sábado , 19 de agosto de 2017
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Qual é o melhor caminho?

Jeronimo Mendes

Caminhante, não há caminho, faz-se o caminho ao andar. Essa frase pertence a Antonio Machado, poeta espanhol que nasceu no século 19 e morreu na primeira metade do século 20. O que eu e ele temos em comum? O fato de ambos gostarem de poesia e de acreditarem piamente nisto: não existe caminho.

Se você tivesse absorvido – vamos chutar alto – em torno de um por cento do conhecimento disponível nos artigos, textos e livros que já passaram pelos seus olhos ou ainda nas aulas, palestras e treinamentos dos quais participou, talvez fosse o homem, ou a mulher, mais rico e inteligente do planeta.

O que está em jogo não é a leitura ou o dinheiro, mas as atitudes que você toma ou deixa de tomar depois de saber como as coisas funcionam ou, pelo menos, como funcionaram para alguns. Com tudo o que você já viu e ouviu até aqui, talvez não precisasse de mais nada, mas quando olha ao redor, ainda lhe falta alguma coisa e você começa a correr atrás de mais conhecimento.

A leitura é uma odisseia, uma viagem pelo pensamento de alguém que compartilhou uma mensagem com base na sua própria experiência pessoal ou profissional, não importa, mas a história é dele, não é sua. Talvez não lhe sirva de modelo. A situação era outra, o contexto era diferente e a história de cada um nem se fala.

Muita gente continua pobre, não apenas de dinheiro, mas, por vezes, de espirito. De nada vale a teoria sem a prática, a prática sem a experiência, a experiência sem a sabedoria, a sabedoria sem a humildade. Todo conhecimento é inútil quando não utilizado em benefício de alguém, ainda que seja de si mesmo.

Assim é na vida pessoal, na vida profissional e nos negócios em geral, portanto, sem desmerecer tudo o que você já viu, leu e ouviu, algumas questões continuam sem resposta: o que eu faço com tudo isto? Qual é o caminho? Quem está certo ou errado? Por que este ou aquele conseguiu e, baseado no mesmo método, eu ainda não?

As histórias servem de inspiração, mas não mudam a sua própria história. Sem iniciativa, esforço e dedicação, elas continuarão sendo apenas exemplos. Ser fã do Elvis não me faz cantar como ele. Entender a vida do Steve Jobs também não. Conhecer todos os passos da riqueza utilizados por Donald Trump não farão de você um milionário.

Antes de publicar o meu livro Manual do Empreendedor, eu entrevistei mais de quarenta empreendedores da Região Metropolitana de Curitiba, entre eles, Oriovisto Guimarães, presidente do Grupo Positivo, Raul Candeloro, fundador da Editora Quantum – Revista Venda Mais e Ronaldo Duschenes, presidente da Flexiv Escritórios de Sucesso. Qual é o caminho? – eu perguntava ao final de cada entrevista. A resposta era sempre a mesma: não existe caminho, eu fui fazendo o caminho à minha maneira.

Existem muitos caminhos, entretanto, qual é o melhor, o menos sofrido, o mais rápido? A maioria das pessoas morre na dúvida, com medo de voltar atrás, antes mesmo de partir, portanto, agora, mais do que nunca, você vai construir o próprio caminho. O amanhã é muito incerto para os planos.

Tem uma ideia? Coloque em prática, estude, compartilhe com pessoas da sua confiança, encontre um sócio, alguém que acredite, teste até encontrar a perfeição, mas lembre-se, feito é melhor que perfeito, portanto, não dá para transferir essa responsabilidade.

Eu trabalhei em nove empresas diferentes, dos catorze aos cinquenta anos, até descobrir que o melhor caminho era abrir a minha própria empresa. Enquanto isto não acontecia, eu continuei caminhando, fazendo cursos, experimentando, batendo cabeça, lendo livros, muitos livros, olhando sempre para frente.

Todas se mostraram um terreno fértil para o aprendizado. Não reclamo de nada e lembro-me de todas as pessoas com carinho, inclusive de chefes tirano que hoje servem de inspiração para meus artigos e livros. Olho para trás com orgulho por ter realizado o melhor que eu podia, dentro das minhas limitações e das limitações que me foram impostas.

Há muito tempo eu deixei de me impressionar com fórmulas prontas que tentam ensinar o caminho que as pessoas devem ou não devem tomar para se tornarem ricas, magras e felizes. O que eu aprendi é que para cada escolha existe uma consequência, ou um preço a ser pago, então, para tornar o caminho mais agradável, eu tratei de aperfeiçoar minhas escolhas.

