sexta-feira , 23 de junho de 2017
Home / Artigos (page 20)

Artigos

Crise? Desânimo? Medo? Reinvente-se para encarar 2016!

Preciso confessar que tenho me espantado com o desânimo que vem tomando conta de inúmeros profissionais, líderes e até de muitas empresas. Diante desta severa crise que assola o País, todos têm adotado uma postura medrosa e covarde (desculpe-me pela franqueza) para enfrentar os incríveis desafios que vêm pela frente.

Quando questiono estes profissionais e líderes sobre o que eles têm feito para enfrentar esta crise e aproveitá-la para criar novos processos e ideias, que permitam gerar crescimento, muitos deles dizem que vêm fazendo muito pouco ou quase nada.

Ou, ainda quando o fazem, agem de forma equivocada. Reduzem ou eliminam investimentos em áreas fundamentais, como Pesquisa e Desenvolvimento & Treinamento, áreas que têm importância nevrálgica na construção de uma empresa cada vez mais competitiva, sustentável no longo prazo e pronta para os desafios. Tudo isso num momento em que temos clientes mais exigentes e bem informados, além de concorrentes cada vez melhores.

Ora, todos já sabemos que a crise é real e severa! No entanto, quando nos deixamos dominar pelo negativismo que nos cerca de todos os lados, as boas ideias, tão necessárias para prosperar em tempos bons e em tempos ruins, encontram uma dificuldade muito maior para surgirem, fluírem e, efetivamente, se transformarem em novas práticas e novos processos que incrementem a boa capacidade de execução.

Por isso mesmo eu quero lhe provocar a se reinventar como profissional e a reinventar a sua organização!

E este “processo de reinvenção” passa por três pilares que considero absolutamente essenciais:

1. Propósito: aproveite este momento de crise para revisitar o seu propósito pessoal e também o propósito real de existência da sua empresa. Diante de clientes cada vez mais exigentes, bem informados e muito mais orientados, ávidos a se relacionarem com organizações com as quais verdadeiramente se identifiquem e que genuinamente se interessem em bem lhes atender e encantar, ter um propósito grandioso é mais do que nunca fundamental!

Empresas com propósito real e bem definido têm um poder quase que magnético para atrair novos e talentosos profissionais e, consequentemente, inúmeros novos clientes.
Elas também têm uma facilidade muito maior em se aproximar e melhor entender as necessidades existentes – e, principalmente, as não existentes – do seu público-alvo. E, além disso, geram muito mais valor a todos os stakeholders a ela conectados (clientes, fornecedores, investidores e à sociedade em geral).

Pego aqui emprestado um precioso ensinamento do excelente livro “Propósito”: “Quando o propósito guia, o lucro acompanha”.

Mãos à obra: revisite ainda hoje o seu propósito e o propósito de existência da sua empresa!

2. Performance: incremente o quanto puder seus processos, dando ênfase à criação de uma empresa que tenha uma cultura de alta performance, que seja coesa em torno de seu propósito e que tenha uma visão inspiradora de longo prazo.

E, por alta performance, entenda-se uma organização que tenha metas claras em todas as áreas e que privilegie a meritocracia. Isso só se faz possível com uma cultura obsessivamente focada na boa execução, buscando de forma incansável aumentar a produtividade ao fazer cada vez mais com cada vez menos.

Coloque em prática a partir de já a “estratégia dos 3 Ms”: em 2016, faça mais (maiores vendas, melhores margens etc.),  com menos (menos recursos) e melhor que seus concorrentes.

3. Pessoas: para reinventar uma empresa é fundamental investir nas pessoas. E, para se reinventar, é crucial investir em você mesmo.

Quando falo em investir em pessoas e em você mesmo me refiro ao investimento vigoroso nas habilidades relacionais (chamadas de “soft skills” e que têm mais ligação às atitudes, aos comportamentos e à chamada e cada vez mais valorizada Inteligência Emocional ou QE – Quociente Emocional) e nas habilidades técnicas e intelectuais (chamadas de “hard skills”, que possuem maior ligação ao conhecimento técnico, aos treinamentos formais e ao conceito de QI – Quociente Intelectual).

