigo, durante todo o áspero calendário de 2015 a leitura dos nossos artigos,que traduziram o meu fiel pensamento, retratando o que julguei, sem emoções, paixões ou medo , mais importante em formar e informar. É para você leitor, que concordou com tudo, ou com parte, ou até discordou da todas as minhas opiniões. Aos que assistiram minhas modestas palestras em auditórios, universidades, clubes ou colégios, minhas entrevistas em televisão, rádio ou jornal. Este momento agora é um escaninho de confluência, aonde somos todos iguais, e nos nivelamos com o mesmo sentimento – o da fraternidade fincada no basilar e verdadeiro amor ao semelhante. Mais um ano se encerra, mais um ciclo se fecha e é tempo de fazer uma retrospectiva. É prazo de olhar para trás e rever os planos que foram traçados, o caminho que foi percorrido, as metas e objetivos que foram realizados, e os sonhos que foram alcançados. É tempo também de olhar para frente, refazer objetivos, vislumbrar novos horizontes, e abrir o coração para sonhar. Eu, particularmente, agradeço por ter feito parte do seu cotidiano de leitura, de ter tido o contato, pela oportunidade de fazer parte da sua história e, caso eu tenha lhe ajudado, por contribuir com o seu engrandecimento, fique certo que isto terá valido muito para mim. Espero que esta parceria continue ainda por muitos e muitos anos, ensinando, e muito mais aprendendo, com todos e com cada um, com sua leitura, sua opinião, o seu elogio e a sua crítica – esta sempre a recolho como uma contribuição para, colocando no meu modesto laboratório de análise, verificar se errei, e ter a humildade de, confirmado a premissa, aceitar e modificar no que julguei erroneamente. Sabemos que ninguém é proprietário da verdade. Como criaturas, filhos de um Deus bom, infinito e perfeito, contudo temos imperfeições, e é salutar, sempre que possível, procurar nos libertar das que nos foremplausíveis. Permita-me leitor, da minha pequinesa, falar com o grande Pai e dizer : Senhor Deus, dono do tempo e da eternidade,teu é o hoje e o amanhã, o passado e o futuro.Ao acabar mais um ano, quero te dizer obrigadopor tudo aquilo que recebi de Ti.Obrigado pela vida e pelo amor, pelas flores, pelo ar e pelo sol, pela alegria e até pela dor,pelo que é possível e pelo que não foi.

Ofereço-te tudo o que fiz neste ano, o trabalho que pude realizar, as coisas que passaram pelas minhasmãos e o que com elas pude construir.Apresento-te as pessoas que ao longo destes amei, as amizades novas e os antigos amores,os que estão perto de mim e os que estão ais longe,os que me deram sua mão e aqueles que pude ajudar,os com quem compartilhei a vida, o trabalho, a dor e a alegria.Mas também, Senhor, hoje quero Te pedir perdão.Perdão pelo tempo perdido, pelo dinheiro mal gasto,pela palavra inútil e o amor desperdiçado.Perdão pelas obras vazias e pelo trabalho mal feito,perdão por viver sem entusiasmo.Também pelaoração que aos poucos fui adiandoe que agora venho apresentar-te, por todos meus olvidos,descuidos e silêncios, novamente te peço perdão.Nos próximos dias começaremos um novoano. Paroa minha vida diante do novo calendário que ainda não se inicioue Te apresento estes dias,que somente Tu sabes se chegarei a vivê-los.Hoje, Te peço para mim, meus parentes e amigos, a paz e a alegria,a fortaleza e a prudência, a lucidez e a sabedoria.Quero viver cada dia com otimismo e bondade,levando a toda parte um coração cheio de compreensão e paz.Fecha meus ouvidos a toda falsidade e meus lábios a palavrasmentirosas, egoístas ou que magoem.Abre, sim, meu ser a tudo o que é bom.Que meu espírito seja repleto somente de bênçãospara que as derrame por onde eu passar.Senhor, a meus amigos que lêem esta mensagem,enche-os de sabedoria, paz e amor. E que nossa amizade durepara sempre em nossos corações.Enche-me, também, de bondade e alegria, para quetodas as pessoas que eu encontrar no meu caminhopossam descobrir em mim um pouquinho de Ti.Dá-nos um ano feliz, e ensina-nos a repartir felicidade. Meu abraço, Feliz 2016, Amém.

OS BRASILEIROSPADECEM: UM ANO EM MARCHA RÉ NA ECONOMIA

Inflação surfando, este ano ela deve fechar aos 11%, o desemprego espraiado em todas as regiões do país, o dólar americano valendo R$.3,90, (na vizinha Argentina ele já equivale a 14 pesos), o governo federal envolto a problemas múltiplos, com o orçamento em brusca queda e, como carta de seguro, já reduzindo a um ínfimo de 0,50% para o superávit primário em 2016, essa provisão não foi cumprida em 2014, nem será em 2015, com as famosas “pedaladas fiscais”, sem sustentação política, agora com o próprio vice-presidente Michel Temer praticamente rompido com a Presidente, levando com ele parcela majoritária do PMDB, com a pesquisa do IBOPE/CNI copilada no final da semana passada, em todo o Brasil, demonstrando que o governo Dilma Rousseff tem uma sofrível aprovação de apenas 9% da população brasileira, enquanto 70% o consideram ruim ou péssimo, 20% o qualificam como regular, enquanto 1% não tem opinião a respeito. Já as agências que avaliam o “rating” dos países põem o Brasil em baixa.Agora mesmo Fitch Ratings rebaixou a nota de crédito soberana de longo prazo do Brasil e, pela sua escala, o país perdeu o grau de investimento. A perspectiva da nota permanece negativa – o que significa que novos rebaixamentos podem ocorrer no futuro. A nota passou de ‘BBB-‘ para ‘BB+’, classificação que já indica investimento especulativo, ou seja, não enseja perspectiva de investimentos.O impeachment da Presidente, o que particularmente sempre achei pouco provável, partindo de dois princípios: 01) O povo, embora sofrido e desaprovando a administração central, mesmo sabedor que ela é responsável por tantos escabrosos atos de corrupção, como são os casos da Petrobrás e BNDES, está desmobilizado para tal batalha, ao contrário do que aconteceu em 1992, por ocasião do impedimento de Fernando Collor de Mello; 02) Os políticos que gravitam em torno de tal acontecimento, raras exceções, não inspiram confiança para a deposição da Presidente, muitos envoltos nos mesmos indecentes e indecorosos atos, basta citar o atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha – PNDB-RJ. Portanto, meu caro leitor, estamos vivenciando constrangedora travessia. Nós, aqui na planície, sofrendo intempéries no bolso, pelas dificuldades econômico-financeiras, mas principalmente na alma, pela desolação emnão vislumbrar melhores dias. O ano de 2016 deverá ser, economicamente, tão cruento, ou mais até, do que este ano que, em termos de importância no nosso crescimento não existiu.

