sábado , 24 de fevereiro de 2018
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IPVA – Veja orientações de como pagar

– Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da Associação Brasileira de Educação Financeira (Abefin), autor dos livros Terapia Financeira, Mesada não é só dinheiro, dentre outros.

Início de ano é sempre um período de muitos gastos, como a cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), que começa em janeiro em boa parte do país. O custo deste imposto depende de variáveis, sendo calculado a partir de uma porcentagem do valor de tabela do veículo.

Outro ponto que varia por estados são os descontos proporcionadas em cada estado em caso de pagamento à vista, o que faz com que essa seja uma ótima opção de pagamento.

Assim, essa despesa deveria ser programada com antecedência – uma vez que é certa que vai ocorrer –, isso proporcionaria não, só o pagamento em cota única como também não comprometeria o orçamento.

Esse planejamento é um dos princípios básicos da educação financeira, ou seja, primeiro se poupa, depois se gasta. Contudo, infelizmente, a maioria das pessoas espera que chegue a conta para então ver como fará para honrar esse compromisso.

Fato é que, para quem não pensou nisso antes, está um pouco em cima da hora, porém, antes tarde do que nunca, e esse também pode ser um alerta para que, no ano que vem, não repita o erro. Isto é, já se programe para resolver a causa do problema e não a consequência.

Falando então especificamente do IPVA, uma dúvida muito comum é em relação à condição de pagamento: à vista ou a prazo?

Mas, antes de ter essa resposta, é preciso saber em que situação financeira se encontra: endividado, equilibrado financeiramente ou investidor. Se for a primeira ou segunda opção, já se sabe que não conseguirá realizar o pagamento inteiro de uma vez, sobrando o caminho do parcelamento.

Lembrando que se deve evitar ao máximo recorrer a empréstimos, limites do cheque especial ou qualquer outra maneira de crédito do mercado financeiro, pois isso apenas se tornaria uma bola de neve, devido aos juros altíssimos cobrados.

Agora, caso a situação financeira esteja mais confortável, sendo investidor, recomendo, sem dúvida nenhuma, que o pagamento seja feito à vista, já que obterá 3% de desconto no IPVA, em média.

Mas é importante ficar atento aos compromissos futuros; muitas pessoas se deixam levar pelo bom desconto e acabam esquecendo que haverá outras contas a serem pagas naquele mesmo mês ou nos próximos. De que adianta pagar à vista e conseguir desconto em uma despesa e não ter dinheiro suficiente para quitar as outras?

Isso nos leva a outro importante aspecto da educação financeira: ter reserva financeira. Isso evita problemas como esse e nos deixa mais seguros, em caso de imprevistos. Enfim, com planejamento, é possível terminar e começar o ano com segurança de uma vida financeira saudável e muitas realizações.

José Dias “O calvário do Rio Grande do Norte”

“O Rio Grande do Norte enfrenta a pior seca dos últimos cem anos. É o que temos ouvido, falado, conversado, noticiado, e debatido em plenário, durante todo o ano de 2015.

Dos 167 municípios, 90% deles estão em estado de calamidade por falta d’água. Coincidentemente, é o mesmo número atendido pela Caern, onde, dessas 153 cidades, mais da metade enfrenta grave crise no abastecimento, recebendo água através de rodízio, e 11 delas estão em colapso.

Essa triste realidade dos números, infelizmente, tende a crescer. As perdas são enormes e se acumularam e agravaram nos últimos três anos, quando o índice de chuvas ficou abaixo da média estadual, impedindo a recuperação do nível dos reservatórios.

A produção de mel e castanha caiu em 90%, a de carne e leite em 50%. Só este ano a Caern já investiu mais de R$ 8 milhões para tentar enfrentar o problema, mais da metade com carros-pipa, e perdeu mais de R$ 4 milhões pela suspensão de faturamento em muitas cidades. Dos 36 reservatórios do Dnocs, 18 estão em volume morto, ou seja, com reserva abaixo do nível das comportas.

Quem trabalha no campo descreve a situação como “desesperadora”. Pior: está faltando água não apenas para os animais, mas para o povo. As ações ditas emergenciais, como os carros-pipa, já estão comprometidas. Não se tem certeza se dos poços ainda a serem perfurados – e desde que se obtenha os recursos necessários – sairá água, nem da sua qualidade, nem por quanto tempo.

