sábado , 24 de agosto de 2019
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O Espírito-medida – Paiva Netto

Façamos o Bem, porque o tempo continuará passando.

 

Como já lhes disse: Estamos corpo, mas somos Espírito. Isso nos leva a concluir que Protágoras (aprox. 490-415 a.C.), filósofo grego da escola sofista, não alcançou a amplitude universal da essência da criatura quando concluiu que “o homem é a medida de todas as coisas”.

 

Com o pensamento elevado ao nosso Divino Mestre, Jesus, caminhemos mais adiante e digamos que o Espírito Eterno, que habita o corpo humano, ele, sim, é a medida de todas as coisas, porquanto é Cidadão Celeste.

 

Mulheres e homens, jovens, crianças e Espíritos, Almas Benditas da Boa Vontade de Deus, o nosso esforço é levar ao povo as fórmulas divinas do Amor e da Verdade, da Humildade e da Esperança, da Justiça e da Paz, que emanam dos ensinamentos do Educador Sublime, Jesus. É o Pão Espiritual, que nos empenhamos em dividir com todos. (…)

 

O segredo é confiar em Jesus, o Grande Amigo que não abandona amigo no meio do caminho! Eis o início de todo o Bem. Conforme dizia o velho Goethe (1749-1832), “no princípio, a ação”. O valor se prova com o trabalho.

 

Logo, se plenamente nos guiarmos pelos Preceitos Espirituais, revelados pelos porta-vozes do Altíssimo, presentes nas mais variadas culturas, as lamentações de Jeremias sobre Jerusalém encontrarão seu término, e “haverá um só Rebanho para um só Pastor”, que é o Cristo (Evangelho de Jesus, segundo João, 10:16).

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

[email protected]www.boavontade.com

A IMPORTÂNCIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL NO MUNICÍPIO DE ASSÚ

Muitos setores da sociedade civil estão preocupados com a reforma da Previdência Social no Brasil. Tal preocupação faz sentido, entre outros motivos, porque o pagamento regular dos benefícios aos aposentados e pensionistas tem um grande peso na economia dos pequenos e médios municípios do país. Esse é o caso, por exemplo, de Assú, no estado do Rio Grande do Norte (RN).

Segundo levantamento recente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), elaborado a partir de dados oficiais do INSS, foi registrado o pagamento de 14.213 benefícios previdenciários no município de Assú no ano de 2018. Desse total, 10.071 (71%) eram de aposentados rurais e 4.142 (29%) eram de aposentados urbanos.

Em termos monetários, ainda conforme o referido estudo da CONTAG, a previdência injetou na economia assuense R$ 163,7 milhões em 2018. Uma parte desse montante, equivalente a R$ 59,1 milhões, decorreu do pagamento de benefícios urbanos. Mas a maior fatia veio das aposentadorias e pensões rurais, cujo valor alcançou a significativa cifra de R$ 104,6 milhões (64% do total).

A dimensão dos números apresentados chama a atenção. Basta dizer que, em 2018, o valor dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para a prefeitura de Assú somou apenas R$ 26,2 milhões. Logo, fazendo uma comparação simples, percebe-se que as rendas previdenciárias foram seis vezes maiores do que o FPM recebido pela gestão municipal para garantir a oferta de serviços à população.

O montante de dinheiro distribuído mensalmente pela Previdência Social, em média R$ 13,6 milhões, desempenha um papel vital na economia assuense. Na verdade, isso já é um fato conhecido informalmente há muito tempo. Afinal, não é segredo para ninguém que o comércio da cidade só funciona com mais força quando começa o pagamento dos aposentados no início de cada mês.

É pertinente lembrar que o município em tela recebe também outras receitas mensais relevantes, a exemplo do Programa Bolsa Família e do pagamento do funcionalismo público (municipal, estadual e federal). Contudo, pela sua grandeza relativa, as aposentadorias rurais e urbanas se destacam como o principal pilar de sustentação da economia local.

Portanto, a reforma da previdência tem várias implicações na nossa vida cotidiana, embora muita gente ainda não tenha percebido. No futuro, o sistema previdenciário reformado poderá até gastar alguns bilhões de reais a menos. Porém, isso vai reduzir os seus efeitos multiplicadores positivos na economia, como provavelmente acontecerá em Assú e em milhares de municípios brasileiros que dependem dessa fonte de renda para sobreviver.

 

Joacir Rufino de Aquino

(Economista, professor e pesquisador da UERN)

Papa recorda o elo que existe entre o amor a Deus e aos irmãos

O papa Francisco dedicou a alocução que antecede a oração do Angelus à parábola do Bom Samaritano, proposta pela liturgia de ontem (14) do 15º Domingo do Tempo Comum.

