sábado , 19 de janeiro de 2019
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Sejamos, nós, os “Salvadores da Pátria”

*Celso Tracco

Celso

Um novo ciclo político está se iniciando em nosso país. Acreditemos que vai dar certo para o bem e felicidade geral da nação. Esperanças se renovam e o otimismo com o futuro reaparece. Mas sabemos que nem tudo será resolvido por este novo governo, por melhor que ele seja. Afinal, o entulho administrativo, o gigantismo da máquina pública, a ineficácia do sistema fiscal, a insegurança jurídica, o descalabro da corrupção, a desigualdade de renda, a precariedade da saúde, da escola, das prisões, da infraestrutura cobra um preço muito alto da nossa população. Muitos anos hão de passar até que uma sequência de governos minimamente capazes e decentes trabalhe para que a maioria dos brasileiros tenha um padrão de vida digno e estável. Por isso, não espere que o governo faça alguma coisa por você. Antes, inverta a pergunta: o que você pode fazer pelo seu país?

Começo de ano! Época de novas ou velhas promessas de vida. Dietas, academias, um curso de idiomas, um novo negócio, mudar de emprego, dedicar mais tempo à família, ir mais ao cinema, teatro, museus etc…. O ser humano é um otimista e sonhador por natureza.

Prometer é fácil, mas o difícil é concretizar. A realização de nossas promessas pressupõe persistência, foco e muita força de vontade. Em vez de promessas, proponho refletirmos sobre novas iniciativas e atitudes visando o bem do próximo. Partindo de cada um de nós, sem vinculação com instituições de qualquer espécie, apenas uma iniciativa individual. Toda atividade econômica, da mais gabaritada empresa de alta tecnologia até um catador de recicláveis, gera e move um ecossistema. A base deste ecossistema é formada pelos seus fornecedores, clientes, colaboradores e familiares.

Acredite, alguém em seu ecossistema precisa de sua ajuda. Ajuda não financeira, nada de dinheiro! Apenas procure doar parte de seu tempo e suas habilidades a quem precisa e gravita em torno de você. Alguém pode precisar da indicação de uma escola, conhecer economia doméstica, realizar um trabalho voluntário ou ter problemas de sociabilização… Crie, com suas ações, uma onda do bem. Contribuir para uma cultura de paz, de harmonia e prosperidade seria uma promessa que valeria a pena cumprir. Só construiremos uma nação segura, próspera, com oportunidades para todos, se nos empenharmos em realizar ações que conduzam a essa meta.

As reais e sustentáveis transformações não acontecem de fora para dentro. Acontecem em nosso interior. Chega de esperar um “salvador da pátria”; temos que inverter essa lógica! Não devemos esperar pelo governo, pois, na verdade, o governo vive do povo. Sejamos, nós, os salvadores da Pátria. Feliz 2019.

*Celso Tracco é escritor, palestrante, consultor e autor do livro Às Margens do Ipiranga – a esperança em sobreviver numa sociedade desigual.- www.celsotracco.com

O PAÍS QUE ANDOU NA LINHA, O TREM…

MARLI GONÇALVES
Siga a faixa que foi posta no presidente que fez uma grande maioria de brasileiros pensar que era fácil, que era só chegar, mandar, fazer e acontecer. A gente que conhece política sabe como as coisas acontecem, ou não, os altos e baixos. Mas em menos de quinze dias as trapalhadas e vaivéns estão corroendo as expectativas até dos mais otimistas. Caia na estrada e perigas ver.

Ainda tem muito chão para esse trem lotado chegar a algum destino. A viagem vai ser longa. Mas que esqueceram de fazer uma revisão básica nos trilhos, no caminho e nos passageiros antes de botá-lo pra rodar, esqueceram. Vagões arriados com o peso de cargas extras, o GPS só pode estar desligado, e o motorneiro é muito inexperiente na prática da direção. A guerra da comunicação está sendo perdida sem que eles se toquem. Continuam apenas atacando, incentivando que a população não os escute, os mensageiros – os poucos que restam porque também houve uma nítida guinada de vários deles.

Não teve dia sim, outro não. Todos os dias uma trapalhada, um disse-não-disse, apaga, volta, recua. Até alguns ferrenhos defensores mais lépidos começam a querer pular, rolando, do trem em lento movimento, já temendo que descarrile logo mais à frente.

Não é questão de ser contra ou a favor. Não se torce contra o veículo que nos transporta, mas há de sempre nos atermos às direções perigosas. Nem os otimistas renitentes estão dormindo tranquilos com seus botões, por mais que continuem publicamente teimando, negando os fatos que se sucedem, culpando a imprensa por mostrá-los, xingando as nossas mães. Ah, e claro, pegando muito pesado, maus, nos xingando de petistas!