O Governo do Estado, apesar das dificuldades que enfrenta, tem que ter a coragem e o valor de dar prioridade absoluta, acima de qualquer outra, à questão da seca. E o povo do Rio Grande do Norte espera ansiosamente, mesmo diante da atual crise nacional, um gesto digno de solidariedade por parte do Governo Federal e das regiões mais ricas do país.

“O custo das obras contra as secas nunca será inferior ao mérito da região a que se destina”, lembrou Câmara Cascudo no prefácio de “O Calvário das Secas”, de Eloy de Souza, 77 anos atrás.

“Não parece humano nem lógico calcular, ante a possibilidade da morte ou da vida de milhares de criaturas, a média alcançada pelo dinheiro expendido. Seria tabelar o auxílio, antecipar quanto custaria, em juros certos, a salvação pedida por toda uma região.”

Como deputado estadual eleito pelo povo potiguar, este é o meu pedido aos governos Estadual e Federal: É preciso salvar o Rio Grande do Norte.”

Ricardo Mota “A inclusão de jovens com Síndrome de Down no mercado de trabalho”

Durante muitos anos, a luta de pais, professores e especialistas no que se refere a crianças com Síndrome de Down esteve relacionada à inclusão no sistema regular de ensino. Neste aspecto, muito se avançou desde então. Porém, o que se observa ainda nos dias de hoje é uma dificuldade de absorção de jovens e adultos no mercado de trabalho.

Diante dessa realidade, em 2011, primeiro ano à frente da presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, em parceria com a Associação Síndrome de Down do Rio Grande do Norte e a Associação de Pais e Pessoas com Deficiência, de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade (APABB), lançamos o projeto de inclusão de jovens com Síndrome de Down nos quadros do Legislativo.

A Assembleia Legislativa foi, portanto, pioneira no Brasil e mantém até os dias de hoje três jovens com a síndrome em seu quadro de pessoal. A inclusão de Manuela Araújo, Filipe Medeiros e Kalina Falcão tem servido de exemplo para outras instituições. A experiência exitosa mostra que é plenamente possível a integração ao mercado de trabalho.

Os três estão vinculados ao Cerimonial da Casa, trabalham na recepção a convidados em solenidades e também como assistente no plenário durante as sessões ordinárias.

É preciso avançar mais. E o respeito é a palavra-chave. A experiência da Assembleia Legislativa é uma demonstração clara disto. Iniciativa relativamente simples e que se tornou um marco entre os grupos que atuam em defesa da causa no Rio Grande do Norte.

Como se preparar para vender à geração Alfa?

Jaques Grinberg – Coach e palestrante

As gerações mudam e poucos conhecem cada uma delas. Elas são, os veteranos, boomers, geração X, Y, Z e a geração Alfa. O comportamento de consumo, de compra, de cada uma das gerações está relacionado ao momento socioeconômico, cultural e histórico.

Quer conhecer um pouco?

Veteranos: nascidos entre 1922 e 1944. Passaram por duas guerras e como consumidores evitam parcelar, compram o que precisa e sem exageros. São conservadores e não gostam de arriscar.

Boomers: nascidos entre 1945 e 1965.  Gostam de gastar e valorizam a aparência e o status.  Investem em bens materiais como carro e casa e gostam de aproveitar a vida com qualidade. Este grupo é dividido entre os Baby Boomers (1945 à 1954) e Boomers (1955 à 1964).

Geração X: nascidos entre 1960 e 1977.  São informais no trabalho e valorizam a qualidade de vida. Preferem ganhar menos e aproveitar a vida. Investem em viagens e entretenimento.

Geração Y: nascidos entre 1978 e 1995. Agitados, informais, imediatista e impacientes, são as suas principais características. Acreditam em um futuro melhor e buscam mudanças. A tecnologia faz parte da sua vida e precisam estar conectados (internet).

Geração Z: nascidos entre 1996 e 2009. A internet já existia quando nasceram e não sabem viver sem ela. São preocupados com o meio ambiente, sustentabilidade e muitos parecidos com a geração Y.