Para Francisco, esta parábola se tornou paradigmática da vida cristã: “Tornou-se o modelo de como um cristão deve agir”, convidando os fiéis a lerem o “tesouro” contido no Evangelho de Lucas.

O papa disse que, neste episódio, Jesus é interrogado por um doutor da lei sobre o que é necessário para herdar a vida eterna.

O papa Francisco recordou que Jesus o convida a encontrar a resposta nas Escrituras: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, e ao teu próximo como a ti mesmo!”. Havia, porém, diferentes interpretações sobre quem seria o “próximo”. Então Jesus responde com esta parábola.

O protagonista é um samaritano, grupo na época desprezado pelos judeus. Segundo o papa Francisco, não é casual a escolha de um deles como personagem positivo da parábola. Ao longo de uma estrada, o samaritano encontra um homem roubado e agredido por assaltantes. Antes dele, por aquela estrada, haviam passado um sacerdote e um levita, isto é, pessoas que se dedicavam ao culto de Deus. Mas não pararam. O único que lhe presta socorro é o samaritano, “justamente quem não tinha fé!”.

Termina hoje prazo para complementar inscrição no Fies

Termina hoje (12) o prazo para que os candidatos pré-selecionados no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) complementem a inscrição no site do programa na internet.

Para garantir a vaga, o candidato deve prestar informações como nome do fiador, caso seja necessário, e o percentual de financiamento.

A relação com os pré-selecionados já está disponível no site do Fies desde a última terça-feira (9).

Caso o candidato perca o prazo, as vagas ficarão disponíveis na lista de espera para todos os candidatos não contemplados na primeira fase.

A lista serve para que esses estudantes tenham a oportunidade de preencher vagas que não forem ocupadas. Essa etapa ocorre de 15 de julho a 23 de agosto.

Para a segunda edição do ano, 46,6 mil vagas foram ofertadas em 1.756 instituições de ensino privadas de todo o país.

Com financiamento a juro zero, o Fies é voltado para estudantes com renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos.

Para concorrer ao financiamento, o candidato precisa ter feito qualquer uma das últimas dez edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ter alcançado média igual ou superior a 450 pontos nas questões e não ter zerado a redação.

P-Fies

O resultado para o Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies) foi divulgado no último dia 9.

Diferentemente do Fies, no P-Fies os juros são variáveis e as condições são definidas pela instituição de ensino e pelo banco.

Para participar, o estudante precisa ter renda familiar mensal bruta por pessoa de até cinco salários mínimos.

Os aprovados no P-Fies devem comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição com a qual fecharão o contrato para validar suas informações.

O P-Fies é por chamada única, sem lista de espera.

 

Agência Brasil

Clauder Arcanjo: COMPANHEIRO ACÁCIO: “PERDIDO” DENTRO DE SI MESMO

Não o sabia em Fortaleza. Na madrugada deste sábado, tangido por uma insônia abissal, dirigi-me à Praia de Iracema, pois gosto (em caso de profundezas) de me encontrar frente às águas do oceano. Filho do sertão de Licânia, sempre considerei o mar como a melhor imagem (ou seria metáfora?) do infinito.

Lá chegando, dou com a sua presença. Um pouco mais gordo do que o de costume, a careca cada vez mais avançada, sapato e calças sociais, e de camisa de mangas compridas.

— Companheiro Acácio!?…

Senti o silêncio como resposta. Não um silêncio qualquer, mas daqueles cavos de significados (que, na mão de um daqueles mestres da filosofia de boteco, daria o equivalente a um O Ser e o Nada. No número de páginas, lógico).

Encostei-me e percebi que ele estava sobraçado, como de costume, com vários livros. Alguns deles, marcados por tiras finas de papel. É um dos seus costumes; como adora e ama os livros, Acácio é incapaz de riscá-los, prefere marcar as páginas com tirinhas de papel. Quanto melhor o livro mais o volume se assemelha a uma decoração junina, bandeirinhas de marcação a perder de vista.

Curioso como poucos, vi que um deles era um pequeno tomo de poemas: miniSertão, de Nonato Gurgel. Nunca ouvira falar nem do autor, nem da obra.

— Livro de poesia, Companheiro?… De autor estreante? — interroguei-o, a querer romper-lhe a guarda, fechado pelotão postado nas ameias do pensamento.

— …

Outro silêncio de fossas oceânicas, ao tempo em que outro tomo quase escorregara da sua mão esquerda. Antes que ele caísse (digo, o livro), socorri-o.

Em seguida, Acácio agradeceu-me, educado.

— Grato. Vejamos. Sim e não. miniSertão é uma obra poética, e penso que, com a qualidade da lírica desse autor potiguar, hoje radicado na Cidade Maravilhosa, não deve ser o seu livro de estreia.