Agência de classificação de risco Fitch tira selo de bom pagador do Brasil
A agência de classificação de risco Fitch retirou nesta quarta-feira (16) o selo de bom pagador do Brasil. Agora, o país é considerado grau especulativo por duas agências -além da Fitch, a Standard &Poor’s já tinha cortado a nota brasileira em setembro.A nota do país foi cortada de BBB- para BB+. A perspectiva permanece negativa, o que significa que a Fitch pode voltar a rebaixar o Brasil nos próximos meses.Em comunicado, a Fitch cita a recessão mais profunda do que o previsto e a dificuldade que o quadro fiscal e o aumento das incertezas políticas trazem à capacidade do governo de estabilizar a dívida.”A perspectiva negativa reflete incerteza contínua e riscos relacionados aos desenvolvimentos econômicos, fiscais e políticos. A deterioração do cenário doméstico está aumentando os desafios para as autoridades tomarem ações políticas de correção oportunas para elevar a confiança e melhorar as perspectivas para o crescimento, consolidação fiscal e estabilização da dívida”.

Em 12 meses as demissões superam 1,5 milhão, segundo dados do Ministério do Trabalho
O mercado formal de trabalho registrou em novembro saldo líquido (admissões menos demissões) negativo de 130.629 empregos, pelo oitavo mês consecutivo. É o pior resultado para o mês da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), iniciada em 1992. No mesmo período de 2014, foram criados 8.381 postos. Entre janeiro e novembro, o país fechou 945.363 vagas com carteira assinada e em 12 meses, as demissões superam 1,5 milhão, segundo o Ministério do Trabalho. É o pior quadro já registrado no Ministério nos últimos 23 anos.

FGV revisa para 3,6% a previsão de queda do PIB em 2015
Previsão anterior era de recuo de 3,3%, mas foi alterada por causa da forte queda no consumo das famílias, que afeta o setor de serviços. O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) revisou sua projeção para a retração do Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 para 3,6%, ante -3,3%, conforme era a estimativa antes de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar os dados sobre o terceiro trimestre. “Em meados de 2016, o PIB em quatro trimestres pode estar rodando em torno de retração de 4%”, afirmou Silvia Matos, pesquisadora do Ibre/FGV e coordenadora do Boletim Macro Ibre, que divulgou as projeções em seminário no Rio. Com inflação sem dar trégua, mercado eleva projeção para IPCA em 2015 e 2016. Para 2016, a instituição manteve a projeção de retração de 3,0%. Além disso, a piora no desempenho do setor de serviços, em 2015 e para 2016, deve-se ao consumo das famílias.

Levy sinaliza saída do cargo em reunião do Conselho Monetário Nacional
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deve deixar o cargo nos próximos dias. Interlocutores do Planalto afirmaram ao GLOBO que a saída foi acertada com a presidente Dilma Rousseff no último domingo numa conversa no Palácio da Alvorada. Segundo essas fontes, Dilma não teria pedido nada ao ministro, o que foi visto como um sinal verde para que ele pudesse sair a qualquer momento.Levy participou, nesta quinta-feira, de reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). Segundo um dos participantes, no final, o ministro fez uma espécie de discurso de despedida, indicando que não estará no próximo encontro do colegiado, que ocorrerá em janeiro.

SANTA LUZIA, ILUMINAI SUA MOSSORÓ

Santa Lúcia de Siracusa (nascida em  283  e morta  304 depois da era cristã), mais conhecida simplesmente por Santa Luzia(santa de luz), segundo a tradição da Igreja Católica, foi uma jovem siciliana, nascida numa família rica de Siracusa, na Itália, venerada pelos católicos como virgem e mártir cristã, que, segundo conta-se, morreu  durante as perseguições de Diocleciano. Na antiguidade cristã, juntamente com Santa Cecília, Santa Águeda e Santa Inês, a veneração a Santa Lúcia foi das mais populares e, como as primeiras, tinha ofício próprio. Chegou a ter vinte templos em Roma dedicados ao seu culto. Santa Luzia, como se lê nas Actas, pertencia a uma família rica de Siracusa. A mãe dela, Eutíquie, ficou viúva e havia prometido dar a filha como esposa a um jovem concidadão. Luzia, que tinha feito voto de se conservar virgem por amor a Cristo, obteve que as núpcias fossem adiadas, também porque a mãe foi atingida por uma grave doença. Devota de Santa Águeda, a mártir de Catânia, que vivera meio século antes, Luzia quis levar a mãe enferma em visita ao túmulo da Santa. Desta peregrinação a mulher voltou perfeitamente curada e por isso concordou com a filha, dando-lhe licença para seguir a vida que havia escolhido; consentiu também que ela distribuísse aos pobres da cidade os bens do seu rico dote. O noivo rejeitado vingou-se acusando Luzia de ser cristã ao procônsul Pascásio. Ameaçada de ser exposta ao prostíbulo para que se contaminasse, Luzia deu ao procônsul uma sábia resposta: “O corpo contamina-se se a alma consente.” O episódio da cegueira, ao qual a iconografia a representa, deve estar ligado ao seu nome Luzia (Lúcia) derivado de lux (= luz), elemento indissolúvel unido não só ao sentido da vista, mas também à faculdade espiritual de captar a realidade sobrenatural. Por este motivo Dante Alighieri, na Divina Comédia, atribui-lhe a função de graça iluminadora. É assim a padroeira dos oftalmologistas e daqueles que têm problemas de visão. Os mossoroenses, em primórdios muito antes da elevação para a categoria de município em 1870, dedicam especial devoção à virgem mártir italiana, como sua padroeira. A primeira edificação no local foi uma capela fundada oficialmente no dia 5 de agosto de 1772, portanto há mais de duzentos e quarenta anos. Na ocasião, o sargento-mor da ribeira do Mossoró, Antônio de Souza Machado, e sua mulher, Rosa Fernandes, receberam autorização para construir uma capela na fazenda Santa Luzia, de sua propriedade. Em 13 de julho de 1801, Rosa Fernandes, já viúva, doou o patrimônio da Capela de Santa Luzia, onde já eram enterrados os mortos da cidade desde 1773. Em 1830 foi feita uma reforma na capela, que recebeu uma imagem de Santa Luzia de Mossoró, em madeira, esculpida em Portugal. Até 1842, a capela era ligada à freguesia do Apodi. Naquele ano, em 27 de outubro, foi elevada à categoria de igreja matriz. Com o crescimento da cidade, ficou pequena para atender às necessidades da população. Assim, em 24 de março de 1858 iniciou-se a sua reconstrução, no mesmo local. A obra demorou dez anos, e a igreja foi reinaugurada ainda sem a conclusão das torres, que só ficariam prontas em 1910 quando o padre Pedro Paulino Duarte da Silva promoveu na época uma meritória campanha em prol da conclusão das torres da igreja. Em 28 de julho de 1934, com a criação da diocese de Mossoró, a matriz de Santa Luzia foi elevada à categoria de catedral diocesana. Luzia, heroína, virgem e santa tem sido, portanto, há mais de dois séculos o oráculo eficaz dos mossoroenses que a tem como padroeira, intercessora, milagrosa, gloriosa, poderosa e protetora da visão de cada devoto. A sua devoção e fé dos mossoroenses, visitantes e romeiros são constatadas durante o ano todo.  Entretanto de 3- com a hasteamento das bandeiras e novenário – a 13 de dezembro – com a procissão aonde se concentram  em média 120 mil fiéis, é o período marcante de sua festa. É a festa – traço de união entre a igreja e povo. A lembrança que nos chama a evocar os precursores e condutores da santa imagem de Luzia pelas ruas, praças e avenidas e zona rural de Mossoró. O monsenhor Luiz Ferreira Cunha da Mota, nascido no lugar, da melhor cepa, vigário de Santa Luzia por 23 anos, foi prefeito e grande benfeitor da sua terra, admirado e amado  ainda hoje pelos seus conterrâneos, os monsenhores Raimundo Gurgel do Amaral, Hamilcar Mota da Silveira e  Luiz  Soares de Lima. Lembrar do monsenhor Huberto Bruening sisudo, probo, inflexível  e devotado a Cristo – o catarinense, de sangue alemão,  trazido por dom Jaime, para aqui ser ordenado aos 23 de idade, para auxiliá-lo na instalação da diocese, a quem foi entregue a missão de fundar e ser o primeiro  reitor do Seminário de Santa Teresinha, sempre com suas “Mensagens de Fé”. Ele longilíneo com 1,95 metro de altura, magro, voz tonitruante, lâmpada Coleman acima da cabeça, para iluminar as ruelas escuras na peregrinação de noventa dias, de casa a  casa, antecedendo às festividades do mês de dezembro, andando por toda a cidade. Fez isto por 35 anos seguidos. Amando Mossoró, mais que muitos dos que nasceram na terra, e ao perceber a hora do seu encontro com o pai celeste, deliberadamente, pediu para que essa confluência fosse na  terra de Santa Luzia, que ele  considerava como sua também. E quando falamos em Santa Luzia, vem o natural: “MOSSORÓ COM ALEGRIA SAÚDA SANTA LUZIA” que nos traz a presença inolvidável desse que foi a viga mestra do catolicismo entre nós, o monsenhor Américo Vespúcio Simonetti, por 29 anos, desde 1980 até sua morte em 05.10.2009, vigário paroquial de Santa Luzia. Monsenhor Américo, o incansável, o virtuoso, trabalhou com afinco como  vigário-geral de toda diocese, ao  cáritas para os pobres, idealizador da Rádio Rural para expandir a comunicação da doutrina e da evangelização, dos movimentos eclesiais de base, com foco para a educação. Hoje temos a  perseverança, a dedicação, a inteligência  e a humildade do Pe. Walter Collini, nascido na Itália, servindo com amor à causa cristã, há 37 anos na diocese de Mossoró, e 5 anos vigário de Santa Luzia. O hino oficial de Santa Luzia nos remete sempre ao “Virgem-mártir, invicta heroína, intercede por nós ao Senhor e nas lutas da vida presente dá-nos forças, alento e ardor”.