QI (Quociente Intelectual) + QE (Quociente Emocional) é a “fórmula de sucesso” que lhe permitirá brilhar ainda mais em tempos desafiadores.

Propósito, Performance e Pessoas: eis os três pilares essenciais para se reinventar e para reinventar sua organização neste 2016. Quem não mudar, ficará para trás!

Reinvente-se!

* José Ricardo Noronha é vendedor, palestrante, professor, escritor e consultor. Formou-se em Direito pela PUC/SP e tem MBA Executivo Internacional pela FIA/USP. Possui especialização em Marketing, Empreendedorismo, Empreendedorismo Social e Vendas pela Owen Graduate School of Management e é Professor dos MBAs da FIA. É autor dos livros “Vendedores Vencedores” e “Vendas. Como eu faço?”. www.paixaoporvendas.com.br

Jaques Grinberg – Compras no Exterior deixam de ser vantagem para Brasileiros

Muitos brasileiros deixaram de fazer compras no Exterior durante as viagens de férias ou mesmo através de sites pela alta do dólar e as novas regras do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), onde a taxa pode chegar até 6,38% para compras com cartão de crédito, cheques viagem, cartões pré-pagos internacionais e 0,38% para compra de dinheiro estrangeiro, em espécie, no Brasil. Lembrando que as novas regras do IOF foram anunciadas no final de 2013 e poucos conhecem.

Com o dólar acima dos quatro reais, os preços estrangeiros convertidos estão muito próximos aos do Brasil, com diferenças pequenas.  No caso de um iPhone 6S, por exemplo, a diferença é de menos de 20%, sendo que um dia já foi de 50%. Veja o exemplo: no site da Apple do Brasil custa a partir de R$ 3.599,10 à vista com 10% de desconto. No site dos Estados Unidos custa a partir de U$ 649,00 + U$ 45,43 de taxa na Florida (imposto) que equivale a R$ 2.847,16 + 6,38% de IOF = R$ 3.028,81 (base de R$ 4,10 por U$ 1,00).

Ainda temos a tributação de 50% do valor do produto para compras acima de U$ 500,00 que devem ser somados. Com a nova regra é permitido trazer um, celular, uma câmera e um relógio acima desta cota, mas atenção! É um item de cada e devem estar fora da caixa e usados.

Dica: Se você pretende comprar um iPhone no Exterior, deixe o seu usado no Brasil e compre nos primeiros dias de viagem e use-o. Faça o mesmo com relógio e camera fotográfica. Caso contrário, estará sujeito a pagar o imposto. Um iPhone 6S com a tributação custará R$ 4.543,21 (mais de 20% do que o custo no Brasil).

Está complicado comprar no Exterior!

Para comprar através de sites estrangeiros, também pode não compensar. Até U$ 50,00, compras feitas por pessoa física são isentas de impostos. Para compras acima de U$ 50,00 ou feitas por pessoas jurídicas (empresas), terá a taxação de 60% mais o ICMS do Estado que pode variar entre 18% e 25%. Não esqueça do IOF no valor de R$ 6,38 para compras com cartão de crédito. Parece um absurdo! E é! Na dúvida se vale a pena ou não comprar em sites estrangeiros, faça as contas. O site www.tributado.net oferece uma calculadora para um valor estimado não considerando os limites e isenções previstos em Lei.

Em resumo é importante avaliar antes de comprar para não ter surpresas no final. E lembre-se, a Receita Federal está intensificando a fiscalização para viajantes e compras feitas por sites estrangeiros.

Sobre Jaques Grinberg: Empreendedor, coach, palestrante, consultor e sócio em quatro empresas. Conhece na prática as dificuldades de crescer e manter um time qualificado e motivado. É considerado o maior especialista em coaching de vendas do Brasil e um dos palestrantes mais requisitados. Autor do livro 84 Perguntas que Vendem, um livro prático e interativo que traz técnicas e ferramentas do coaching de vendas para todos os profissionais e segmentos.

Cecília Costa – Escute seu coração! Será que chegou a hora da mudança?

Crises pessoais muitas vezes se confundem com crises profissionais, de relacionamento e até de saúde. Elas normalmente chegam suavemente, mas, em alguns casos, de maneira avassaladora.