Geração Alfa ou Alpha: nascido após 2010. Ainda não é possível definir o seu perfil de compra, é uma geração nova. É chamada de Alfa por falta de uma nova nomenclatura, ainda não existente. Alguns dizem que será Geração M (geração Mobile). Aliás, já é uma dica para entender o seu perfil como futuros consumidores.

Eu sempre escrevo e comento nas minhas palestras, os vendedores precisam estar preparados da mesma forma que os advogados se preparam para uma audiência e os médicos para uma cirurgia. Conhecer o que vende, os concorrentes e a empresa onde trabalha é uma obrigação para os vendedores, mas conhecer o perfil dos consumidores torna-o um diferencial no mercado e maximiza os seus resultados em vendas e fidelização de clientes.

Daqui cinco anos, os primeiros membros da geração Alfa já serão nossos consumidores, com poder de decisão. Para alguns produtos, já são influenciadores no momento da compra. Lembre-se, cinco anos para um negócio é pouco tempo, passa muito rápido.

E acredite, ainda existem empresas que não estão conectadas. Não possuem site, perfil nas redes sociais e muito menos um aplicativo mobile. Como vender para esta nova geração se não estiver presente onde e como eles querem e irão comprar? Para e pense!

O que você precisa mudar hoje, e depende só de você, para a sua empresa estar preparada para sobreviver nos próximos 10 anos? Esta é uma pergunta de coaching, uma pergunta inteligente para você refletir e agir.

  • Jaques Grinberg é empreendedor, coach, palestrante, consultor e sócio em quatro empresas. Conhece na prática as dificuldades de crescer e manter um time qualificado e motivado. É considerado o maior especialista em coaching de vendas do Brasil e um dos palestrantes mais requisitados. Autor do livro 84 Perguntas que Vendem, um livro prático e interativo que traz técnicas e ferramentas do coaching de vendas para todos os profissionais e segmentos.

Atentados não devem agravar a intolerância

Os temas relacionados aos mundos árabe e islamita são sempre objeto de dúvida, polêmica e questionamentos, todas as vezes em que ocorrem atos terroristas praticados por grupos muçulmanos, como os cruéis ataques do Estado Islâmico (ISIS) dias 12 e 13 de novembro, que mataram 44 pessoas em Beirute, no Líbano, e 129 em Paris, na França. Por isso, é pertinente um esclarecimento sobre a questão, inclusive para evitar ondas de intolerância contra imigrantes, descendentes e refugiados.

Em primeiro lugar, deve-se entender que os muçulmanos, de maneira geral, não são fanáticos religiosos e tampouco violentos. Há grupos radicais, uma minoria dentro do grande universo islamita, que faz da religião uma justificativa para a guerra. Também é importante entender que árabe, que caracteriza uma etnia, não é sinônimo de muçulmano, que define o adepto de uma religião, o islamismo, criada por Maomé.

É pertinente esclarecer essas questões, para que não surjam generalizações, distorções, intolerância e mal-entendidos, nem aqui, ou em qualquer parte do mundo, neste momento de grande e justa comoção relativa aos recentes atentados. No Brasil, é muito grande a presença da comunidade árabe, incluindo imigrantes e descendentes. São 12 milhões de pessoas.

Árabes são todos os povos do Oriente Médio e do Norte da África que falam essa língua e têm origem semítica. Globalmente, o Mundo Árabe corresponde a 21 países: Arábia Saudita, Argélia, Bahrain, Comores, Djibouti, Egipto, Emirados Árabes Unidos, Iémen, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Líbia, Mauritânia, Marrocos, Omã, Qatar, Somália, Sudão, Síria e Tunísia. Há, ainda, a Autoridade Palestina, que busca converter-se em país, mas segue inserida no Estado de Israel.

O islamismo tem duas grandes correntes: os xiitas e os sunitas. O Estado Islâmico é sunita. Afeganistão, Paquistão, Turquia e Irã, por exemplo, são países de população predominantemente muçulmana, mas não são árabes. Em alguns países não-árabes da África, na Europa, nos Estados Unidos e em todas as nações há islamitas, embora sejam minoria no Ocidente. Dentre os povos árabes há numerosos cristãos (ortodoxos, melquitas, maronitas e evangélicos).

Em primeiro lugar, deve-se entender que os muçulmanos,
de maneira geral, não são fanáticos religiosos e
tampouco violentos.