Pense nisso e empreenda mais e melhor!

Jerônimo Mendes é administrador, coach, escritor e palestrante.

Fernando Pinho – Solidez financeira e longevidade

O tema deste artigo tem sido amplamente debatido e estudado nos últimos 20 anos pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), OMS (Organização Mundial da Saúde), Governos e universidades, principalmente, após a constatação do aumento da expectativa de vida humana e do enfraquecimento financeiro dos sistemas de Previdência Social.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a população brasileira acima de 60 anos saltará dos atuais 23 milhões para 88 milhões de pessoas em 20 anos. Quando isso ocorrer, os idosos serão, aproximadamente, 40% da população brasileira, com pouquíssimas crianças e cada vez menos contribuintes com o sistema previdenciário. Como na Europa.

No caso brasileiro é notória a falta de apetite da população em poupar para um futuro distante. Isso é resultado da inexistência de produtos financeiros adequados para tal finalidade até meados dos anos 90, além de cinco trocas de moedas, hiperinflação, confisco de liquidez (Plano Collor), etc.

Infelizmente, como afirmou o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, “somos uma sociedade de cigarras e não de formigas”. Trabalhando-se pouco e mal, além de descansar em demasiado, pouco sobra para reserva financeira.

Por isso, no Brasil, a compra de imóveis sempre foi priorizada para efeito de acumulação de riqueza. De acordo com um artigo do estrategista de investimentos pessoais, Aquiles Môsca, entre 95% e 97% dos aposentados não possuem independência financeira.

Não conseguem arcar com seus gastos fixos e variáveis com recursos próprios. Dessa forma, alguns seguem trabalhando, outros dependem de filhos e familiares, e muitos reduzem seu padrão de vida e consumo. Na maioria dos casos, o que ocorre é uma combinação dos três fatores.

Hoje, os brasileiros podem poupar para o futuro sem medo, pois o sistema financeiro nacional está apto a ofertar produtos seguros, além de estar muito sólido.

Há produtos financeiros adequados a todos os patamares de renda: caderneta de poupança (que pode também funcionar como conta remunerada para gastos de curto prazo), VGBL, PGBL, CDBs, fundos diversos, fundos estruturados para clientes de alta e altíssima renda e ações. O importante é começar o quanto antes para aproveitar as benesses da capitalização de juros compostos.

Quem está na faixa dos 40 anos precisa pensar com carinho no assunto. Planejadores financeiros orientam que a partir dessa idade o foco dos gastos migre do consumo para a formação de poupança, já que a vida útil para acumular patrimônio financeiro visando um período digno de “pós-aposentadoria” é menor. Criar as chamadas rendas passivas, que independem do trabalho.

A terrível tríade que assola a maior parte da população brasileira deve ser evitada a todo custo: estar velho, doente e sem dinheiro. A leitura dos livros “Pai Rico, Pai Pobre”, de Robert Kyosaki (leitura agradável para iniciantes ao assunto) e “O Valor do Amanhã”, do economista Eduardo Giannetti, pode ajudar a melhorar a compreensão do assunto. Afinal, nunca é tarde para refletir! Nem para começar a poupar dinheiro.

*Fernando Pinho é economista e consultor financeiro da Prospering Consultoria.

Sobre Fernando Pinho
Fernando Pinho, 60 anos, natural de Bauru (SP), é economista e consultor financeiro com vivência em importantes mercados nacionais e internacionais. Em suas análises relaciona estatísticas, matemática financeira, ciência política e história econômica para tratar de realidades complexas que impactam no cenário econômico do Brasil e do mundo. Fernando gosta de trabalhar em cenários econômicos amplos, mostrando causas e consequências de como a economia afeta diretamente a vida de todos, considerando diversos assuntos e variáveis, como Geopolítica, Política Partidária, Política Monetária, Política Câmbial, Ideologias Econômicas, Psicologia do Consumidor, fenômenos e aspectos da globalização. Formado em Economia pela ITE – Instituição Toledo de Ensino (Bauru-SP), Fernando é Pós-graduado em Psicologia Econômica pela PUC SP e Mestre em Finanças pela Universidade Mackenzie.

Combater drogas e alcoolismo

José de Paiva Netto

É desde cedo que se aprende como é ingrato o destino que as drogas e o álcool apresentam às criaturas. As lamentáveis consequências saltam aos olhos de todos. Basta ver quantas vítimas no trânsito, a infelicidade no seio das famílias, os altíssimos custos que acarretam ao sistema de saúde. Apenas para citar o álcool, segundo o Ministério da Saúde, estima-se um número de dependentes entre 10% e 15% da população mundial.