Você está passando por uma crise neste momento? Quais são os sinais que seu corpo e suas emoções estão dando para que você “olhe para dentro”, para realmente compreender o que tem por trás de tudo o que está sentindo?

Nesses momentos, as coisas parecem não fazer sentido. Estar em lugares que você sempre esteve e com pessoas conhecidas já não faz muito sentido. O que será que está acontecendo aí dentro de você?

Você já se sentiu como se estivesse sem rumo, com dificuldade de tomar decisões? Dificuldade de escolher o que fazer e para onde ir? Se sim, então ótimo! Este é o começo de um grande processo de mudanças internas, de aprender a “enxergar” e “ouvir” o que todos estes sinais estão querendo dizer a você.

Os sinais dizem “não” para algo que não quer mais? E o que você não quer mais? É momento de mudar de profissão? Fazer algo que o coração está chamando sua atenção? O que seu coração te diz? Ele quer ser escutado! Escute seu coração!

A crise interna que você vivencia pode ser um “chamado” para algo muito novo em sua vida. Muitas vezes, para te fazer mudar, para mostrar a você que é hora de uma grande mudança interior, é preciso um grande “chacoalhão”. Só assim para te fazer parar e realmente “ouvir”.

Este é um momento lindo na vida, único. Apesar de dolorido, ele trará mudanças que serão como um marco e só você é capaz de dimensionar o grau de importância e de crescimento que está sendo envolvido. Pode ser um chamado de Alma, para você voltar ao seu próprio trilho.

E como fazer para “ouvir” tudo isso dentro de você? Basta “ouvir a voz do seu coração”, permitir que ela mostre tudo aquilo que te trará novamente à vida, mais alegrias, realizações, novas conquistas, grandes mudanças e aprendizados. Este já será um grandioso passo!

Ouvir a “pequena voz” é ouvir a sua INTUIÇÃO, um dom nato, que todos nós temos, sem exceção, e que está aí, completamente, disponível para te apoiar em todos os momentos. A intuição é uma parte sua que TUDO sabe, que jamais vai direcionar você a um caminho que não seja o melhor para sua vida, para seu crescimento e seu momento.

Permita-se seguir a “pequena voz”. Você passará a ter maior clareza das suas reais necessidades, sentirá e perceberá o que a vida está lhe convidando para começar a fazer. O que você precisa fazer para que isso aconteça? Veja abaixo algumas sugestões:

– Troque a autocrítica negativa por uma crítica mais positiva

– Busque o lado mais positivo de todas as coisas, acontecimentos e pessoas

– Use esta percepção crítica para te apoiar e não para te destruir

– Silencie-se por alguns momentos durante o dia. Esta é uma pratica mágica, que, aos poucos, vai abrindo mais o canal de contato com sua intuição

– Aprenda o desafio de realmente ENTREGAR

– Permita que o universo também faça parte do seu caminho

– CONFIE. Tudo acontece na hora certa e, por mais dolorido que aparentemente possa ser, é para seu aprendizado.

Possivelmente há padrões limitantes que estão te segurando e que, para este seu novo momento, já não contribuem mais. Dentro de você tem uma sementinha que está prestes a crescer e desabrochar. É a semente de sua essência verdadeira, a essência dos seus dons, talentos e capacidades. Qual é a sua essência?

E, se você perceber que é momento de seguir mais alinhado a um propósito maior, com vontade de ajudar as pessoas, de poder contribuir para os relacionamentos e para um mundo, melhor, então realmente está chegando a hora!

* Cecília Costa é Consultora Empresarial, Master Coach e Facilitadora do Jogo da Transformação. Coordenadora do Metaforum Internacional – Campus de Verão 2016, evento será realizado de 10 a 28 de fevereiro, em São Pedro-SP (a 180 km da capital paulista). www.brasil.metaforum.com

Dora Ramos – Planeje as finanças para o ano todo

Passado o final de ano e o período de maior movimento no comércio, é tempo de refazer as contas e programar os gastos para 2016. Embora muitos se esqueçam, os primeiros meses também são responsáveis por boa parte dos nossos vencimentos, com o pagamento de impostos como o IPVA, para os que possuem veículos, ou a rematrícula e a compra de material, aos que têm filhos em idade escolar.