VERGONHA PARA UM BRASIL AMADO

Para os que nos acompanham no artigo dominical que produzimos para os jornais do Rio Grande do Norte, e para alguns blogs potiguares, não deve ter sido surpresa, com o acúmulo de 34 pedidos oficiais de impeachmentdo mandato da Presidente da República, 27 já haviam sido negados pelo Presidente da Câmara dos Deputados, deputado Eduardo Cunha que agora, por vindita, já que os três deputados do PT-Partido dos Trabalhadores que compõem o Conselho de Ética da Câmara declararam publicamente que votariam a favor da abertura do processo de inquérito para cassar o mandato do deputado carioca, pelos crimes cometidos no escândalo Lava Jato, alcançados através das várias delações premiadas, bem assim pela comprovação farta de documentos de contas em seu nome, em bancos na Suíça, quando ele havia negado isto no plenário da CPI mista da Petrobras, quando fora ouvido, o que se constitui em grave crime. Eduardo Cunha despachou,quarta-feira, 2 de dezembro fluente, favoravelmente a solicitação de impedimento da Presidente Dilma Rousseff, no pedido assinado por Hélio Bicudo, por ironia do destino, um dos fundadores do PT, jurista Miguel Reale Junior e Janaína Paschoal. É triste para um país, que vinha em pleno crescimento socioeconômico, chegando a ser a sexta potência na economia do globo terrestre, merecendo o respeito e a admiração das grandes nações, nos cinco continentes, em 23 anos apenas, ter de submeter o seu Chefe de Estado e de Governo, a um processo, se bemque acolhido pela sua Carta Magna, tão desgastante e heterodoxo. Ontem com Fernando Collor de Mello, agora, caso aprovado pela Câmara dos Deputados (o que não será fácil), para Dona Dilma Rousseff. Longos e penosos caminhos terão à frente. Desemprego em massa, hoje já acima de 9% da massa trabalhadora , economia em queda bruta, indústria, comércio e serviços descendo a ladeira, agropecuária crescendo menos do que deveria. Teremos em 2015 uma queda do PIB – Produto Interno Bruno-de pelos menos 3,5%, com avaliação de que em 2016 decresceremos ainda em torno de 2,5%, ou seja, em dois anos queda brusquidão de mais de 6%, quando, por trabalho hercúleo, honesto e ação democrática dos brasileiros deveríamos crescer (no biênio), pelo menos 5%. É de desfaçatez e maldade a época que os nossos políticosestão nos impondo. O Brasil e os brasileiros vão pagar um preço muito elevado. Infelizmente.

Economia encolhe 1,7% no 3º trimestre e despenca 4,5% em relação a 2014
A economia brasileira encolheu 1,7% no terceiro trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior, segundo os dados do PIB (Produto Interno Bruto).Na comparação com o terceiro trimestre de 2014, a queda foi de 4,5%, no pior resultado desde 1996, quando começa a série histórica do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).Os dados, divulgados na terça-feira (1º), mostram que a recessão se aprofundou no período.Em valores correntes, o PIB no terceiro trimestre de 2015 alcançou R$ 1,481 trilhão.É o terceiro trimestre seguido de queda, na comparação com os trimestres imediatamente anteriores. A economia já havia encolhido 1,9% no segundo trimestre e 0,7% no primeiro. Bastam dois trimestres seguidos de recuo para se considerar que um país está em recessão técnica.Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o Brasil registra o sexto trimestre consecutivo de queda do PIB. É a maior sequência de resultados negativos da série histórica. O PIB acumulado do ano recuou 3,2% em relação a igual período de 2014. Foi a maior queda acumulada no período de janeiro a setembro desde 1996. Segundo o IBGE, os setores agropecuária, indústria e serviços apresentaram queda, tanto na comparação com o trimestre anterior quanto na comparação com o mesmo período do ano passado. Investimentos e consumo das famílias também recuaram.