As iniciativas que têm por finalidade tratar humanamente dos que caíram nessas armadilhas do vício ou cuidar da prevenção contra esses males merecem todo o apoio e incentivo. Combater o que faz mal às pessoas é também legítima caridade.

Lei seca mais rígida

É providencial a nova Lei Seca no Brasil que entrou em vigência em 2012. Segundo a assessoria de comunicação do Departamento Nacional de Trânsito (Detran), são regras mais severas com o propósito de reduzir as mortes e os acidentes de trânsito provocados pelo consumo de álcool.

Em 29 de janeiro de 2013, no Diário Oficial da União, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou a Resolução 432/13 que estabelece, conforme notícia da “Agência Brasil”, diretrizes para o cumprimento da Lei Seca mais rigorosa: “Se o teste do bafômetro apontar marca igual ou superior a 0,05 miligrama de álcool por litro de ar, o motorista será autuado, responderá por infração gravíssima, pagará multa de R$ 1.915,40, terá a carteira de habilitação recolhida, o direito de dirigir suspenso por 12 meses, além da retenção do veículo. Antes, o limite era 0,1 miligrama de álcool por litro de ar”.

Do respeito a essa Lei dependem vidas humanas. Quanto sofrimento poderá ser evitado!

Jornalista, radialista e escritor.

Luiz Augusto Pereira* – O avanço tecnológico implica mudança cultural

Luiz Augusto Pereira* – O avanço tecnológico implica mudança cultural

O avanço tecnológico suscita correspondentes mudanças de hábitos, transformações na cultura, serviços, compras e no modo de interação da sociedade. Não é saudável resistir às transformações, pois isso significa estar em descompasso com o próprio tempo.

Ao fenômeno no qual novos produtos ou processos extinguem sistemas, empresas e itens obsoletos, o economista austríaco Joseph Schumpter chamou de destruição criativa, em seu livro Capitalismo, Socialismo e Democracia. Exemplos não faltam: fax, máquina de escrever, agendas eletrônicas, lista telefônica…

Dentre as conquistas tecnológicas que mais impactaram os costumes e a cultura da humanidade, incluem-se, com certeza, a internet e todas as possibilidades e facilidades que ela viabilizou para melhorar a vida das pessoas. Abrangendo a agilidade da comunicação interpessoal, o acesso a informações em tempo real, compras, pesquisas, contratação de serviços, locação virtual de vídeos e filmes e controle da conta bancária, a Web transformou o mundo e a vida das pessoas.

Em termos de mobilidade urbana, não foi diferente. Sabemos que, com dispositivos móveis, principalmente o celular, temos uma série de aplicativos que nos ajudam a encontrar os melhores caminhos, fugir do trânsito e verificar as mais adequadas linhas de ônibus e trens para se chegar ao destino desejado. Esse ganho específico da internet é particularmente importante nas grandes cidades, onde a locomoção segue sendo um desafio instigante. Não se pode imaginar, nos dias de hoje, alguém consultando um guia impresso de ruas.

Nessa onda de inovação que influencia o modo de pensar e agir, surgiram os aplicativos para se chamar táxis. São muitas as opções. No mundo todo, nas mais modernas e importantes metrópoles, não param de surgir alternativas para o transporte das pessoas, desde os táxis convencionais, até serviços mais diferenciados na categoria de transporte de passageiros, como o Uber ou Meleva.

Trata-se do típico exemplo de uma inovação que veio para substituir sistemas arcaicos. Os motoristas que gerarem maior valor para os consumidores e prestarem os melhores serviços prosperarão, ao passo que aqueles que forem incapazes disso deverão dedicar-se a outras profissões.

Como se pode observar no noticiário internacional, essas inovações da mobilidade urbana ainda não são unanimidade. Países como os Estados Unidos já regulamentaram o uso da tecnologia em vários estados. Na América Latina, o México é o único país a ter regulamentado o Uber. Na Europa, o assunto ainda gera polêmica.

No Brasil, assistimos à enorme resistência dos taxistas e seus sindicatos à operação de serviços diferenciados de transporte propiciados pelo mencionado aplicativo. A atitude reacionária, lamentavelmente, não se limitou aos protestos e à mobilização contra as novidades. Têm ocorrido cenas de violência e agressão, incompatíveis com o país civilizado que todos almejamos.