Desajeitado, Companheiro colocou os demais livros sobre um banco que havia ao nosso lado; sem pressa, ajustou os óculos e, como se lesse para si mesmo, bradou em tom de desabafo sertanejo:

 

Leio no dorso

da montanha acesa

o segredo

deste reino

que não

tem sim

 

Após uma pausa, levou os olhos para as ondas (que me deram a impressão de elevar o tom de suas vagas) e continuou, ainda mais professoral que de costume:

 

elas sussurram de amparo

pelos sertões sem

fecho nem autoria

 

Companheiro Acácio colocou o exemplar de Nonato Gurgel no colo e cuidou de aplaudi-lo, reverente. Em sinal de alumbramento e solidariedade, fiz-lhe companhia, nos aplausos. Uma senhorita que passava, em trajes de exibição de academia (de ginástica, não de letras), concluiu que deveríamos ser os últimos pinguços da noite. E cuidou de afastar-se, na certa,desconfio, com receio dos achincalhes que, via de regra, os últimos eflúvios do álcool inspiram aos homens de viril vontade.

Sem perda de tempo, notei que ele sacou o tomo de Sartre Idade da razão. Era, da pilha sobre o banco, o mais junino (pelo excesso de bandeirolas-marcadores a vazarem pela lombada).

— Há em Sartre, como em todo clássico, um quê de atualidade — confessou-me, sem rodeios.

Concordei com um aceno de lábios; e, sem delongas, Acácio leu-me uma passagem daquela obra, extraída de uma das páginas da parte inicial:

— Preste bem atenção nesta passagem, Clauder Arcanjo: “Mathieu parou de repente. Ele se via pensar, tinha horror a si próprio…” Para logo à frente, no parágrafo seguinte, Sartre arrematar, se é que se pode falar em arremate quando nos referimos aos clássicos: “Existir é isso: beber-se a si próprio sem sede.” — E mergulhou noutra onda de silêncio. Desta feita, cabisbaixo, e com voz trêmula e embargada.

— Imaginava-o longe de Sartre, Companheiro, depois que o vi, meses a fio, a ler e reler Camus — espetei-o.

— …

Antes de que tais reticências sepultassem a nossa alvorada-amiga, Acácio continuou, como se dirigisse mais a si próprio do que a mim:

— Meu amigo Clauder Arcanjo! Parafraseando Idade da Razão, eu me digo, nesta alvorecer de sábado, seis de julho de 2019: Cinquenta e seis anos. Há cinquenta e seis anos que eu me saboreio, e estou velho. Trabalhei, esperei… Está tudo acabado. Não quero mais nada.

E largou o tomo de Sartre, os olhos marejados de angústia e sofrimento.

Não sabendo o que lhe dizer, nem o que lhe propor, resolvi analisar os outros livros que o acompanhavam: Brumas, de Geraldo Jesuino; Veredicto em Canudos, de Sándor Márai, e Um homem de jornal e uma história de amor, de Osvaldo Araújo.

Quase fomos atropelados por dois ciclistas que faziam uma rasa análise do momento político atual: “Mas o ministro é o nosso herói, não podemos deixar que o vazamento dessas informações o levem à renúncia…”.

Afastamo-nos para uma posição mais segura no calçadão, o dia já se anunciava com o seu sanguíneo colorido. Ao folhear Brumas, uma passagem me prendeu os olhos: “Tantos sóis aqueceram e renderam homenagem àquela obstinada criatura, também senhor de pequeno universo…”

Mal concluí a leitura dessa passagem, quando ouvi a voz do companheiro Ernesto:

— Clauder Arcanjo, sempre acompanhado dos clássicos! Veredicto em Canudos, uma bela obra de Márai, o desafio do húngaro em escrever “aquilo que ficou de fora do relato de Euclides da Cunha”. E… O quê?! Como você conseguiu esse exemplar do livro de Osvaldo Araújo? Deixe-me vê-lo, pois…

Nesse exato momento, Companheiro Acácio tomou a decisão. Foi embora, largou tudo, percebia que não aguentaria mais ficar.

Gosto de respeitar seus rompantes, outro dia a gente se encontrará, bem sei.

Como sei também que, a despeito de todas as agruras, Acácio saberá que, apesar de tudo doer na alma pelos que ficam, “o corpo está firme, a mente está lúcida e calma”. E tal solidez, caro leitor, nos dias de sociedade líquida, não é coisa pouca.

 

Clauder Arcanjo

Clauder Arcanjo

Clauder Arcanjo é escritor, membro da Academia de Letras do Brasil. Autor das obras Licânia, Novenário de espinhos, Uma garça no asfalto, Cambono, O Fantasma de Licânia, entre outras.