Mais de 700 concessionárias encerram a sua atividade. Este é só o começo…
Opresidente da Fenabrave, Alarico Assunpção Junior (é a federação que congrega todos os concessionários), aponta para o fechamento de quase 700 concessionárias neste ano (uns 50 mil empregos fechados). E, aqui, o concessionário (como todo o franqueado) sempre será o elo que mais sofre em momento de crise.A montadora ainda pode arrumar outras saídas para amenizar a sua produção (por exemplo: exportando mais). Já o concessionário, não…

Escândalo da Petrobras ‘engoliu 2,5% da economia em 2015’
Não fosse o impacto da operação Lava Jato, a recessão brasileira neste ano seria bem menor, segundo Alessandra Ribeiro, economista da Consultoria Tendências. Pelos cálculos da consultoria, tendências, de renome nacional, a Lava Jato deve ter um impacto negativo de 2,5 pontos percentuais no PIB (Produto Interno Bruto) deste ano. Por enquanto, a estimativa da consultoria é de uma retração na economia brasileira de 3,2% em 2015, embora o número deva ser revisado para uma queda ainda mais brusca em função dos resultados do PIB do terceiro trimestre, divulgados na manhã da última terça-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – e piores do que o esperado. Outra consultoria, a GO Associados, também estima um efeito da Lava Jato no PIB da mesma magnitude. Segundo seu levantamento, os impactos diretos e indiretos da operação poderiam ser de R$ 142,6 bilhões em 2015 – algo em torno de 2,5% do PIB. “Trata-se de um cenário relativamente pessimista, mas que reflete o peso dessas empresas e setores para a economia”, diz Fernando Marcato, sócio da GO Associados.

PAÍS – “O ESCÁRNIO VENCE O CINISMO”

Com a prisão preventiva do senador do PT de Mato Grosso do Sul, Delcídio Amaral, líder do governo Dilma Rousseff no Senado, no último dia 25, quarta-feira, decretada à unanimidade pela segunda turma do Supremo Tribunal Federal, com gravações de própria voz do parlamentar tramando a fuga para a Espanha do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, preso pela operação Lavo Jato e que acaba de assinar delação premiada com a Justiça Federal, via Procuradoria Geral da República na qual, pelo que consta na grande imprensa, diz que passa dos R$ 70 bilhões o desvio de dinheiro da estatal, inclusive fazendo menção da ciência de tudo por parte de dona Dilma, quando era presidente do Conselho Deliberativo da petrolífera, no governo Lula. A prisão foi ratificada,no mesmo dia, pelo plenário do Senado Federal (59 votos a 13) , ecoou pelo Brasil uma frase da ministra Carmen Lúcia, respeitada pelo seu vasto conhecimento jurídico e pela larga moderação com que age , que se inscreve como a citação mais grave do mês de novembro que amanhã se encerra,textual :”Na história recente de nossa pátria, houve um momento em que a maioria de nós brasileiros acreditou no mote de que a esperança tinha vencido o medo. Depois, nos deparamos com a ação penal 470 (mensalão) e descobrimos que o cinismo venceu a esperança. E agora parece se constatar que o escárnio venceu o cinismo. Quero avisar que o crime não vencerá a Justiça. A decepção não pode vencer a vontade de acertar no espaço público. Não se confunde imunidade com impunidade. A Constituição não permite a impunidade a quem quer que seja”.

JÁ HOUVE PRECEDENTE EM PRISÃO DE PARLAMENTAR
A prisão do parlamentar Delcídio do Amaral (PT) não foi o primeiro caso de um senador a ser preso em pleno exercício do mandato. Se os atuais escândalos de corrupção, nunca antes visto no Brasil,deixam qualquer produtor de castelo de cartas com inveja, as disputas no passado dentro do Congresso Nacional também não eram das mais tranquilas, embora em outra ótica. A fatalidade, que ocorreu durante uma sessão no Senado Federal em dezembro de 1963, foi o final de uma longa disputa política e pessoal entre dois dos principais membros daquela Legislatura. Se os responsáveis pela briga não se feriram, um inocente acabou sendo morto dentro do Plenário do Congresso. A antiga rixa envolvia os senadores Arnon de Mello (pai do ex-presidente Fernando de Collor de Mello) e Silvestre Péricles de Góes Monteiro, ambos representantes do estado de Alagoas.A confusão generalizada começou muito antes do assassinato do inocente senador José Kairala, do Acre, que era suplente, em exercício, e participava da sua última sessão como titular, que acabou baleado durante a tentativa de evitar um tiroteio entre ambos, dentro do Congresso.No dia 4 de dezembro de 1963, Silvestre Péricles chamou o seu rival de “crápula” durante um discurso e partiu para cima dele com uma arma. Arnon disparou duas vezes contra o rival e acabou atingindo acidentalmenteKairala. Baleado no abdome, o parlamentar foi levado em estado grave ao Hospital Distrital de Brasília, mas não resistiu aos ferimentos e logo faleceu. O então senador Monsenhor Walfredo Gurgel, nosso representante e que viria a ser o sucessor escolhido por Aluízio Alves para governar o Rio Grande do Norte, a partir de 1966, ministrou a extrema unção ao senador baleado.Após a tragédia, os senadores responsáveis pelo tiroteio foram presos em flagrante e assim como na atual Constituição, a Carta Magna da época também previa que a prisão de parlamentares fosse submetida ao voto de seus pares para ser aprovada ou não. Sob pressão popular, o Senado aprovou por 44 votos a favor e 4 contra a prisão em flagrante de Silvestre Péricles e Arnon de Mello. Após um curto período de tempo no cárcere, ambos ganharam a liberdade. Cinco meses após o assassinato, o Tribunal do Júri de Brasília julgou o caso e inocentou os dois parlamentares.

Rombo nas contas externas sobe 35,44% no mês; no ano, chega a US$ 53,5 bi
A diferença das transações de mercadorias e serviços do Brasil com os outros países ficou negativa em US$ 4,166 bilhões em outubro, segundo dados do Banco Central divulgados na quinta-feira (26). O rombo aumentou 35,44% na comparação com o registrado em setembro.No acumulado de 12 meses, o saldo é negativo em US$ 74,2 bilhões, equivalente a 4,02% do PIB (Produto Interno Bruto). Para o ano, o BC estima que o saldo negativo será de US$ 65 bilhões, contra US$ 104,076 bilhões em 2014.

Seca no Nordeste deve prolongar cobrança extra nas contas de luz para 2016
A permanente seca no Nordeste do Brasil, intensificada pelo fenômeno climático El Niño, aumenta as chances de ser preciso manter termelétricas ligadas ao longo de 2016, o que significa que os consumidores de energia, infelizmente, continuariam pagando um adicional nas contas de luz para custear essa geração, mais cara.Os reservatórios das hidrelétricas da região estão com 5,2 por cento da capacidade de armazenamento, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), com nível de 1,5 por cento na represa de Sobradinho. Em Três Marias, há 8,7 por cento da capacidade, e na usina Itaparica, 10,2 por cento.Sem dúvida nenhuma, as termelétricas, ao menos as do Nordeste, devem continuar a funcionar ainda por um tempo suficiente para que essa situação se resolva… tem que chover muito para recuperar, e essa chuva não está parecendo muito que vá ocorrer.Atualmente, os consumidores têm sido cobrados pela bandeira tarifária vermelha, que representa um acréscimo de 4,50 reais a cada 100 kilowatts-hora; a cobrança extra é disparada quando há usinas térmicas em operação com custo acima de 388 reais por megawatt-hora.Se a última térmica ligada tiver custo entre 200 e 388 reais por megawatt-hora, é acionada a bandeira amarela, que cobra 2,5 reais extras a cada 100 kilowatts-hora. A bandeira verde, que representa o retorno à tarifação normal, só é acionada quando estiverem desligadas todas térmicas com custo acima de 200 reais.