Não só nesse caso da mobilidade urbana, que é decisiva para a qualidade da vida nas grandes cidades, como nas relações trabalhistas em geral, nos serviços e em todos os segmentos, não se justifica mais o caráter reacionário de feudos sindicais. Assim como o setor de telefonia, que, com sua abertura, experimentou nos últimos anos avanços inimagináveis, os taxistas passam a ser um bom exemplo de que precisam adequar-se ao novo e se modernizar.

É bom para eles e melhor para seus usuários. Presos ao passado, ficarão para trás. Somente terão um passageiro quando alguém os procurar para ir a uma agência dos Correios para postar uma carta, numa viagem sem volta a um tempo que já acabou!

*Luiz Augusto Pereira de Almeida é diretor da Fiabci/Brasil e diretor de Marketing da Sobloco Construtora.

Luiz Carlos Amorim – Nosso planeta terra

Luiz Carlos Amorim – Nosso planeta terra

O ano de 2016, infelizmente, não começou nada bem. Não falo nem na corrupção, na impunidade e no descaso à saúde, à segurança, à justiça, etc, coisas que também precisamos combater. Então por quê? Por causa do tempo, das tempestades, da natureza? Não, por causa de nós mesmo, por nossa culpa, nós, seres humanos. As enchentes, ventos e calor inclemente são apenas consequências. Se não respeitarmos a natureza, ela também não terá como nos devolver respeito e segurança. É uma troca natural e justa. Então, temos que ter responsabilidade e esperança.
Temos que fazer deste ano o ano da conscientização e do propósito de cuidar do nosso lar, cuidar do nosso planeta Terra, que até aqui só fizemos tentar matá-lo. E ele está estertorando. Então, este ano terá que ter a marca da renovação, da certeza de que podemos mudar, de que podemos provocar mudanças em nós e no próximo, de que essas mudanças precisam começar e podem trazer, oxalá, condições de vida melhor para todos se tivermos um planeta mais vivo, mais saudável, com o meio ambiente e a natureza protegidos.
E essa esperança de um futuro melhor, sem poluição do ar do nosso planeta, da água, do mar e do solo, vai nos trazer uma coisa não menos importante: a paz. Precisamos plantar, cultivar e disseminar a paz, sem a qual todo o resto, até a esperança, será em vão. E sabemos que nós somos o instrumento da paz, os construtores da paz, os responsáveis pela sua existência e permanência.
Não podemos contar com uma transformação instantânea, com a correção dos erros do passado em um piscar de olhos. Mas precisamos começar. Com urgência. Temos que participar da renovação, com solidariedade e honestidade, fazendo cada um a sua parte.
Nossa sociedade está imersa em uma era de corrupção, de roubalheira e mentiras e precisamos redirecionar essa energia para o cuidado necessário que temos de ter com o nosso pequeno mundo, entrando em uma nova era, esta de transparência e verdade. Impossível? Este é o ano da esperança e da realização, não haverá esperança se não tentarmos construir um futuro melhor. Temos que trabalhar e contribuir para que a natureza seja nossa aliada, neste caminho para a paz, e não nossa inimiga. Temos que parar de desafiá-la e protegê-la. Precisamos nos unir a ela para salvar nosso planeta.

Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor, fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 35 anos de existência, Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Júlio César Cardoso – O império da corrupção

Júlio César Cardoso – O império da corrupção

O equívoco do eleitor que vota em corrupto sob a justificativa de que ele “rouba, mas faz” continua a prevalecer nas eleições nacionais, e as consequências maléficas são bem conhecidas em todo o quadrante nacional, principalmente na escolha de nossos prefeitos e governadores.

A virose corrupta do país, além da dengue, chikungunya e do vírus zika, causador da microcefalia, chama-se PT e toda a sua cúpula partidária. O seu projeto político de dominação das instituições através de manobras solertes visando a sua perpetuação no poder foi abortado, a partir do processo do mensalão. O petrolão foi apenas uma continuação da jornada corrupta do PT.

A quantidade de políticos do PT, do baixo ao alto clero, envolvido em falcatruas, é uma realidade inquestionável. Mas isso não punge a consciência de seus parlamentares e nem de seus empedernidos eleitores.