Mais do autor

Moradores de Muzema protestam contra desocupações

Moradores da Muzema, zona oeste do Rio de Janeiro, fizeram manifestação contra a desocupação dos prédios nesta quinta-feira(27). As denúncias apontam para a ação de milicianos na construção irregular de imóveis na localidade.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação (SMIH) informou que recebeu uma comissão de moradores da Muzema ontem. No encontro, segundo o órgão, foi explicado a eles que as ações de demolição seguem determinações judiciais e que há risco estrutural nas edificações. “As estruturas têm risco iminente de desabamento e o solo apresenta risco geotécnico grave. Cabe lembrar que a não desocupação anterior, impedida pela justiça, provocou o desabamento de dois prédios”, apontou em resposta à Agência Brasil.

A Coordenadoria Geral de Operações Especiais (CGOE), da Secretaria Municipal de Conservação do Rio de Janeiro, já demoliu quatro prédios em Muzema. Em abril deste ano, dois edifícios desabaram, causando a morte de 24 pessoas. Todos esses imóveis eram considerados irregulares. A pasta, também, informou à Agência Brasil, que ainda trabalha na demolição da quinta edificação irregular com risco de colapso na região. Na próxima semana, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação vai começar as demolições de outros seis prédios, cujos moradores já foram notificados. “O prazo final para a desocupação das 45 unidades [apartamentos] que ainda estavam ocupadas expira sexta(28)”.

Conforme a secretaria, as ações de demolições têm por objetivo garantir a integridade dos moradores, coibir o avanço de construções irregulares e garantir o restabelecimento da área de preservação ambiental.

A secretaria acrescentou que tem projeto de construções de unidades do Programa Minha Casa Minha Vida numa área legalizada próximo à Muzema, nas faixas de renda que atendam às famílias do local. “Esse projeto está sendo negociado pela prefeitura com o Governo Federal”, completou.

 

Agência Brasil

Tomislav R. Femenick: Como criar uma Diocese: fé e astúcia

O Monsenhor Luiz Ferreira Cunha da Mota, ou simplesmente Padre Mota, foi prefeito de Mossoró por quase dez anos consecutivos e vigário geral da diocese por mais de vinte e cinco anos. Ordenado em Roma – numa época em que isso era raro – se destacou como sacerdote, educador, político e administrador. Porém sua maior atuação foi como Vigário da Diocese de Santa Luzia.

O grande trabalh

COMO CRIAR UMA DIOCESE: FÉ E ASTÚCIA

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Tomislav R. Femenick – Mestre em economia com extensão em sociologia. Do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

O Monsenhor Luiz Ferreira Cunha da Mota, ou simplesmente Padre Mota, foi prefeito de Mossoró por quase dez anos consecutivos e vigário geral da diocese por mais de vinte e cinco anos. Ordenado em Roma – numa época em que isso era raro – se destacou como sacerdote, educador, político e administrador. Porém sua maior atuação foi como Vigário da Diocese de Santa Luzia.

O grande trabalho do Padre Mota foi a criação da Diocese de Mossoró. Meses após tomar posse como vigário da Paróquia (em janeiro de 1926), o Padre promoveu uma reunião, na sacristia da Capela do Sagrado Coração de Jesus, com um número reduzido de pessoas. Além do Cônego Ramalho, do Padre Mota e seu pai, o Cel. Vicente Ferreira da Mota, apenas o comerciante e industrial Miguel Faustino do Monte. O motivo da reunião: a criação da Diocese de Mossoró.

Miguel Faustino ficou encarregado de levantar o assunto junto à Arquidiocese de Natal, a qual a Paróquia de Mossoró estava subordinada; o Cel. Mota junto às autoridades, comerciantes e industriais da região; o Padre Mota e o Cônego Ramalho, se encarregariam de arregimentar apoio entre os outros elementos do clero. Entretanto tudo isso deveria ser tratado com absoluto sigilo, para não melindrar as autoridades eclesiásticas da capital. Se houvesse dúvidas quanto à capacidade de alguém guardar o segredo, poder-se-ia recorrer ao sigilo confessional – os leigos pedindo para se confessar; os Padres pedindo para confessar os leigos que viessem a se integrar no movimento. Anos depois, o já Monsenhor Mota reconheceu: “Foi um recurso maquiavélico, mas a causa era nobre e divina”.