“Realizações” SÓ PROMESSA. MOSSORÓ TODA VIDA!

Os leitores de Mossoró devem, como eu, estar fadigados com a procrastinação das soluções dos problemas maiores que afligem o desenvolvimento do município que, diga-se a verdade, vem crescendo pujante, ainda, pelas suas amplas potencialidades econômicas, educacionais, inclusive com cinco universidades aqui instaladas e pelos aspectos sociais, pela sua vocação de crescer e ser liberta, mas que tem contado muito pouco com a participação dos poderes públicos, do federal ao municipal, independente de partidos ou tendências políticas. O velho alcaide Jerônimo Dix-huit Rosado Maia, de tão saudosa memória, foi deputado estadual, deputado federal, senador, presidente do INDA, três mandatos como prefeito  da terra aonde nasceu e à qual tanto amou e pela qual deu a sua própria vida, cunhou como dístico da sua segunda exitosa administração o “MOSSORÓ TODA VIDA”, lembrando sempre nas suas perorações que  “QUEM NÃO FAZ UM POUCO MAIS POR  SUA TERRA, NÃO FARÁ NADA PELA TERRA DE NINGUÉM”. Ocapitão Dix-huit faleceu em 22.10.1996, mas suas centenas de obras são reais e vitais para Mossoró. Duas, ao menos, são realizações que merecerão elogios daqui a cem anos. A Esam, hoje Universidade Federal Rural do Semi-Árido-Ufersa,  e aí por inspiração do seu irmão, intelectual e professor Vingt-un Rosado, criada pelo município, na administração de Raimundo Soares de Souza, e a tricotonização do nosso rio, que divide a cidade, e a cada cheia causava medo e transtorno a todos.  O que temos assistido, ultimamente, são promessas eleitoreiras, que nunca são realizadas, num verdadeiro estelionato político, e lamentavelmente parece que o povo, mesmo melhorando no nível de conscientização, não está precatado para tais enganos. Cadê o complexo viário? Há mais de seis anos, com a presença festiva da então ministra Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, já presidente da República no segundo mandato, a obra foi iniciada, para ser concluída em dezoito meses. Continua desfigurado, viadutos rachados, sem sinalização, sem iluminação e sem passarelas, numa extensão de 17 km, causando mortes e acidentes a toda semana. Cadê a duplicação da avenida Francisco Mota?  no bairro Costa e Silva, anunciada  para imediatamente, há seis anos, não foi colocada ainda a primeira pá de pavimentação e elasticidade.  Por onde anda o projeto de vitalização do aeroporto Dix-sept Rosado?  Anunciada há seis anos, de concreto restam as pistas amplas, construídas há mais de quatro décadas. Estação de passageiros vergonhosa, cercas quebradas, animais pastando no interior, a administração a cargo do Departamento de Estradas de Rodagem -DER – (parece piada, mas é verdade), os voos regulares prometidos nada, balizamento noturno sempre sem operação, ou seja, ficou tudo abandonado. Durante o dia ainda sobem e descem pequenas aeronaves.A solução do problema do abastecimento d’água da cidade de 300 mil habitantes? Todo dia nos falta o precioso líquido, apesar da prometida (e não cumprida) adutora da barragem de Santa Cruz, em Apodi, com 600 milhões de metros cúbicos de capacidade, uma gota dela não chegou até aqui para consumo. A recuperação do rio Mossoró? Hoje um esgoto fétido, coberto de aguapés, encobrindo o antigo cartão postal da cidade. O parque da cidade? Por onde o mossoroense iria ter o seu resfolegar dia e noite, com fauna, flora, piscinas, e restaurantes para viver melhor. Ficou no papel, talvez já perdido. Cadê o porto seco de Mossoró? Onde seriam armazenadas milhares de toneladas de Commodities, para serem exportados para a África e para os Estados Unidos. O porto não veio e a seca aumentou. Onde ficou a ampliação da assistência médica pública para todos? Ela só fez piorar, e nada de novo aconteceu apesar do “compromisso de palanque”. E a cultura de Mossoró? A Estação das Artes e o Teatro MunicipalDix-huit Rosado, ótimas realizações da então prefeita RosalbaCiarlini, com o apoio da Petrobras,  não nos deixaram órfãos. Mas oTeatro Estadual Lauro Monte Filho, antigo Cine Cid, foi desativado para obras que estão paralisadas há mais de três anos. Ao invés de artistas, peças teatrais e disputas culturais, lá ,por todo este tempo, habitam misturados, sôfregos pombos e morcegos. Um grafiteiro pintou no tapume: “UM TEATRO ABANDONADO”. Não há controvérsia! Cadê o novo estádio Professor Manoel Leonardo Nogueira? Inaugurado festivamente em 4 de junho de 1967 – quase meio século – com capacidade inicial para 20 mil pessoas, teve o seu maior público no jogo Flamengo-RJ 3 x 2 Baraúnas, em 11.08.1985, com o galinho Zico e companheiros, 19 mil  pagantes. Apesar de prometido um centro olímpico, pelo Governo do Estado, com maquete e projeto desfilando na cidade, até hoje o primeiro tijolo da ampliação não foi colocado, e por limitação imposta pelo Corpo de Bombeiros, o hoje modesto campo de futebol não pode receber mais que 9 mil espectadores. E o reforço na nossa segurança pública? Já tivemos aqui no II Batalhão da Polícia Militar um contingente de 800 homens. Hoje? Menos da metade, com dois batalhões de polícia, o II e XII, com 143 homicídios registrados, até o dia 20 de novembro, só este ano. E a estrada do cajueiro? Ligando Mossoró à zona jaguaribana do estado do Ceará? E a potencialização do turismo na chamada Costa Branca, ligando Mossoró, Tibau, Grossos e Areia Branca, com a construção da ponte monumental entre as duas últimas cidades? Mais de uma centena de reuniões, audiências públicas e despachos oficiais. Uma simples cabana foi erguida. Meu caro leitor, espero que dias melhores virão, mas precisamos, antes, sermos conscientes nas nossas escolhas. MOSSORÓ TODA VIDA!

BRASIL PRECISA DE REFORMAS, SERIEDADE E ÉTICA

Recebi da Confederação Nacional do Transporte/CNT, uma cópia completa de sua pesquisa nº.129, aplicada em todo o Brasil pela MDA, em outubro passado. É transparente conferir que o cidadão brasileiro bem intencionado, independente de sexo, cor, religião ou região aonde mora, independente de escolaridade ou classe social, de poder aquisitivo elevado ou de salário mínimo, indistintamente de tendência político-partidária, almeja dias melhores para o Governo Central e para a nação brasileira. Entretanto, do mais aguerrido eleitor de Dilma Rousseff em 2014, ao seu mais ferrenho adversário, cada um está atônito com a calamitosa situação do País. Roubalheira desenfreada, escândalos devastadores dentro da máquina pública, corroendo, quase de morte, a seiva acumulada com a monumental montanha de impostos, contribuições e taxas que são sugadas diariamente das empresas e das pessoas. Depreendi do documento, o que já antevia como modesto analista, há um cansaço do anacronismo dos políticos brasileiros na atualidade, deixando um atual fétido odor na simbologia da escolha democrática, que é, renove-se aqui, a melhor forma de um povo escolher governantes e representantes às casas congressuais. Estamos necessitando, sem adiamento, de reformas profundas na maneira de governar, seriedade e espírito público dos partícipes do processo político e profunda ética no trabalho da reconstrução nacional. O Brasil, pelo esquadro político-social-econômico atual, literalmente ruiu e precisamos encontrar a reconciliação nacional. Lembrei-me, meu caro leitor, do fenomenal cantor e compositor Chico Buarque, que eu plena infelicidade da ditadura militar, compôs , cantou e o Brasil inteiro aplaudiu “APESAR DE VOCÊ” : “Apesar de você, Amanhã há de ser Outro dia, Eu pergunto a você Onde vai se esconder Da enorme euforia ,Como vai proibir Quando o galo insistir Em cantar , Água nova brotando E a gente se amando Sem parar”. Aguardemos.