Impulsionados pelas facilidades de crédito e pela “reserva” obtida com o 13º salário, muitos fizeram dívidas que irão perdurar pelos próximos meses e aumentaram a coleção de boletos ou de faturas do cartão de crédito. A esses, o ideal é que atividades supérfluas no ponto de vista das finanças – como uma viagem não planejada com antecedência ou as comemorações excessivas de Carnaval – deixem de ser realizadas, para que o orçamento mensal não seja comprometido totalmente e os gastos não sejam “perdidos de vista”.

Já que despesas como IPVA, IPTU, matrícula e material escolar são inadiáveis, é indispensável que seja feita uma programação desde os primeiros meses. Muitas vezes, simples medidas nos trazem consequências imensamente benéficas e garantem um ano muito mais tranquilo para o bolso. Um exemplo é dedicar alguns minutos para fazer contas e colocar “na ponta do lápis” quantos por cento do salário serão destinados às compras parceladas – dessa forma, o consumidor já impõe um limite aos próximos gastos e passa a saber o que é possível ou não de ser realizado.

Para evitar complicações financeiras, é fundamental que os consumidores menos prevenidos se programem e mantenham o foco em gastos realmente imprescindíveis. Afinal, manter as contas em dia e o nome limpo é um fator importantíssimo para a felicidade de qualquer um.

* Dora Ramos é especialista em Contabilidade e diretora da Fharos Contabilidade & Gestão – www.fharos.com.br

Luiz Gonzaga Bertelli – Acordo em vigência

Depois de muita polêmica, finalmente o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa tornou-se obrigatório no Brasil. A partir do dia 1.º deste ano, o trema não existe mais na nossa escrita, assim como os acentos diferenciais e alguns hífens. A história do acordo data de 1990, quando as nações da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) assinaram um termo em favor da padronização das regras ortográficas. O acerto foi ratificado pelo Brasil em 2008 e implementado à partir de 2009. A previsão da obrigatoriedade oficial era a entrada em vigor a partir de 2013. Uma enxurrada de críticas e polêmicas em torno das modificações, no entanto, ocasionou o adiamento para este ano. Isso não significa, porém, que as pendências foram resolvidas a contento. Até agora apenas três países assinaram o tratado, tornando obrigatórias as mudanças: Portugal, Cabo Verde e Brasil. Ainda resistem às modificações Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, e Timor Leste.

A principal ideia entre os filólogos, principalmente os nossos representantes da Academia Brasileira de Letras (ABL), em especial o professor Evanildo Bechara, Professor Emérito CIEE/Estadão 2008, é que a padronização da língua facilitaria o intercâmbio cultural e científico entre os países, além de divulgar a literatura em língua portuguesa, sem diferenças de vocábulos. Segundo estatísticas do Ministério da Educação, o acordo alterou apenas 0,8% das palavras usadas no Brasil e 1,3% das utilizadas em Portugal. O fato é que se trata de uma modificação muito pequena para tanta polêmica e reclamação dos países-membros.

Alguns linguistas portugueses defendem a ortografia etimológica, aquela que leva em consideração a origem da língua e das palavras, sem se importar com o critério fonético, como o formatado no atual acordo. Mas o grande entrave, principalmente para os escritores que costumam criticar de forma sistemática o acordo, é o medo de ter de reaprender a escrever. Outros linguistas, entretanto, decepcionaram-se com a reforma que, segundo eles, foi muito tímida. Isso porque existem muitas variantes para se escrever uma palavra em português, mantendo-se dúvidas clássicas entre s, z, ç, ss, sc, por exemplo. No caso do hífen, então, as confusões permanecem.

Para ajudar aos estudantes, o CIEE possui cursos de educação à distância gratuitos que atualizam os jovens sobre as principais mudanças da língua. Em Novo acordo ortográfico – o que mudou? e Atualização gramatical, os estudantes têm acesso às novas regras e aprendem sua aplicabilidade no cotidiano. Ao todo são 47 cursos gratuitos à disposição pelo portal CIEE (www.ciee.org.br), com assuntos que buscam preparar o jovem para o mercado de trabalho.

*Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE, do Conselho Diretor do CIEE Nacional e da Academia Paulista de História (APH).

Saiba o que fazer para curtir o Carnaval com saúde financeira

Já sabe o que vai fazer no Carnaval? Não? Então, cuidado, pois, quando não planejamos, é mais fácil acabarmos gastando mais do que poderíamos, e o que era para ser um período de diversão, poderá se transformar em preocupação.

O primeiro aspecto que deve ser levado em conta é a condição financeira: endividado, equilibrado ou investidor.

Se for a primeira situação, é melhor esquecer viagens de última hora. Tudo o que não precisa agora são de mais gastos. É hora de ter cautela e saber exatamente da situação em que se encontra, para saber o que pode e o que não pode fazer.

Há sempre uma alternativa para se divertir sem gastar muito, basta procurar e ser criativo. Para quem gosta muito de viajar, essa é uma ótima oportunidade para já começar a se programar para fazê-la no próximo ano.

Aos que estão equilibrados financeiramente, é preciso muita cautela, pois qualquer passo em falso, da noite para o dia, pode passar a ser um endividado.

A pessoa equilibrada significa que não tem dívida, mas também não tem reserva financeira, ou seja, não tem dinheiro guardado. Para esses, desenvolvi algumas orientações práticas para curtir o Carnaval sem comprometer o orçamento financeiro:

– Caso vá passar o Carnaval a caráter, veja se não consegue usar a mesma fantasia da festa passada. Outra opção é pegar emprestado de um amigo ou familiar. É possível ainda fazer a sua própria, customizando alguma roupa. Alugar uma é caro e, na maioria das vezes, não compensa;

– Economize na bebida alcoólica, pois, além de não fazer bem para a sua saúde física, faz mal para o bolso;

– Vai viajar? Faça um diagnóstico das suas finanças e ponha no papel os gastos que terá antes, durante e depois da viagem. Isso ajuda a não comprometer o orçamento, evitando ser pego de surpresa;

Para quem vai viajar de carro, faça a revisão do automóvel com antecedência para evitar surpresas com gastos inesperados;

Não vá para a folia com objetos de valor e lembre-se de levar o documento de identidade;

Estipule valores diários para não gastar mais do que o planejado;

– Antes de decidir o que fará, pesquise os melhores pacotes e condições de pagamento;

– Se perceber que a condição não está favorável, não dê o passo maior do que a perna. Avalie bem e veja de fazer algo mais leve este ano, um passeio na própria cidade, ver os blocos de rua e se divertir estando com pessoas que gosta, e deixe para fazer algo mais legal no próximo ano, programando-se desde agora.

Aos investidores, como possuem dinheiro guardado, significa que sabem o que é planejamento, por isso, suponho que já fizeram todos esses passos, se programaram, juntaram o valor necessário e irão curtir da melhor maneira possível. Desejo a todos um ótimo Carnaval com responsabilidade!

Reinaldo Domingos é mestre em Educação Financeira e terapeuta financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira, Abefin e Editora DSOP, autor do best-seller Terapia Financeira, dos lançamentos Papo Empreendedor e Sabedoria Financeira, entre outras obras.

Júlio César Cardoso – Advogados em defesa de corruptos?

105 advogados, vários deles defensores de réus da Operação Lava-Jato, divulgaram manifesto, sexta-feira (15), em repúdio ao tratamento recebido pelos acusados na Operação.

Trata-se de um bando de advogados que não se preocupa com a moralidade pública, com a corrupção crônica política, com o desvio criminoso de dinheiro da nação, que alimenta o bolso e o patrimônio de elementos inescrupulosos, os quais podem pagar bancas advocatícias renomadas com recursos ilícitos.

Esses advogados não medem esforços para defender qualquer causa desde que os horários sejam compensadores.

Esses causídicos deveriam ter um momento de grandeza e de respeito com o país ao sair em defesa de corruptos contra ação positiva e corajosa do juiz Sérgio Moro e de toda a equipe relacionada à Operação Lava-Jato, pois não se trata de cometer injustiça contra alguém ou inocentes, mas sim de combater uma quadrilha organizada que depaupera os cofres da nação de todas as formas e inviabiliza o desenvolvimento do país dificultando desatar o nó górdio que sufoca setores como a educação, saúde, segurança pública etc., porque o dinheiro público é descaradamente roubado da nação.