É preciso entender, também, que os adeptos da religião muçulmana não são fanáticos religiosos e violentos, como ocorre com o Estado Islâmico, a Al-Qaeda e algumas outras facções. Milhões de islamitas, assim como pessoas de outras religiões, sofrem contra a violência das guerras, perseguições e discriminações. Por todas essas razões, não pode haver intolerância e preconceito contra árabes e pessoas adeptas da religião muçulmana, por sua etnia e crença. Os refugiados, em ambos os casos, são tão vítimas do radicalismo e do terrorismo quanto os libaneses e franceses que pereceram nos últimos e covardes atentados.

Analisar esse assunto é muito pertinente neste momento, não só devido ao choque mundial ante a violência do terrorismo, como pelo fato de estar em tramitação, na Câmara dos Deputados, a nova Lei de Migração (Projeto 2.516/2015), já aprovada no Senado. A matéria tem como princípio os direitos humanos e modifica paradigmas do Estatuto dos Estrangeiros, o qual substitui, revertendo o caráter punitivo da legislação em vigor, criada durante o regime militar. É garantida a igualdade de direitos aos imigrantes e cidadãos nacionais e o acesso à Previdência Social ao brasileiro emigrante.

A nova norma estabelece, ainda, sanções rigorosas às condutas relacionadas à exploração criminosa do fluxo internacional de indivíduos. Também visa contribuir para o desenvolvimento nacional. Por isto, estrangeiros com capacitação científica, tecnológica e cultural contarão com facilidade na obtenção de vistos temporários e autorização de residência. Outra lei importante aprovada no Senado e em tramitação na Câmara dos Deputados é a antiterrorismo.

Em todos os seus aspectos, trata-se de uma lei condizente com a pluralidade e tolerância da sociedade brasileira, um exemplo para o mundo quanto ao respeito e à convivência harmoniosa de distintas etnias, religiões e ideologias. Poderíamos definir nossa nova Lei da Migração como uma norma regulamentadora da paz!

Bruna Furlan
Pós-graduada em Gerenciamento de Cidades pela FAAP, é deputada federal (PSDB-SP)

ESVAZIAR-SE É GANHAR MUITO. É VENCER!

No início dos anos noventa, eu era um homem longe de Deus. Exercia um cargo invejado, me considerava bem sucedido e resolvia tudo com a força de meu braço. Era um “tongo”!

Tinha bastante poder no Grupo Sadia, onde permaneci quase 22 anos, mas era um homem infeliz, e por ser inovador, e por estar cercado de egos inflados, não tive a perspicácia de agir com cautela e desafiei as hierarquias. Eu também era homem de ego inflado, e qualquer pessoa nestas condições terá sucesso por um tempo determinado. Depois, cairá! E o tombo é feio! E recomeços não são simples como parecem ser. O mercado é o mercado e suas leis sempre prevalecem…

Você que me lê, e almeja uma vida próspera e feliz, faça a si próprio, um bem imenso, isto é, não se afaste de Deus.

Pense um pouco. TODO aquele que se serve, antes de servir os outros, TODO aquele que pensa “se a farinha é pouca, meu angu primeiro”, está longe de DEUS. É cheio de si e precisa esvaziar-se. Se insistir em sua arrogância, terá sucesso “meia boca” e será perdedor. Sempre perdedor!

Convido-o a ler na Bíblia, o capítulo 4, de Daniel. Leia-o todo. Você verá que um rei poderoso, (o maior de toda a terra), com todas as riquezas e bens materiais que puder conceber, mesmo advertido antecipadamente por Daniel que lhe desvenda um sonho, desobedece, transgride, ofende ao Senhor, e por consequência, é adequadamente punido. Nabucodonosor passou sete tempos (provavelmente sete anos), enlouquecido, e comendo capim e ervas nos campos, como qualquer herbívoro. Então finalmente, ele se prostra, ele reconhece que é pó sem DEUS. E sábio, Nabucodonosor não vacila, e se esvazia de si, e se enche de DEUS , e recupera seu reino, e seus exércitos, e suas riquezas.

Pense um pouco. TODO aquele que se serve, antes de servir os outros, TODO aquele que pensa “se a farinha é pouca, meu angu primeiro”, está longe de DEUS.  É cheio de si e precisa esvaziar-se. Se insistir em sua arrogância, terá sucesso “meia boca” e será perdedor. Sempre perdedor!