Vejam que vergonha nacional: (1) Lula um exemplar corrupto, agora está sendo desmascarado. Era pobretão e hoje ostenta o patamar superior da elite brasileira, a mesma elite da qual ele, Tarso Genro e outros petistas hipócritas e parlapatões tanto tiravam sarro e achincalhavam; (2) Dilma, um poste inventado por Lula, não teve competência nem para administrar as suas lojinhas de artigos R$ 1,99, fechadas em Porto Alegre. Ela afundou o Brasil, usou pedaladas fiscais para promover a sua reeleição, cometendo crime de responsabilidade, sobejamente atestado por decisão unânime do TCU, que reprovou as suas contas. Como presidente do Conselho da Petrobras, Dilma sabia do que se passava na estatal, juntamente com o astucioso Lula da Silva, beneficiando-se de dinheiro ilícito da empresa para a sua campanha política, e agora não quer assumir responsabilidade.

Causa hilaridade o governo se socorrer de 30 juristas petistas para responder à petição impetrada por Hélio Bicudo (fundador do PT) e pelos professores de Direito Miguel Reale Júnior e Janaina Paschoal acerca do crime de responsabilidade praticada por Dilma Rousseff.  Ademais, qualquer estudante de Direito sabe que Dilma cometeu crime de responsabilidade. Mas nem as maquinações do PT  e da base de apoio impedirão a sua cassação, mesmo que o parecer do ministro Luís Roberto Barroso, “um puxadinho do PT no STF”, tenha trazido embaraços à Câmara Federal para a defenestração da presidente da República.

Senhores, o país atravessa um momento político delicado em que o PT tenta se safar das estripulias cometidas. De um lado está a patética mandatária do país, que se equilibra como pode para não cair e ensaia aplicar o conto do vigário na população ao pretender ressuscitar a CPMF para pagar os erros de seu desastrado governo. Do outro lado, o ex-presidente Lula está sendo convocado pela Justiça para explicar a sua relação promíscua com empresários envolvidos na Operação Lava-Jato, bem como o seu patrimônio econômico dissimulado em sítio (Santa Bárbara, em Atibaia-SP) e cobertura (Edifício Solaris, em Guarujá-SP), cuja propriedade é negada por Lula. Aliás, impressiona como Lula tem amigos que lhe franquiam viver de benesse, inclusive a sua família.

Assim, quando se espera que parlamentares usem a tribuna para defender os interesses da nação, eis que no Congresso Nacional políticos petistas e da base de apoio se revezam para defender o falso demiurgo Lula como se ele estivesse acima da lei ou vivesse em estado de anomia.

Júlio César Cardoso

Bacharel em Direito e servidor federal aposentado

Balneário Camboriú-SC

Tomislav R. Femenick – Um fio dental branco

Tomislav R. Femenick  – Um fio dental branco

Seu nome era Charles Joseph de Barros, mas como morava na casa 33 de um conjunto residencial de classe média-média, todos o chamaram de Carlinhos do 33. Era boa praça. Casado com Terezinha (uma boazuda que usava minissaias e decotes generosos e que deslumbrava a fauna masculina da vizinhança), com quem tinha dois filhos ainda pequenos, o Junior e a Doroti.

Logo, logo ele era o dentista da maioria dos moradores do conjunto, pois era cômodo para todos: seu consultório era em sua casa. Só as fofoqueiras e esquisitas irmãs Almeida, solteironas que moravam em frente à sua casa, não eram suas clientes. Elas usavam dentadura e diziam que tinham duas de reserva.

Com menos de seis meses de inaugurado o Conjunto Residencial Village de Paradise, estava criado o costume de alguns casais se reunirem aos domingos, em torno de um churrasco e de umas cervejas – mais das cervejas que do churrasco. Embora entre as mulheres não houvesse nenhuma feia, Terezinha era a única que deslumbrava. E naquele seu biquíni fio dental branco…

Era de enlouquecer qualquer um. Não tardaram a acontecer cenas de ciúmes. Primeiro, discretos beliscões das outras mulheres nos seus respectivos maridos. Depois, discussões abertas, xingamentos e brigas quase feias. Justiça se faça, Terezinha do 33 nunca deu motivos para nada. Sempre ficou no seu lugar, se comportando muito bem.

O diabo era o fio dental branco; que nem era excessivamente cavado mas, mesmo assim, deixava as nádegas e as coxas quase que totalmente expostas à imaginação dos marmanjos. Por imposição das mulheres dos outros maridos, as reuniões em torno das cervejas e do churrasco foram se espaçando, até que findaram.

A mudança não foi só essa. O dentista passou a ser cerimonioso com os vizinhos, que não mais o chamavam de Carlos do 33. Agora era Dr. Carlos, quando não Dr. Charles. Sua mulher, de Terezinha do 33 passou para Dona Terezinha. Não se sabe se por causa disso ou do abandono das domingueiras, o fato é que muitos dos clientes voltaram aos seus antigos odontologistas.