Nada está sendo executado ao arrepio da Constituição Federal, senão a Operação Lava-Jato – que desnudou as safadezas urdidas na Petrobras e expôs, com o estarrecimento do país, nomes de figuras políticas até então tidas como insuspeitáveis e envolvidas visceralmente em irregularidade, como os presidentes do Legislativo Federal, senadores, deputados, ex-presidentes da República e o atual governo federal – já teria sido abortada pela Suprema Corte.

O produto do butim como prova – com grandes cifras já retornadas ao país, graças às denúncias das delações premiadas, o que representa comprovação inconteste das falcatruas perpetradas contra a nação – incomoda muitos segmentos envolvidos na Operação Lava-Jato.

Lamenta-se que correntes corruptas ou alinhadas em defender corruptos tentam destruir a imagem do juiz Sérgio Moro e de toda a equipe da Operação Lava-Jato, com argumentos falaciosos e inconsistentes. Mas a sociedade brasileira está atenta para defender os grandes servidores públicos nacionais.

Júlio César Cardoso

Bacharel em Direito e servidor federal aposentado

Balneário Camboriú-SC

Reinaldo Domingos – Orientações para curtir o Carnaval com saúde financeira

Já sabe o que vai fazer no Carnaval? Não? Então, cuidado, pois, quando não planejamos, é mais fácil acabarmos gastando mais do que poderíamos, e o que era para ser um período de diversão, poderá se transformar em preocupação. O primeiro aspecto que deve ser levado em conta é a condição financeira: endividado, equilibrado ou investidor.

Se for a primeira situação, é melhor esquecer viagens de última hora. Tudo o que não precisa agora são de mais gastos. É hora de ter cautela e saber exatamente da situação em que se encontra, para saber o que pode e o que não pode fazer. Há sempre uma alternativa para se divertir sem gastar muito, basta procurar e ser criativo. Para quem gosta muito de viajar, essa é uma ótima oportunidade para já começar a se programar para fazê-la no próximo ano.

Aos que estão equilibrados financeiramente, é preciso muita cautela, pois qualquer passo em falso, da noite para o dia, pode passar a ser um endividado. A pessoa equilibrada significa que não tem dívida, mas também não tem reserva financeira, ou seja, não tem dinheiro guardado. Para esses, desenvolvi algumas orientações práticas para curtir o Carnaval sem comprometer o orçamento financeiro:

– Caso vá passar o Carnaval a caráter, veja se não consegue usar a mesma fantasia da festa passada. Outra opção é pegar emprestado de um amigo ou familiar. É possível ainda fazer a sua própria, customizando alguma roupa. Alugar uma é caro e, na maioria das vezes, não compensa;

– Economize na bebida alcoólica, pois, além de não fazer bem para a sua saúde física, faz mal para o bolso;

– Vai viajar? Faça um diagnóstico das suas finanças e ponha no papel os gastos que terá antes, durante e depois da viagem. Isso ajuda a não comprometer o orçamento, evitando ser pego de surpresa;

– Antes de decidir o que fará, pesquise os melhores pacotes e condições de pagamento;

– Se perceber que a condição não está favorável, não dê o passo maior do que a perna. Avalie bem e veja de fazer algo mais leve este ano, um passeio na própria cidade, ver os blocos de rua e se divertir estando com pessoas que gosta, e deixe para fazer algo mais legal no próximo ano, programando-se desde agora.

Aos investidores, como possuem dinheiro guardado, significa que sabem o que é planejamento, por isso, suponho que já fizeram todos esses passos, se programaram, juntaram o valor necessário e irão curtir da melhor maneira possível. Desejo a todos um ótimo Carnaval com responsabilidade!

– Reinaldo Domingos é mestre em Educação Financeira e terapeuta financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira, Abefin e Editora DSOP, autor do best-seller Terapia Financeira, dos lançamentos Papo Empreendedor e Sabedoria Financeira, entre outras obras.

O que fazer diante da crise segurança pública no RN?