Que extraordinário é este DEUS que nos cuida, e que nos perscruta, e que nos ama apaixonadamente. Nos, os humanos, somos sua obra prima e somos os únicos feitos a sua imagem e a sua semelhança. Sem macacos e sem símios no intervalo do processo de criação. Sorry, Darwin!

Pessoas cheias de si mesmo, estão neste instante, trabalhando laboriosamente para quebrar empresas, para quebrar instituições, para quebrar nossas mais sagradas crenças, e costumes, e hábitos, e tradições. Para quebrar este abençoado BRASIL.

Orar por elas, tem sido inútil. Inútil como armazenar vento, como arar o mar, como chover no molhado.

É angústia estéril e sem nenhum resultado, porque elas estão cheias de si mesmas, e longe de DEUS. Portanto, tem tudo para dar errado!

Esvazie-se prezado leitor, baixe seu nariz empinado, e verá as graças o alcançarem. É simples. É rápido. É eficaz!

Praia de Fora, (Palhoça, SC), 30 de dezembro de 2015.

João Antonio Pagliosa
Engenheiro agrônomo

CONSTRUIR 2016

Elá se vai mais um ano repleto de corrupção, impunidade, descaso com a saúde, educação em declínio, segurança quase zero, justiça vendida e vencida, as casas do povo dirigidas por corruptos que negociam o poder e debocham dos eleitores, rasgando a constituição. Não podemos esperar, sabemos, que tudo seja perfeito, mas a coisa está ruim. E pelas promessas de nossos “políticos”, muito deveria ter sido feito e muito deixará de ser feito: infelizmente conhecemos bem a palavra de nossos “representantes” no poder.

Mas somos teimosos e não perdemos a esperança no futuro. Haveremos de ter sempre essa esperança abençoada que nos impulsiona a viver. E o próximo ano há de ser melhor. Então, estamos impregnados de esperança e de desejo de paz para iniciar o próximo ano. Precisamos iniciar uma nova era, a era da paz, da honestidade, da conscientização, da justiça verdadeira. Utopia? Sonho? Mas o sonho é esperança! Se não tivermos sonhos, o que será da esperança? E o sonho e a esperança podem e devem nos levar à realização.

Pedia eu, em uma outra crônica de fim de ano, que os homens ouvissem os poetas, pois a poesia pode torná-los melhor. É ela que, mais do que outro gênero literário, talvez, retrata os sentimentos e as emoções do ser humano. É ela, a poesia, que aguça a nossa capacidade de amar, de sermos solidários, de preservar a vida e a natureza, de cultivar a paz. Então queria poder me repetir, neste novo início de ano, e falar, novamente, de paz, de esperança, de novos tempos, e não há como falar disso sem falar de poesia. E não há como termos isso sem que trabalhemos para isso. Que a nossa vida possa ter mais poesia e que ela nos ensine, sempre e sempre, mais e mais, a realizar a paz, a viver em paz e a manter a paz. Porque somos o instrumento dela. Como já disse o poeta Drummond, para ter “um Ano Novo que mereça este nome, você tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo. Eu sei que não é fácil, mas tente, experimente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.” Devemos pensar nisso.

E agir. Porque o novo ano deverá ser o melhor. Precisa ser e será, se tivermos convicção disso, se trabalharmos para isso.

Luiz Carlos Amorim
Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 35 anos de trajetória

Ano Novo para rever o que tenho de mais valioso: minha essência

O  fim de ano chegando e com ele as promessas para 2016. São desejos, sonhos e perspectivas que, por mais simples que sejam, podem mudar consideravelmente nossa vida e ir ao encontro da nossa essência. Por que então, sai ano, entra ano, estes propósitos não se transformam em atitude?

Há muito tempo não falava com uma amiga que prezo profundamente. Tinha o firme propósito de ligar para saber como estava, falar sobre a vida…. Porém o propósito não se transformava em atitude. Até que, para a minha felicidade, recebi uma ligação dela.

Fiquei surpresa ao saber que não estava bem, especialmente por conta de uma depressão profunda, seguida da descoberta de que havia se tornado diabética. Momento difícil?