Até as crianças da casa 33 foram atingidas. Se antes iam para a escola cada dia da semana no carro de uma das mães dos seus colegas, passaram a ir todos os dias sozinhos no carro dos seus pais. A verdade é que o Conjunto Residencial Village de Paradise, se não ficou triste, ficou menos alegre.

Quando houve uma festa na escola, embora tivesse prometido aos seus filhos que iria, Dona Terezinha não foi, apenas deixou as crianças na porta da escola. A tardinha, no começo da noite, na hora da volta para casa, ela também não apareceu. Telefonaram para o pai e ele os foi buscar. Chegaram em casa e nenhum sinal da esposa e mãe exemplar.

Quando a noite já tinha se firmado, o Dr. Charles ligou para a polícia. Um investigador foi até a sua residência. Ficaram ligando para os parentes e amigos, tomando cerveja, esperando mais um pouco para ver se a desaparecida aparecia. Quando o policial perguntou se o marido não tinha desconfiado de alguma escapadela da esposa, a insinuação foi repelida prontamente.

Lá para as tantas, só para manter a conversa, Charles disse que tinha encontrado uma carta anônima em seu carro, criticando as saias curtas e o jeito de andar de sua mulher. Coisa sem importância. Meia noite, e nada. Então o alarme foi dado.

Dois meses depois, o coveiro de um cemitério vizinho do Village, foi aprontar uma cova que se pensava vazia e lá achou o corpo de Dona Terezinha, já em adiantado estado de decomposição. A aliança, as roupas e as lentes de contato é que serviram para identificar o cadáver. A notícia saiu nos jornais e nos noticiários das rádios e da TV, com comentários os mais disparatados possíveis.

Logo o condomínio se transformou em uma colmeia de diz-que-diz. Entre outras coisas comentavam que, “se expondo daquele jeito, ela estava procurando sarna para se coçar”, “que sendo o que era, só podia dar no que deu” etc. Estranhamente só as irmãs Almeida – as fofoqueiras oficiais do pedaço – ficaram alheias a todos os rumores. Até evitavam conversar sobre o assunto.

Como o marido tinha álibi para todo o dia em que sua mulher desapareceu e ninguém tinha visto a falecida sair de casa (o carro do casal ficou na garagem desde a hora em que ela chegou da escola, onde foi levar os filhos, até quando o seu marido os foi buscar), era um mistério. Então apelaram para o escrivão Pereira, um especialista em casos desconcertantes.

A solução foi fácil. Removendo a terra da sepultura onde estivera o corpo de Dona Terezinha, o escrivão encontrou uma dentadura superior quebrada e restaurada e que tinha uma peculiaridade: um dos dentes frontais era mais escuro que os outros, igualzinho à dentadura superior que uma das irmãs Almeida usava e não usa mais.

Tudo isso veio à tona com uma simples conversa de Pereira com as irmãs que, diga-se de passagem, não aguentavam mais guardar tanto segredo; tinham que contar a alguém. Aconteceu o seguinte, disseram: dona Terezinha ouviu um barulho no carro do casal. Foi ver o que era e se deparou com as irmãs Almeida colocando mais outra carta anônima para seu marido.

Antes que ela pudesse fazer qualquer coisa, uma das irmãs pegou uma pá que estava no jardim e com ela golpeou a cabeça da mulher do dentista que, ao cair, bateu com a nuca na quina do batente da varanda e morreu. Como era cedo da noite, ninguém viu. Colocaram o corpo em um carinho de mão, o levaram para o cemitério vizinho do condomínio e o enterraram em uma cova que estava aberta. Um acesso de tosse fez a irmã mais velha perder a dentadura dentro da sepultura improvisada.

O Brasil está andando pra trás

J.A.Puppio

Em todos os sentidos e de todas as maneiras, não é apenas na economia que o Brasil está andando pra trás. Isso ocorre também na gestão pública, na educação, no nível de saúde, na qualidade de vida. Estamos parecendo caranguejo. Na década de 60 e 70 o Brasil chegou quase a exterminar o “Aedes” e hoje o “Aedes” coloca o Brasil de joelhos.

Além da queda do PIB – Produto Interno Bruto, sabemos que todos nossos índices estão em queda. Tivemos nossa desclassificação de “bom pagador” por 3 das 4 agências de classificação. Mas o que o Brasil chegou ao topo foi na carga tributária e na taxa de juros,  que de 2002 a 2015 dobraram de tamanho.