A polícia trata a febre, mas é preciso atacar a infecção e a origem da doença, que estão no planejamento, na administração e no desenvolvimento econômico. O Governo começou bem intencionado, com um discurso positivo e palavras afirmativas no setor onde o Estado mais se ressente de suas carências: segurança.

Mas, chegou um momento em que “otimismo”, “motivação” e “sonhos”, palavras muito usadas pelo Governador, não servem mais de anestesia para os problemas reais do cotidiano do cidadão.

Acudir delegacias, entusiasmar e cobrar mais da polícia foram remédios para a febre. E, todo mundo sabe: baixar a febre é importante, mas não adianta só isso. É preciso tratar a origem da doença.

A insegurança que as pessoas sentem nas ruas do Rio Grande do Norte é o sintoma de uma enfermidade que está instalada em setores anteriores ao da Segurança Pública: o Planejamento, a Administração e o Desenvolvimento Econômico.

O foco para melhorar a segurança é trabalhar fortemente a reformulação e recuperação da máquina pública Estadual. Enxergar as travas. Diagnosticar os vícios. Promover as rupturas necessárias. Destronar os poucos que se beneficiam com o desmantelo do planejamento para ajudar os muitos que se prejudicam com a falta dele.

Quando esses setores estiverem, de verdade, controlando o Estado, equilibrando os recursos, dosando as prioridades, aí o encadeamento estará produzindo resultados lá na ponta, em áreas como a Segurança Pública.

Nada que se faça, neste momento, na área de segurança, de forma isolada, pontual, ou com objetivo meramente de marketing, como o Ronda Cidadã, vai conseguir, de verdade, conter o avanço dos índices negativos de violência.

Pode até atenuar o medo por alguns momentos. Mas, depois, sem o alicerce da gestão focada no Planejamento, na Administração e geração econômica de longo prazo, o caos volta de novo.

A Segurança não produz insumos nem tem os mecanismos que os geram. Ela apenas consome. Como a necessidade de proteção da população está demandando mais insumos do que o Governo pode enviar – este ou qualquer outro Governo – é preciso investir em ações com olhar de longo prazo.

Segurança, Saúde, Educação e outros serviços públicos estão sofrendo as consequências da falência geral do Estado. O problema é mais profundo e maior do que a leitura e as ações que o Governo tem feito até o momento.

Vidas estão sendo perdidas.

Segurar a febre é importante, mas vale pouco se não houver combate à infecção.

George Soares – Um alerta sobre a situação econômica do Rio Grande do Norte

Em novembro do ano passado fiz um alerta sobre o desempenho da economia do Rio Grande do Norte, com notícias que não são nada animadoras, através de pronunciamento realizado no plenário da Assembleia Legislativa. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existiu uma queda recorde do varejo do estado no mês de setembro de 2015.

A queda foi de 11,1% nas vendas na comparação com setembro de 2014. Foi a maior retração para um único mês da série histórica iniciada em 2009. Isso significa, segundo matéria publicada pela FECOMÉRCIO, que o comércio varejista potiguar deixou de faturar, na mesma comparação, nada menos que R$ 1,2 bilhão em setembro último.

Esses dados são preocupantes para uma área fundamental da economia estadual, pois o setor de comércio junto com o de serviços, emprega hoje, direta e formalmente aproximadamente 293 mil pessoas e responde por 48% do Produto Interno Bruto (PIB), além de arrecadar 69% do ICMS do Estado potiguar.

Esse é um pequeno retrato da realidade local, que infelizmente segue tendência nacional. Os impactos dessa crise para a economia privada são evidentes. A perspectiva de fechamento de empresas comerciais com o consequente desemprego da mão-de-obra no setor são as facetas mais conhecidas dessa crise.

Sugeri ao Estado aumentar a sua base de arrecadação através da atração de novas atividades econômicas e fomento das que já existem, além de redução das suas despesas. Se a economia privada perecer, as finanças públicas estaduais ficam ameaçadas.

Os valores destinados na Lei Orçamentária para as mais variadas finalidades públicas dificilmente serão executados como previstos. Afirmo isso mesmo em tempos de orçamento impositivo, pois sem receitas correspondentes não há como executar as despesas a contento.