Duelo pela Fazenda, Meirelles vem aí
O rumor de que Henrique Meirelles, ex-presidente do BC, substituiria Joaquim Levy no Ministério da Fazenda agradou ao mercado e fez o dólar cair. O PT pressiona pela troca, mas a presidente Dilma resiste. Em meio a louvores de que a presidente Dilma Rousseff poderia trocar o comando do Ministério da Fazenda, o ministro Joaquim Levy acabou se envolvendo num duelo velado com o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, candidato de Lula e do PT para assumir a pasta. E o encontro entre os dois ocorreu justamente num evento de empresários, que, da plateia, mostraram seu favoritismo por Meirelles. Além do setor produtivo, também no mercado financeiro cresce uma espécie de torcida pelo nome de Meirelles para ocupar a Fazenda. Os rumores de uma substituição fizeram o dólar cair na semana. Meirelles atualmente é presidente do conselho da J&F Investimentos, holding que controla entre outras empresas a JBS.

Devendo um acumulado de R$506 bilhões, Petrobras anuncia prejuízo de R$ 3,75 bi no 3º trimestre do ano.
A Petrobras registrou prejuízo de R$ 3,759 bilhões no terceiro trimestre de 2015. O balanço, divulgado nesta quinta-feira (12) traz fortes impactos da desvalorização cambial e da queda do preço do petróleo nos últimos meses. No ano, a empresa acumula lucro de R$ 2,102 bilhões. É o segundo trimestre consecutivo que a empresa reconhece em seu balanço o pagamento de dívidas fiscais com a Receita, o que tem impacto direto no lucro da companhia. No terceiro trimestre de 2014, a empresa teve prejuízo de R$ 5,339 bilhões, com impacto de baixa de ativos no valor de R$ 6,2 bilhões, referente a perdas com corrupção, e de R$ 2,7 bilhões, por perdas com as refinarias Premium 1 e 2. No balanço divulgado nesta quinta, a estatal contabiliza receita de R$ 82,239 bilhões no terceiro trimestre, queda de 9,9% com relação aos R$ 88,337 bilhões do mesmo período do ano passado.

13º salário vai injetar R$ 173 bi na economia até dezembro, diz Dieese.
Pela primeira vez em oito anos, o número de trabalhadores com carteira assinada nos setores público e privado que vai receber o 13º salário será menor. A queda de 1,9% é apontada em estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) que mostra que neste ano são 48,91 milhões os assalariados que vão receber o benefício. Juntos, devem receber R$ 119,9 bilhões. No ano passado, o total de empregados com carteira que recebeu o salário extra chegou a 49,85 milhões. Essa redução é reflexo direto da piora do mercado de trabalho, com a demissão acentuada de trabalhadores com carteira assinada, diz José Silvestre Prado de Oliveira, coordenador de relações sindicais do Dieese.

O PT prova do próprio veneno
O Partido dos Trabalhadores (PT) nasceu para ser do contra. Até 2002, a legenda fez de tudo para firmar-se no cenário político nacional como a mais aguerrida organização na luta contra qualquer iniciativa que não fosse de sua lavra. O PT ausentou-se da transição do regime militar para o governo de Tancredo Neves, votando nulo na eleição indireta; votou contra a Constituição de 1988 por considerá-la apenas “reformista” e “conservadora” em relação aos direitos sociais; votou contra o Plano Real e também contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, pilares do controle da inflação e do equilíbrio das contas públicas. Nesse período, os sindicatos petistas infernizaram a vida de todos os governos com manifestações e greves cujas reivindicações trabalhistas mal disfarçavam sua evidente natureza política. Mas eis que o PT chegou ao poder e, passado o período de ilusória prosperidade experimentada durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que deu ao chefão petista e a seus companheiros a sensação de pairarem acima do bem e do mal, o partido começa a provar do próprio veneno. Na segunda-feira passada, o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, queixou-se de que uma greve de caminhoneiros iniciada naquele dia era contrária aos “interesses da sociedade brasileira” porque nada pretendia além de provocar o “desgaste político do governo”. Foi uma referência ao fato de que, sem apresentar reivindicações específicas, o grupo anunciou que sua única exigência era a renúncia da presidente Dilma Rousseff, já que ela descumpriu promessas feitas à categoria em março passado. De forma didática, Edinho explicou: “Uma greve apresenta questões econômicas, sociais, geralmente é propositiva. Nunca vi uma greve cujo único objetivo é gerar desgaste ao governo. É uma greve que não busca melhorias da categoria, mas desgaste de governo”. Nem seria preciso que o petista Edinho fizesse grande esforço de memória para lembrar que, há pouco mais de 20 anos, entre maio e junho de 1995, o governo de Fernando Henrique Cardoso enfrentou violenta e irresponsável greve dos petroleiros, comandados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), braço sindical do partido ao qual pertence o ministro. A paralisação foi julgada ilegal pela Justiça do Trabalho, porque em seu espírito ela nada reivindicava senão uma pauta puramente política, como a retirada de propostas que acabavam com o monopólio da Petrobrás e a revogação da lei que instituiu o programa de privatizações. Os petroleiros, secundados por outras categorias, ignoraram a decisão judicial e partiram para a desobediência civil, sofrendo, como consequência, os rigores da lei e uma firme resposta do governo. Aquela greve histórica mostrou até que ponto os petistas estavam dispostos a ir para desgastar um governo ao qual se opunham de forma tão renhida. Mais tarde, logo no início do segundo mandato de FHC, o PT e a CUT voltariam a atormentar o presidente, deflagrando pedidos de impeachment e de renúncia. Esse era o padrão petista quando estava na oposição. Agora, no Governo, mudou. É o estilingue e a vidraça, só que ontem e hoje.