Mesmo com essa situação, percebi sua voz diferente, esperançosa e consciente sobre a mudança e o esforço que teria de fazer a partir de sua nova realidade, para não deixar a “peteca cair”.

Ela disse algo que me marcou muito: Decidi que vou cuidar de mim e rever o que tenho de mais valioso: minha essência. É estranho perceber como as prioridades mudam quando se está na iminência de perder algo que realmente tem valor e que, no meu caso, é a autoestima. O ano novo será o melhor da minha vida!

Exercitar a intuição é algo essencial. Talvez eu pudesse ajudá-la de alguma forma antes. É incrível o quanto temos o “costume” de dar valor para o que tem valor somente quando o perdemos. O tempo é veloz e talvez seja tarde…

E você, quais são suas expectativas? O que pode começar a fazer para tornar seu sonho uma realidade, e suas atitudes em algo concreto? Cada pessoa tem seu jeito de ser e de encarar a vida, seu temperamento e, especialmente, a forma de sentir-se amada, não é?

Veja este caso: A esposa reclamava que há muito tempo seu marido não dizia que a amava, o que a chateava profundamente e até a fazia pensar que realmente o sentimento não existia mais. Ela, uma pessoa sensível, tinha necessidade de ouvir palavras de afirmação para sentir-se amada. Ele, muito prático, pragmático e, como já havia dito um dia que a amava, não via necessidade alguma de dizer isto novamente, já que nada havia mudado. Por outro lado, sentia-se profundamente amado por sua esposa porque ela a servia em suas necessidades, cuidava dele, cozinhava muito bem, tratava seus filhos da melhor maneira possível.. Logo, ele se sentia amado através de formas de servir.

Não sei de que forma você se sente amado, porém enquanto não se tratar com amor, não será possível transformar seus propósitos em atitudes para o novo ano. Quanto mais próximo de sua essência estiver e quanto mais consciência tiver do seu valor – e de que, sim, ele pode se perder em meio à sua história de vida por algum motivo – mais possibilidades terá de realizar seus sonhos, com convicção, força e certeza de que merece o melhor!

Márcia Ribas
Graduada em Comunicação Social e autora do livro “Olhar Avesso – Quando a vida é vista de dentro para fora” pela Editora Canção Nova.

Lutar incansavelmente pela paz

O fantasma das guerras, grandes ou pequenas, de diferentes formas, ainda nos ronda. Então, é igualmente hora de falar, no raiar de mais um ano, na Paz e de lutar por ela, até que seja alcançada, incluída a paz no trânsito, em que os desastres vitimam tanta gente. Um dos perigos que a Humanidade atravessa é a vulgarização do sofrimento. De tanto assistir a ele pela necessária mídia, parcela dos povos pode passar a tê-lo como coisa que não possa ser mudada. Eis o assassínio da tranquilidade entre pessoas e nações quando se deixam arrastar pelo “irremediável”. Ora, tudo é possível melhorar ou corrigir nesta vida, como no exemplo de Bogotá, na redução da criminalidade.
Se, pelo massacre das notícias trágicas, as famílias se deixarem tomar pelo absurdo, este irá tomando conta de suas existências. (…)

Sociedade Solidária e Altruística
Debate-se em toda a parte a brutalidade infrene e fica-se cada vez mais perplexo por não se achar uma eficiente saída, apesar de tantas teses brilhantes. É que a resposta não está longe, e sim perto de nós: Deus, que não é uma ilusão. Inspirado em Jesus, o Apóstolo Paulo dizia: “Vós sois o Templo do Deus Vivo” (Segunda Epístola aos Coríntios, 6:16). João Evangelista, por sua vez, asseverou que “Deus é Amor” (Primeira Epístola de João, 4:8). Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, pelos milênios, vem pacientemente ensinando e esperando que, por fim, aprendamos a viver em comunidade. Trata-se da perspectiva nascida do Seu coração, que é solidária e altruística, firmada no Seu Mandamento Novo: “Amai-vos como Eu vos amei” (Evangelho, segundo João, 13:34), a Lei da Solidariedade Espiritual e Humana, sem o que jamais este planeta conhecerá a justiça social verdadeira.