O primeiro passo foi dado por Miguel Faustino junto ao arcebispo de Natal, Dom Marcolino Dantas. Em uma conversa informal, disse ao prelado que estaria disposto a fazer uma generosa contribuição, quando fosse oportuno transformar a Paróquia de Mossoró em uma Diocese. Essa contribuição visaria a formar a sua estrutura material, para que ela pudesse funcionar sem os percalços e atropelos, próprios de uma nova entidade dessa natureza. O Cel. Mota formou uma comissão ad hoc da qual participaram Rodolfo Fernandes (que logo em seguida, teve que se afastar por motivo de saúde), Jerônimo Rosado, Raimundo Juvino, Rafael Fernandes Gurjão (futuro interventor do Estado, de 1935 a 1943) e outros. Segundo o próprio Padre Mota, dos que foram citados, apenas Raimundo Juvino teve que ser confessado, para guardar o segredo.

O trabalho dos sacerdotes Luiz Mota e Amâncio Ramalho foi trazer para a ideia os clérigos que atuavam em outras paróquias da região. Alguns reverendos pensavam que o movimento poderia se transformar em um processo pela elevação do cônego ou do padre à condição de bispo. A solução: tantas confissões quando necessárias foram. Muito embora legítimo e de certo ponto até necessário, todo esse trabalho foi realizado em segredo, visando fazer com que a iniciativa da organização da nova Diocese partisse da Arquidiocese de Natal, a quem a Paróquia de Mossoró estava subordinada.

Foi uma luta difícil, mas que mereceu ser batalhada. Havia muitos obstáculos a serem transpostos, que terminaram por ser vencidos, pois aquelas pessoas que sonhavam com uma Diocese para Mossoró eram soldados experimentados em outras batalhas. Os esforços de Padre Mota, do cônego Amâncio Ramalho e de outras pessoas (principalmente de Dom Marcolino Dantas), venceram as adversidades econômicas e políticas e surtiram efeito. Apenas Jerônimo Rosado, que faleceu no dia 25 de dezembro de 1930, não chegou a ver realizado aquele sonho.

No dia 14.09.1934, o Padre Mota recebeu um telegrama de Dom Marcolino comunicando a criação da Diocese de Mossoró, através de uma bula papal emitida por Pio XI, datada de 28 de julho. Segundo Monsenhor Sales, “imediatamente, mandou repicar todos os sinos das igrejas da cidade e soltas girândolas de foguetões como uma demonstração patente do seu júbilo”.

No dia 18 de novembro do mesmo ano, por deferência especial de Dom Marcolino Dantas, o Padre Mota presidiu o ato inaugural da nova diocese, pela qual tanto lutara. A reunião teve lugar na Catedral de Santa Luzia. O próprio Padre Mota fez o assento do acontecimento, no 4º Livro de Tombo da sua Igreja Matriz.

Tribuna do Norte. Natal, 27 jun. 2019.

Miguel Faustino ficou encarregado de levantar o assunto junto à Arquidiocese de Natal, a qual a Paróquia de Mossoró estava subordinada; o Cel. Mota junto às autoridades, comerciantes e industriais da região; o Padre Mota e o Cônego Ramalho, se encarregariam de arregimentar apoio entre os outros elementos do clero. Entretanto tudo isso deveria ser tratado com absoluto sigilo, para não melindrar as autoridades eclesiásticas da capital. Se houvesse dúvidas quanto à capacidade de alguém guardar o segredo, poder-se-ia recorrer ao sigilo confessional – os leigos pedindo para se confessar; os Padres pedindo para confessar os leigos que viessem a se integrar no movimento. Anos depois, o já Monsenhor Mota reconheceu: “Foi um recurso maquiavélico, mas a causa era nobre e divina”.

O primeiro passo foi dado por Miguel Faustino junto ao arcebispo de Natal, Dom Marcolino Dantas. Em uma conversa informal, disse ao prelado que estaria disposto a fazer uma generosa contribuição, quando fosse oportuno transformar a Paróquia de Mossoró em uma Diocese. Essa contribuição visaria a formar a sua estrutura material, para que ela pudesse funcionar sem os percalços e atropelos, próprios de uma nova entidade dessa natureza. O Cel. Mota formou uma comissão ad hoc da qual participaram Rodolfo Fernandes (que logo em seguida, teve que se afastar por motivo de saúde), Jerônimo Rosado, Raimundo Juvino, Rafael Fernandes Gurjão (futuro interventor do Estado, de 1935 a 1943) e outros. Segundo o próprio Padre Mota, dos que foram citados, apenas Raimundo Juvino teve que ser confessado, para guardar o segredo.

O trabalho dos sacerdotes Luiz Mota e Amâncio Ramalho foi trazer para a ideia os clérigos que atuavam em outras paróquias da região. Alguns reverendos pensavam que o movimento poderia se transformar em um processo pela elevação do cônego ou do padre à condição de bispo. A solução: tantas confissões quando necessárias foram. Muito embora legítimo e de certo ponto até necessário, todo esse trabalho foi realizado em segredo, visando fazer com que a iniciativa da organização da nova Diocese partisse da Arquidiocese de Natal, a quem a Paróquia de Mossoró estava subordinada.