INFLAÇÃO A 10% EM UM ANO. A MAIOR DESDE 2002

Quer saber as novidades neste domingo, meu caro leitor? Vou citar algumas: 01) O Ministro da Fazenda Joaquim Levy reunido com os maiores empresários do Brasil, dia 5 de novembro, quinta-feira, apelou para a magnanimidade deles, no sentido de aceitarem “o monstro da CPMF, porque ela é necessária ao governo para arrecadar anualmente R$ 32 bilhões da contribuição e equilibrar as suas finanças” (palavras textuais); 02) O Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, chegou à conclusão que os US$. 5 bilhões de dólares que apareceram em contas suas e de sua família, na Suíça, foi um pagamento que um filho de um ex-deputado carioca, este era seu devedor e mesmo tendo falecido há 3 anos, fez o crédito em seu nome sem avisá-lo, além de admitir que tinha dinheiro no exterior, mas sustentará em sua defesa no Conselho de Ética a tese de que os recursos foram obtidos com a venda de carne enlatada para países africanos como o Congo e o antigo Zaire (hoje chamado de República Democrática do Congo), ainda no final da década de 80, portanto há mais de 35 anos; 03) O Ministro Chefe da Casa Civil Jaques Wagner, num verdadeiro absurdo para uma elevada autoridade, disse quinta-feira que é bastante normal que o Congresso Nacional aprove as “pedaladas” da Presidente, indo de encontro ao parecer do Tribunal de Contas da União. Tem razão o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, quando declara que não será “nada anormal” se o Congresso aprovar as contas do governo de Dilma Rousseff. O normal, hoje no País, é, infelizmente, o predomínio da imoralidade no trato da coisa pública, razão pela qual será surpreendente se os parlamentares tomarem uma decisão justa, em vez de articularem mais um vergonhoso conchavo, quando forem analisar os crimes cometidos pela presidente na área fiscal – de resto sobejamente comprovados pelo Tribunal de Contas da União (TCU).Órgão auxiliar do Legislativo, o TCU aprovou por unanimidade, em outubro, um parecer recomendando que o Congresso rejeitasse as contas de Dilma. Os ministros daquele tribunal consideraram que o balanço apresentado pelo governo, relativo ao ano passado, continha manobras fiscais que violavam a Lei Orçamentária e a Lei de Responsabilidade Fiscal; 04)O Banco Central do Brasil, que vinha anunciando, com ar licencioso, o centro da meta da inflação para 2015 e 2016 em 4,5%, agora, oficialmente, proclama que isto se dará somente em 2017. Outro “chute”, ou arte divinatória? Falta credibilidade a uma possível resposta.

INFLAÇÃO É A MAIS ALTA PARA OUTUBRO DESDE 2002 E CHEGA A 9,93% EM 12 MESES
A inflação em outubro ficou em 0,82%, o que representa aceleração em relação a setembro, quando havia sido de 0,54%.O indicador é o mais alto para o mês desde 2002 (1,31%).Em outubro do ano passado, a alta dos preços havia sido de 0,42%. Em 12 meses, a inflação atingiu 9,93%, a maior desde novembro de 2003 (11,02%). O valor está acima do limite máximo da meta do governo; o objetivo é manter a alta dos preços em 4,5% ao ano, mas com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, ou seja, podendo oscilar de 2,5% a 6,5%.Em 2015, no acumulado de janeiro a outubro, a inflação chega a 8,52%%. O valor é o mais elevado para o período desde 1996, portanto há 19 anos, quando atingiu 8,7%.Os dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foram divulgados na sexta-feira (6) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

COMBUSTÍVEIS E ALIMENTOS PUXARAM INFLAÇÃO
O aumento nos preços dos combustíveis foi o principal responsável pela aceleração da inflação em outubro. Com peso de 4,89% no IPCA, eles ficaram 6,09% mais caros no mês.A alta é consequência de um reajuste de 6% no preço da gasolina e de 4% no do Diesel nas refinarias, estabelecido pela Petrobras no final de setembro. O outro item que puxou a a elevação dos preços foi o de alimentação e bebidas (0,77%).A alimentação fora de casa teve alta de 0,93%, mais intensa do que os alimentos consumidos em casa (0,68%). Com isto, a inflação do grupo de alimentos e bebidas chega a 10,39% nos últimos doze meses.

GREVE DOS PETROLEIROS PREOCUPA
Com a greve dos petroleiros continuando a todo vapor, Governo Federal , Petrobras, refinarias e distribuidoras começam a sentir a necessidade de uma célere descontração nas negociações, já que a diminuição constatada hoje de 700 mil barris/dia no refino do petróleo pode desencadear um desabastecimento nas bombas, o que seria nocivo à cadeia produtiva. O Brasil consome, em média, 3,1 milhões de barris de petróleo ao dia.

BRASIL EM CRISE, E SEM LÍDERES

Nada chama mais a atenção do mundo no momento, acerca do Brasil em profunda crise econômica, do que a falta de credibilidade dos seus líderes e governantes. É bem verdade que, no passado, vivenciamos agudeza em relação à nossa economia, mas tínhamos horizontes delineados, políticas e homens públicos respeitáveis, e conseguimos superar barreiras que se apresentavam  como   intransponíveis.  A atual deterioração moral e ética da classe política do país, raríssimas exceções, permita meu caro leitor, causa náuseas não só a nós brasileiros de qualquer nível, mas vem escandalizando todos os continentes do planeta, tal o grau de indecência, ilegalidade e desonestidade como tem sido tratado o erário nacional, as suas autarquias, as companhias estatais, o governo de uma maneira geral, descendo tal desconfiança aos governos estaduais e municipais. É uma época difícil, onde o povo já não acredita mais nos governantes e nos seus próprios representantes nas casas legislativas. Pesquisa publicada essa semana que termina, sob o patrocínio da Confederação Nacional dos Transportes -CNT, procedida pela MDA, aferiu que 81% da população nacional estão descrentes dos atuais políticos. E pensar que até pouco tempo atrás Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva (criatura e criador), Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Aécio Neves, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Michel Temer, dentre outros, eram referência nacional, significa que, como diria o mago John Lennon, “O Sonho Acabou”. Estamos sem líderes. Os que estão postos no tabuleiro, quase todos envoltos em escândalos vergonhosos e averiguações que andam a passo de tartaruga já caíram na descrença popular. Não obstante, a título de simplificação, dividiremos aqui a imagem de um Estado em duas faces. A face interna, de como o país se percebe, e a face externa, de como o país é percebido. Se nas relações entre os estados impera a priori a desconfiança, importa ao Estado o quanto de esforço ele fará para que a sua imagem perante a audiência externa seja positiva, amistosa e segura. Essa visão não se limita a questões militares, somam-se a isso questões econômicas e diplomáticas.No caso brasileiro, a imagem pós-escândalos da Petrobras pode ser definida, a grosso modo, de duas formas: em primeiro lugar, a desconfiança em torno dos negócios espúrios através do alto índice de corrupção e do espalhamento do escândalo para o alto escalão governamental. Ou certa institucionalização de expedientes corruptíveis no seio da democracia. A segunda, a confiança no país que escancara seus problemas, aponta os focos de corrupção, pune os culpados e ao mesmo tempo fortalece as suas instituições democráticas.Essa imagem dúbia repercute nos editorais de jornais estrangeiros, em thinktanks que debatem sobre o atual momento dos países emergentes e na academia de forma geral. No Brasil, o termômetro diz muito mais sobre a polarização que toma conta da política nacional desde meados da década de 1990 do que às possibilidades para o futuro. Portanto, os embates internos corroboram para repercutir a imagem brasileira no exterior, ora positiva (de combate às mazelas), ora negativa (de corrupção intrínseca). O jogo de soma zero só é desfeito se o analista se atentar ao que ocorre no além-fronteiras. Lá é possível obter mais ferramentas para a análise do atual momento.Só nos últimos meses cresceu, sobremaneira, a quantidade de casos de corrupção do governo nacional, políticos, federações esportivas, entre outras. A enxurrada de casos – sem novidades – indica desgaste em três frentes. O primeiro desgaste está na relação de distanciamento entre o político e o cidadão – desgaste da democracia representativa em boa parte dos países ocidentais. O segundo, a impossibilidade de extirpar o fator corrupção, intrínseco aos seres humanos; a quebra do mito moral de que a corrupção é particular aos países da periferia. Por último, a corrosão de uma fase particular do capitalismo e a procura por novos mercados, novas fontes de rendimento, novas formas de o Estado assegurar o lucro do capital. Na quinta-feira, dia 29 de outubro, em reunião do diretório nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), em Brasília-DF, o ex-presidente Lula foi direto: ” Nós prometemos ao povo em campanha de 2014 uma coisa, e estamos fazendo outra no governo”. Com tal rasgo de autocrítica, mesmo objetivando “alfinetar” sua criatura, Lula deu luz a flacidez das ideias e dos ideais dos nossos políticos. Os programas prometidos nada valem. Os imortais Mário Lago e Custódio Mesquita compuseram, em 1937, e Orlando Silva, o cantor das multidões, encantou o Brasil com o “Nada além, Nada além de uma ilusão” Será que os nossos homens públicos estão vivendo de quimera? É doloroso, mas, infelizmente, é a verdade!