Num futuro que nós, civis e militares de bom senso, desejamos próximo, não mais se firmará a Paz sob as esteiras rolantes de tanques ou ao troar de canhões; sobre pilhas de cadáveres ou multidões de viúvas e órfãos; nem mesmo sobre grandiosas realizações de progresso material sem Deus. Isto é, sem o correspondente avanço espiritual, moral e ético. A esperança de um futuro melhor é chama que não se apaga no coração perseverante no Bem.

Outro paradigma
Deve haver um paradigma para a Paz. Qual? Os governantes do mundo? Todavia, na era contemporânea, enquanto se põem a discuti-la, seus países progressivamente se armam. Tem sido assim a história da “civilização”… “Quousque tandem, Catilina?” (Até quando, Catilina?). Rui Barbosa (1849-1923), o corajoso Águia de Haia, no entanto, inspirado pela Sabedoria Divina, nos adverte: “Se queres a Paz, prepara-te para a Paz”.

Jesus, o Cristo Ecumênico, o Estadista Celeste, nos apresentou um excelente caminho: “Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos dou a Paz de Deus, que o mundo não vos pode dar. Não se turbe o vosso coração nem se arreceie, porque estarei convosco, todos os dias, até o fim dos tempos” (Boa Nova, consoante João, 14:27). Que tal experimentá-lo?

José de Paiva Netto
Jornalista, radialista e escritor

Energias renováveis, uma solução para o semiárido nordestino

Segundo o IBGE, a região Nordeste do Brasil concentra a maior parte das pessoas abaixo da linha de extrema pobreza – 9,61 milhões ou 59,1%. Destes, a maior parcela (56,4%) vive no campo, enquanto 43,6% estão em áreas urbanas. A região Sudeste tem 2,72 milhões de brasileiros em situação de miséria seguido pelo Norte, com 2.63 milhões, pelo Sul (715,96 mil) e o Centro Oeste (557,44 mil). O contingente de brasileiros que vive em condições de extrema pobreza, 4,8 milhões tem renda nominal mensal domiciliar igual à zero, e 11, 43 milhões possuem renda de R$ 1 a R$ 70, pra esse tecido social, se faz necessário à adoção de políticas públicas, que garanta a transferência de renda, acesso a serviços públicos (saúde e educação), e inclusão produtiva, resgatando esses brasileiros da miséria.

Muitos sertanejos migram para os principais centros urbanos, fugindo da seca, miséria e falta de perspectiva do sertão.

As políticas públicas destinadas a mitigar os efeitos da seca e os desníveis de exclusão social no Nordeste devem priorizar, de imediato, mudanças nos padrões de acesso aos serviços essenciais e aos ativos produtivos proporcionando a população campesina uma vida com maior dignidade. Nessa perspectiva, com ações estruturantes e duradouras, como a exploração de poços artesianos ou profundos, potencial dos recursos hídricos, instalação de dessalinizadores, etc.

Ainda existem alternativas que baseadas em nações em que foram aplicadas, como Alemanha e Portugal (países que visitamos em missão oficial da Frente Parlamentar das Energias Renováveis da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte para conhecer a realidade e trazer aplicações para nosso estado nordestino) geraram benefícios enormes para a economia local. É o caso da produção de energias renováveis.

O Nordeste brasileiro é detentor de um clima propício à produção de energia solar e possuidor dos melhores ventos do continente sul-americano para gerar energia eólica. Na área do Semiárido nordestino há sol durante todo o ano e isso pouco é aproveitado. Com o acesso a tecnologias para gerar energia, através de linhas de crédito criadas pelo Governo, o Semiárido brasileiro pode se desenvolver. Se o sertanejo não pode plantar pela escassez de água, ele pode ter sua própria usina geradora de energia, tanto solar quanto eólica, e vender a energia produzida para o Estado, assim como acontece em outros lugares do mundo. É claro que essa discussão precisa ser realizada e já há profissionais engajados nisso. O Nordeste precisa de uma solução imediata para conviver com essa situação e a produção de energias renováveis utilizando os potenciais naturais da região é uma saída que precisa ser construída, diante das secas constantes. Esse tema é novo, muito amplo e é preciso ser debatido o quanto antes, pois muitos estão à mercê no nosso sertão há gerações e é preciso um basta nessa situação de miséria.

George Soares
Deputado Estadual