Como pode um país de dimensões continentais, o 5º em extensão maior do mundo, com uma população interna de 200 milhões conforme o IBGE, andar pra trás?

No mundo atual somente dois países andam pra trás, Cuba e Venezuela, sendo  que Cuba  em 1958 foi o maior produtor mundial de açúcar, hoje somente consome açúcar com a doação do Brasil, pois após os Castro dominarem Cuba é dependente da doação brasileira de açúcar.

A Venezuela que chegou a ser o 3º maior país produtor de petróleo, hoje depende de doações do Brasil para gerar os alimentos e remédios.

Somente o mercado interno poderia ser o principal suporte da atividade econômica pois nossa população de 200 milhões seria o suficiente.

Ocorre que, o país sem liderança inteligente e vontade política,  onde temos uma classe que somente visa o poder, ficando o  povo sem opções, sendo que os dirigentes somente enxergam seus bolsos, se esquecendo da saúde, educação e outros, deixando o povo sem rumo e o  “desemprego” como única alternativa .

Há alguns anos, chamou-se a atenção a carência mundial em madeira de lei e a abundância do solo brasileiro para suprir mundialmente esta commodity. Temos hoje  mais de 8 milhões de km² de solo bom para plantio de madeira de lei e o mais importante não temos neve, vulcão, terremotos. Temos  sim 360 dias de sol por ano.

Quando estudamos,  vemos  que a Alemanha, cuja extensão territorial e as condições climáticas são infinitamente menores e piores que no Brasil,  hoje  é  a maior exportadora de madeira de lei e industrializada do mundo. Quando sabemos disso ficamos com uma sensação de que existe alguma coisa muito “errada” com a classe política brasileira, que não sabe nada do comércio mundial.

O Brasil inteiro sabe que o Brasil possui aproximadamente 8,5 milhões de propriedades rurais com extensão acima de 20 alqueires; se o governo fizesse um pequeno esforço para que 10% destas propriedades produzissem madeira de lei (mogno) em 15 anos poderíamos ser um dos maiores exportadores de madeira de lei do mundo, o crescimento do nosso PIB poderia se duplicar se a coisa fosse bem feita.

Os países do hemisfério norte precisam de 40 anos para se ter a madeira de lei no ponto de corte, sendo que no Brasil somente necessita de 15 anos.

Como exemplo podemos citar o preço de 1m³ de madeira de lei hoje vale US$3400,00.

Além de poder trazer um enorme desenvolvimento agrícola também traria um belo desenvolvimento no setor de manufaturados, com uma geração de empregos jamais vista no Brasil.

* J. A. Puppio é empresário, diretor presidente da Air Safety e autor do livro “Impossível é o que não se tentou”

A História sempre acerta

 Fernando Rizzolo

Neste carnaval não fui viajar, fiquei por aqui pensando que fosse encontrar a cidade vazia, mas, qual nada! Blocos e mais blocos de rua estavam por todo lado, sem talvez dar-se conta de que terminavam por enfeitar a cidade de alegria, como há muito tempo não se via. Pus-me, então, a refletir sobre os antigos carnavais, nas coisas bonitas do passado e que estão surgindo naturalmente nos dias de hoje. A história em si, como vivência do mundo, em termos de experiências, é algo maravilhoso. É claro que devemos olhar para o futuro, mas, o engraçado, é que quanto mais se olha para frente, mais enxergamos o que a história nos mostrou.

Dizem alguns que pensar muito no passado significa excesso de melancolia, depressão. Da mesma forma, pensar muito no futuro sugere excesso de ansiedade. Tenho que discordar. Talvez a teoria até corresponda às visões individualistas, mas num contexto macrossocial, o que vemos é que muito aprendemos com o que o passado tem para contar.

Outro dia fiquei apreensivo em saber que aqui em São Paulo algumas livrarias estão vendendo um livro repleto de ódio, escrito por Hitler, o Mein Kampf. Escrita em 1924, a “obra” entrou em domínio público. Constituída por um misto de memórias com o projeto político do ditador mais odiado do mundo, é uma verdadeira “bíblia nazista”.

Então, observem o que a história nos mostra: depois de tudo o que ocorreu na Alemanha, onde seis milhões de judeus e outras etnias foram exterminadas, a faísca pretensamente intelectual contida neste livro ainda produz suspiros em grupos neonazistas e simpatizantes. Podemos, portanto, através desta conclusão, dimensionarmos o perigo da venda dessa péssima leitura.