Foi uma luta difícil, mas que mereceu ser batalhada. Havia muitos obstáculos a serem transpostos, que terminaram por ser vencidos, pois aquelas pessoas que sonhavam com uma Diocese para Mossoró eram soldados experimentados em outras batalhas. Os esforços de Padre Mota, do cônego Amâncio Ramalho e de outras pessoas (principalmente de Dom Marcolino Dantas), venceram as adversidades econômicas e políticas e surtiram efeito. Apenas Jerônimo Rosado, que faleceu no dia 25 de dezembro de 1930, não chegou a ver realizado aquele sonho.

No dia 14.09.1934, o Padre Mota recebeu um telegrama de Dom Marcolino comunicando a criação da Diocese de Mossoró, através de uma bula papal emitida por Pio XI, datada de 28 de julho. Segundo Monsenhor Sales, “imediatamente, mandou repicar todos os sinos das igrejas da cidade e soltas girândolas de foguetões como uma demonstração patente do seu júbilo”.

No dia 18 de novembro do mesmo ano, por deferência especial de Dom Marcolino Dantas, o Padre Mota presidiu o ato inaugural da nova diocese, pela qual tanto lutara. A reunião teve lugar na Catedral de Santa Luzia. O próprio Padre Mota fez o assento do acontecimento, no 4º Livro de Tombo da sua Igreja Matriz.

Tomislav R. Femenick

Mestre em economia com extensão em sociologia e membro do Instituto Histórico e Geográfico do RN

Artigo publicado na Tribuna do Norte em 27.06.19

A RODA GIRA E A VERDADE FICA…

16 de junho de 2019, às 08:30h

Peço licença a meia dúzia de leitores deste TL para trazer à “Conversa de Domingo” de hoje algo bem pessoal e, até agora, bem guardadinho nas páginas do diário de 2017.

Mini flash back.  Era 26 de Outubro de 2017, dois dias antes de meu aniversário sem qualquer perspectiva de festa ou alegria, mas o que estava triste ainda poderia piorar,

Acordada com susto por inúmeros policias federais em casa, dormia com minha filha e não poderia adivinhar o que aquele pessoal ainda procurava em minha casa. Pela terceira vez.

A policial de pequena estatura se adiantou, pedindo meu celular. Era a “arma do crime”. Pedi um tempinho para ir atende-los adequadamente. . Pedi para ver o mandado de busca e apreensão. Sim, até esqueci que sou advogada , OAB 3989.

Estava sendo acusada de pedir um atestado médico falso para meu  marido Henrique. Também tinha no corpo do mandado uma suposta ligação com primos, que tenho pouco contato e são adversários políticos  históricos em Nova Cruz. Um gráfico com árvore genealógica  que não poupava nem a figura de minha saudosa avó Joanita, falecida em 1993. O que a ver? Nada!

Já tinham levado meu marido há quatro meses, carros, mil reais, documentos mil… O que poderia justificar aquela Operação naquele altura de dor e solidão? Quando saíram, soube que também “visitaram” a clínica do médico ortopedista de HE.

Certamente, acreditaram que fazia parte de uma Ocrim (Organização Criminosa)  comigo para justificar a ida de um fisioterapeuta para atender-lo na Academia de Policia Militar, onde estava preso desde 06 de Junho de 2017.

A ficha caiu e tive mais uma lição (imediata) naquela manhã. Estamos vivendo dias difíceis, o estado democrático de Direito combalido. Antes de qualquer investigação aprofundada, a condenação e execração em praça publica. Direito ao contraditório? Pode esperar.

Logo eu que me julgava acima de qualquer suspeita. Logo eu que sempre optei por seguir minha vida pessoal e profissional em Natal, logo eu que optei por me restringir a acompanhar apenas  como mulher/”esposa” .

Logo eu que criticava sem dó e piedade, por achar que quem é coreto não tem o que se preocupar ou temer. E como só poderia falar por mim mesma, me garantia. Não foi o bastante. Não é o bastante.

Mas por que tudo isso agora?

Porque vejo o mito Ministro Sergio Moro ser vítima do que ajudou a construir; um common low na própria pele com legislação distinta da que nos rege. O receio de ser pego, sem o manto da perfeição. E quem o tem afinal?

Para quem tem FÉ, como eu, Deus; só ELE. E como Ele é o caminho, a verdade, a vida. É também quem nos traz  a lição que precisamos aprender, e é bom aproveitar nas primeiras (duras)  aulas.