O MUNDO ATÔNITO- PARALISIA ECONÔMICA DO BRASIL

A semana que estamos encerrando foi ávida de notícias nos maiores jornais de economia do mundo da paralisação da economia brasileira. Em Nova York, Londres, Paris, Frankfurt, Tóquio e Pequim comentários nebulosos voltaram a salpicar a imagem do Brasil, com análises e estudos convergindo de que teremos um déficit orçamentário este ano em torno de R$ 70 bilhões, uma retração do PIB que poderá superar a 3% e uma inflação muito próxima a dois dígitos, de janeiro a dezembro, o dólar americano margeando a R$ 4,00, o desemprego se espraiando em todos os setores econômicos, deterioração política pulsante, causando falta de credibilidade a uma retomada do nosso crescimento, o povo atônito sem ter a menor ideia do que vai acontecer no curto, médio ou longo prazos. Estamos todos aturdidos, do governo ao assalariado. Faltam nomes na constelação política do país que possam ensejar confiança numa reversão, estamos no final de outubro, o ano marchando para o seu final e as perspectivas para 2016 não são alvissareiras, infelizmente. A luta pela sobrevivência de Dilma Rousseff e Eduardo Cunha está arruinando o país. Cada um ao seu estilo, a presidente pior avaliada e o deputado mentiroso desviaram a atenção do essencial: o país precisa parar de piorar. E rápido. Mas todo capital político e energia que ainda lhes restam estão voltados para que se mantenham nos cargos e para evitar punições pelas malandragens aqui e na Suíça. O quadro publicado acima é assustador. Os brasileiros foram às ruas protestar em março e agosto. Nada aconteceu. A piora só acelerou. Agora estamos em outubro, ainda mais deteriorados. Não existe nenhuma hipótese, é preciso dizer, de o país se estabilizar e voltar a crescer sem que o palavrão do ajuste fiscal seja colocado em prática. Sem isso, podemos esperar anos e anos de estagnação, desemprego e miséria. A conta é simples: a dívida bruta do país é calculada como proporção do PIB. Quando o PIB cai ou não evolui e os gastos crescem, a dívida aumenta. Ela deve fechar o ano equivalendo 66% do PIB, poderá ir a 69% no próximo ano e a 71% em 2017. Os selos de bom pagador do país que ainda restam irão embora muito antes disso, transformando o Brasil em um pária no ambiente financeiro internacional. Com consequências dramáticas para empresas que devem em dólar, para a inflação e o PIB. O que só reforçará o círculo negativo. A economia de mais de R$ 66 bilhões que o governo prometia em março para controlar a dívida pública neste ano evaporou e deve virar um rombo de R$ 70 bilhões. Isso apesar de cortes fortes. E o ano que vem? É evidente que não vamos sair dessa sem novos aumentos de receita, via impostos. Mas como engolir isso com Dilma e Cunha na área? Daí o impasse desse abraço de afogados. Com a energia política desviada para sua sobrevivência, todas as Propostas de Emenda Constitucional, projetos de lei e medidas provisórias de Dilma que visam o ajuste fiscal estão paradas no Congresso. Consequência das chantagens de Cunha. As mais importantes são a chamada DRU, que desvincula o destino de 30% da arrecadação federal (o que deixaria o governo livre para cortar ou dirigir gastos a outras áreas) e a CPMF, que garantiria uma arrecadação extra de R$ 42 bilhões. De novo, quem daria o cheque em branco da CPMF e mesmo as facilidades da DRU para Dilma neste momento? Mesmo isso só resolve o problema no curto e médio prazos. Pois existem bombas-relógio imensas mais à frente, como os gastos da Previdência, que já consomem 12% do PIB e não param de crescer. Dilma e Cunha não têm mais como resolver essa questão. Um dos maiores especialistas em contas públicas do país, Raul Velloso, aventa uma hipótese: Dilma precisa sair e deixar o comando a Michel Temer e a um novo ministro da Fazenda com trânsito junto ao vice-presidente e no Congresso. Que tenha uma visão macro da política e da economia. Sua sugestão é o tucano José Serra. Ele faz uma analogia com o passado: Fernando Collor chamou o conservador Marcílio Marques Moreira para a Fazenda a fim de tentar salvar seu governo. Não adiantou. O problema não era o ministro, mas o presidente. Collor caiu. Entrou Itamar Franco, que chamou FHC para a Fazenda. Dilma chamou o conservador Joaquim Levy para tentar salvar seu governo. O problema, de novo, não é o ministro. É a presidente.

A Vale voltou a registrar prejuízo no terceiro trimestre de 2015-
Apesar do recorde de produção de minério de ferro no período. Após ter alcançado um lucro de R$ 5,144 bilhões nos três meses anteriores, a mineradora Vale do Rio Doce mostrou perdas de R$ 6,663 bilhões no balanço referente ao período de julho a setembro, divulgado na quinta-feira (22). Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, que mostrou prejuízo de R$ 3,381 bilhões, o prejuízo da companhia dobrou. O resultado negativo foi atribuído ao efeito contábil da forte desvalorização do real ante o dólar na dívida da companhia, em meio aos baixos preços do minério de ferro. “A redução de R$ 11,807 bilhões no lucro líquido deveu-se, principalmente, ao efeito imediato nos resultados financeiros da depreciação de 28% do real contra o dólar no terceiro trimestre em comparação à valorização de 3% do real contra o dólar no segundo trimestre”, disse a Vale, em suas demonstrações financeiras. O real perdeu 28% de valor em relação ao dólar durante o trimestre.