A história, entretanto, também nos remete a coisas boas. Neste mês surgiu um marco para a física e a astronomia: cientistas de vários países anunciaram ter detectado ondas gravitacionais. Essas ondulações do espaço-tempo comemoradas agora foram previstas por Albert Einstein há um século. Imaginem como, há mais de cem anos, com parcos recursos tecnológicos, um cérebro humano como de Einstein foi capaz de comprovar algo que só agora, e com a tecnologia atual, está se confirmando.

O saldo pós-carnaval, então, aponta que, no hoje, temos um encontro entre passado e futuro: antigas e alegres manifestações, como a dos blocos de rua, ainda resistem. Do passado, a vibração de velhos temores chegam pelo clássico destruidor Mein Kampf. O futuro se anuncia com as ondas gravitacionais longínquas do tempo e do espaço, confirmadas por cientistas. Assim, uma perfeita e contraditória relação entre o passado e o futuro se desenrola. O ser humano alegre como o carnaval tradicional, um livro que pode ser uma arma ideológica perversa no futuro (aliás, sua venda pela Justiça já está proibida em alguns estados do país), e a confirmação de uma teoria secular de Einstein.

Amigos, nunca a história abraçou tantos tempos. Portanto, olhar o passado e analisar seus desdobramentos para o futuro é bom para humanidade. Tão bom, posso arriscar, quanto as marchinhas antigas e blocos que atrapalham o nosso trânsito, mas desobstruem a nossa falta de esperança.

 Fernando Rizzolo é Advogado, Jornalista, Mestre em Direitos Fundamentais e Professor de Direito.

Luiz Gonzaga Bertelli* – Vocação filantrópica

Profundo amor à humanidade, desprendimento e generosidade são alguns dos sinônimos encontrados nos dicionários de língua portuguesa para o verbete filantropia.  Poderíamos acrescentar mais alguns, como assistência, acolhimento e caridade.

Em resumo, são atividades que buscam valorizar, acima de tudo, o ser humano. Essas ações sociais norteiam o CIEE desde sua fundação, há 52 anos, quando um grupo de empresários, educadores e profissionais liberais criaram uma entidade filantrópica de assistência social para facilitar a inserção dos jovens no mercado de trabalho.

As atividades do CIEE cresceram. Assim como as demandas sociais, principalmente em áreas de vulnerabilidade social, onde os jovens encontram poucas oportunidades para se inserir no mercado de trabalho.

Foi por enxergar essas dificuldades que o CIEE infiltra suas raízes nas periferias das grandes cidades com programas que visam trazer cidadania, com protagonismo e autonomia, à população mais carente.

Um desses trabalhos relevantes são os cursinhos pré-vestibulares que mantém na zona leste de São Paulo, em parceria com comunidades locais. O programa já facilitou a entrada de centenas de jovens em universidades concorridas.

O CIEE também leva seus serviços à periferia com postos-volantes montados e nos Centros de Educação Unificados (CEUs), da prefeitura de São Paulo, ou em áreas de grupos sociais que atuam nessas localidades, como a Fundação Cafu, no extremo sul da cidade.

Essas ações possibilitam que os jovens de áreas de vulnerabilidade social façam seu cadastro e sejam encaminhados para oportunidades de estágio e aprendizagem oferecidas por empresas, entidades e órgãos públicos parceiros.

Os postos-volantes também levam serviços de orientação profissional e jurídica para os jovens e suas famílias, valorizando assim o acesso à cidadania.

Recentemente o CIEE fechou uma parceria com o Centro de Acolhida Especial para Mulheres Imigrantes, mantida em convênio entre a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social e a Associação Palotina, no bairro da Penha, para montar uma oficina de orientação profissional para que as refugiadas abrigadas busquem uma vaga no mercado de trabalho.

Com informações sobre como se portar em uma entrevista para emprego, como fazer um currículo, o que é uma dinâmica de grupo, entre outras orientações, elas mostram mais otimismo de buscar uma nova vida no país que as acolheram, geralmente vítimas de violência política ou mesmo familiar.

A rede de filantropia, mantida pelo CIEE, que auxilia entidades e o poder público no atendimento a segmentos vulneráveis, chega hoje a 17 organizações filantrópicas, entre elas a Santa Casa de Misericórdia, Fundação Dorina Nowill para cegos e o Instituto Tecnológico Diocesano.  É um trabalho que desperta a verdadeira vocação do CIEE, de acolhimento, assistência e valorização do ser humano.

*Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE, do Conselho Diretor do CIEE Nacional e da Academia Paulista de História (APH).