No meu caso, tive a “sorte” de ter guardado a foto que ilustra essas mal traçadas. Uma semana antes de sua prisão fomos ao plantão da Promater para ele ser socorrido com fortes dores no ombro. Saiu de lá imobilizado, com receita médica e um diagnóstico: bursite.

Foi o que levei para meu depoimento ao delegado da Polícia Federal. O médico também apresentou todos os prontuários que tinha da doença de HE.

O melhor remédio? Se colocar no lugar do próximo.  É pedagógico para vida.

Injustiças existem e nem sempre o que parece ser, é de fato. A verdade real aparece no fim, mas antes é necessário o benefício da dúvida. Não se trata apenas de um princípio Constitucional e de Direito Penal, é um princípio cristão de misericórdia e humanidade.

Mais; todos nós podemos ser vítimas de injustiças e mal entendido. Até mitos. Até Moros.

Este com um diferencial de poder se explicar, se defender no Jornal Nacional ou no Programa do Ratinho. Outros não tiveram a mesma oportunidade.

A verdade real, infelizmente,  chegou atrasada para o Reitor Cancilier, de Santa Catarina. Não vai poder ressuscitar com a comprovação pública de sua inocência.

Com uma semana que o The Intercept  chegou ao patamar das celebridades dos sites, ainda não se sabe o que há por vir, o que os tribunais imediatistas e inquisitórios das redes vão decidir sobre quem dava poderes divinos há poucos dias.

O grande Ulyssses Guimarães deixou legados antes de partir. Deixou análises irrefutáveis de quem conviveu e observou o poder de perto; “Os heróis mais perigosos são os que acreditam mesmo que são heróis”.

Agora, uma oportunidade de se  corrigir equívocos, assumir excessos, retomar o darma do Brasil, dos mitos e dos pobres mortais com a certeza que a verdade  prevalece e se sobrepõe, agindo como um bálsamo, um alivio, uma cura aos males do corpo e da alma. .

Pode demorar uma vida. Pode ultrapassar existências humanas, mas aparece, mesmo sem ressuscitar reputações de quem não conseguiu resistir .

É não perder a FÉ que existe algo muito maior e sublime, Algo que suporta  tempestades, fogo  e hackers sem se macular.  Só Ele!

 

Laurita Arruda
LAURITA ARRUDA

Laurita Arruda , jornalista e advogada, com opinião formada sobre (quase tudo), observadora da cena e único compromisso; respeito à verdade! #TLvive #novoTL

A virtude da paciência – Paiva Netto

A respeito do fundamental exercício da paciência na vida dos seres humanos, transcrevo a página “O mais difícil”, de autoria do Espírito Hilário Silva, no capítulo 10 do livro A vida escreve. Reproduzo aqui o texto da forma que o saudoso Irmão Alziro Zarur (1914-1979) magistralmente a interpretava durante suas pregações da Hora do Ângelus, na Mensagem da Ave, Maria!

“Diante das águas calmas, Jesus refletia.

“Afastara-se da multidão, alguns momentos antes.

“Ouviu remoques e sarcasmos.

“Viu chagas e aflições.

“E o Mestre pensava…

“Tadeu e Tiago, o moço, João e Bartolomeu se aproximaram. Não era aquele um momento raro? E ensaiaram perguntas.

“— Senhor — disse João —, qual é o mais importante aviso da Lei de Moisés na vida dos homens?

“E o Divino Amigo passou a responder:

“— Amemos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Mas o meu Mandamento é: Amai-vos como Eu vos amo.

“— E qual é a virtude mais preciosa? — indagou Tadeu.

“— É a humildade.

“Então, Tiago perguntou:

“— E qual o talento mais nobre, Senhor?

“Jesus respondeu:

“— O trabalho.

“— E a norma de triunfo mais elevada, Senhor? — perguntou Bartolomeu.

“— A persistência no Bem.

“— Mestre, qual é, para nós todos, o mais alto dever?

“— Amar a todos, a todos servir sem distinção.

“— Mas, Senhor — respondeu Tadeu —, isso é quase impossível!

“E clamou Tiago:

“— A maldade é atributo geral. Eu faço o Bem quanto posso, mas apenas recolho espinhos de ingratidão.

“— Vejo homens bons sofrendo calúnias por toda a parte.

“— Tenho encontrado mãos criminosas toda vez que estendo as mãos para ajudar.

“E todos desfilaram as suas mágoas diante do Mestre silencioso.

“Então, o Discípulo Amado voltou a interrogar:

“— Jesus, o que é mais difícil? Qual é a aquisição, realmente, mais difícil de todas?

“Jesus declarou:

“— A resposta está aqui mesmo em vossas lamentações. O mais difícil é ajudar em silêncio, é amar sem crítica, dar sem pedir, entender sem reclamar… A aquisição mais difícil para nós todos chama-se paciência”.

A Dor é a libertação da Alma

Tanta gente padece na existência terrena. Mas poderá usufruir o benefício de várias encarnações enquanto for necessário esse medicamento para a sua Alma em evolução. Depois receberá a recompensa eterna da consciência tranquila pelo dever bem cumprido.

Não adianta fugir à Dor. O segredo para evitá-la é não a provocar. De que maneira?! Respeitando a Lei Divina. Por isso, é necessário conhecê-la bem. Trata-se de um estudo empolgante e infinito.

Ovídio (43 a.C.-17 ou 18 d.C.) compreendeu a lição do sofrimento: “Suporta e persevera, que essa dor acabará por te ser de grande proveito”.

Como tem sido ao Supremo Político, Jesus, que, em Seu Sermão da Montanha (Evangelho, segundo Mateus, 5:5), nos convida:

— Bem-aventurados os pacientes, porque eles herdarão a Terra.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. [email protected] — www.boavontade.com

ESCOLAS, ENSINO E EDUCAÇÃO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completou 39 anos em 2019. Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. Http://lcamorim.blogspot.com.br – http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br

A gente vê muita coisa ruim na internet, infelizmente, e entre elas, vi o seguinte texto num post na internet, recentemente: “Essa lei que Vcs colocaram eu como um repórter e jornalista básico náo concordo eu trabalho com meu celular depois que saio da escola náo concordo mesmo quando fiquei sabendo passei isso pra imprensa maior eles falaram com representante do governador ele falo que aluno náo pode usa dentro da sala manter desligado mais proibi è um abuso isso eu como aluno e brasileiro náo aceito isso ta bom diretora náo aceito quem cria lei é governo na escola”.

Tive que ler várias vezes, colocar os pontos e vírgulas e desconsiderar os erros de concordância e letras faltantes em algumas palavras para entender que ele estava protestando contra a proibição de celular em sala de aula. O autor do texto não vem ao caso, porque na verdade ele não tem toda a culpa da ignorância em expressar suas ideias na sua língua que é o português, isso é culpa da nossa educação, do ensino que está sendo praticado com nossos jovens. O mais estarrecedor da situação é que este é um aluno do segundo grau. Sim, do segundo grau, não é dos primeiros anos do primeiro grau.

É quase normal um aluno do terceiro ou quarto ano do primeiro grau não dominar a escrita ou a leitura, diante das modificações que fizeram no sistema de ensino brasileiro, nas últimas décadas, e diante da falta de consideração dos donos do poder para com a educação e para  com as nossas escolas, mas alunos do segundo grau já deveriam ter esse domínio. Segundo o texto que vimos acima, a pessoa que o escreveu não consegue nem ao menos comunicar um fato simples, que é a proibição do uso do celular na salada de aula, com o que ele não concorda.

É flagrante o despreparo do estudante e não precisaríamos nem entrar no mérito da questão dele, que é a indignação dele por não poder levar o celular para a sala de aula. Mas há que se discutir, sim, o uso do celular, pois para alguém que escreve tão mal, o celular pode desviar ainda mais a atenção do que está sendo ensinado e a situação dele pode ficar ainda pior.

Precisamos prestar mais atenção ao aproveitamento de nossos filhos na escola e precisamos cobrar de nossos governantes melhoras na nossa educação. Melhores conteúdos programáticos, mais qualificação e salários decentes para nossos professores, manutenção assídua e equipamentos para as escolas públicas. Os programas de relacionamento, na internet, são boas amostras de como anda a instrução que estamos tendo em nosso país, pois lá as pessoas escrevem simplesmente como sabem, alguns de nossos jovens mostram, infelizmente, o pouco que estão aprendendo.

escritor

Luiz Carlos Amorim é fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA em SC, com 39 anos de atividades e editor das Edições A ILHA. Ocupante da cadeira 19 da Academia Sul Brasileira de Letras.
Editor de conteúdo do portal PROSA, POESIA & CIA. e autor de 32 livros de crônicas, contos e poemas, três deles publicados no exterior. Colaborador de revistas e jornais no Brasil e exterior – tem trabalhos publicados na Índia, Rússia, Grécia, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Cuba, Argentina, Uruguai, Inglaterra, Espanha, Itália, Cabo Verde e outros, e obras traduzidas para o inglês, espanhol, bengalês, grego, russo, italiano, francês -, além de colaborar com vários portais de informação e cultura na Internet, como Rio Total, Telescópio, Cronópios, Alla de Cuervo, Usina de Letras, etc.
O autor assina, também, o Blog CRONICA DO DIA, em Http://lcamorim.blogspot.com