Hoje ser chamado de petista, daquele partido que está por aí perdido e destroçado batendo cabeça em postes que plantou, realmente ofende gravemente, nos faz voltar ao século passado quando ainda lhes restava pelo menos alguma dignidade, ideologia e capacidade de divergir. A oposição está nas dormentes, deitadinha, largada, esperando ser atropelada e destroçada de vez.

Em dias se percebe que há vários Governos dentro de um mesmo. Tem o vagão da Economia, que tenta se desgarrar, mas carrega até gente do passado, do guardanapo de pano, do sapato de sola vermelha, como Joaquim Levy.

Tem o vagão Justiça e Segurança Nacional de Sergio Moro. Mas até agora não o vimos passando nem perto das praias do Rio, muito menos do Ceará onde as organizações criminosas estão tocando o terror, fogo e bombas em pontes e viadutos. Comandados de dentro das prisões – lá de onde não falta luz, internet, nem correio elegante com ordens dos chefes.

Tem as tranqueiras. Que ou continuam falando bobagens ou falaram bobagens no passado que agora estão sendo desencavadas com gosto, possivelmente até por vingança dos que não foram embarcados. Desse vagão já estão sendo atirados os primeiros seres, baixas em tempo recorde. Teve até o da Apex que, demitido, se agarrou na porta berrando que não sairia, e foi chutado.

Por sua vez, perdi a conta das solenidades militares do céu, terra e mar que contaram com a presença do presidente, que parece desta forma demonstrar alguma força e imposição.

A Maria Fumaça partiu. Vai ter uma parada maior dia 1º de fevereiro com a posse do novo Congresso Nacional, eleição das mesas diretoras, e quando a realidade da política vai dar tchauzinho da janela, tentando aproveitar a passagem para embarcar seus parentes, amigos, vontades e privilégios em troca do seu amor. Fidelidade, não, que aí para eles já é demais, inclusive por ganharem com sorriso amarelo a companhia dos Filhos do Capitão, do ator pornô, entre outros parasitas, como os papagaios e papagaias de pirata, de onde nada se espera e de lá nada de bom virá.

Torcendo só para que o trem não apite na curva, conforme aquele velho provérbio.

Marly

Marli Gonçalves, jornalista – O que não falta é notícia.

Brasil, 2019!

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Boas práticas para prevenir o câncer de bexiga

*Dr. Marco Lipay

É importante conhecer os fatores de risco para o câncer de bexiga, pois podemos mudar hábitos e instituir boas práticas ao cotidiano e, assim, diminuir a chance de desenvolver o câncer de bexiga ao longo da vida.

Atualmente, o tumor de bexiga – também conhecido como urotelioma vesical ou carcinoma de células transicionais de bexiga – constitui-se na quarta doença neoplásica (câncer) em incidência no homem nos Estados Unidos e a oitava causa mais comum de mortes por câncer. Na grande maioria das vezes, o tumor de bexiga desenvolve-se de modo assintomático e é identificado após o paciente urinar com sangue e sem dor, motivo esse que o leva a consultar um Urologista, médico especializado em doenças do aparelho urinário.

Estima-se que 81.190 novos casos de câncer de bexiga (cerca de 62.380 em homens e 18.810 em mulheres) e 17.240 óbitos ocorreram nos Estados Unidos em 2018 (cerca de 12.520 em homens e 4.720 em mulheres). A incidência dos tumores aumenta com a idade, sendo que geralmente o diagnóstico é realizado entre a sexta e a oitava décadas de vida, com predomínio da incidência para pacientes do sexo masculino, na razão de 4 para 1. Nos Estados Unidos, a incidência do urotelioma vesical é duas vezes maior em pacientes brancos do que em negros, sendo mais comum nas cidades industrializadas.

No Brasil, estimam-se 6.690 novos casos de câncer de bexiga em homens e 2.790 em mulheres, para cada ano do biênio 2018-2019. Esses valores correspondem a um risco estimado de 6,43 novos casos a cada 100 mil homens, ocupando a sétima posição; e de 2,63 para cada 100 mil mulheres, ocupando a 14ª posição em incidência, segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer).

Sabe-se que a manifestação do tumor vesical se relaciona com tempo prolongado de exposição do urotélio (tecido que reveste o interior da bexiga que fica em contato com a urina) aos agentes carcinogênicos, que estão associados, principalmente, ao hábito de fumar, atividades profissionais, além do uso crônico de drogas quimioterápicas como a ciclofosfamida e radioterapia na região pélvica. Outras causas menos frequentes lembradas, são: pedras ou cateteres de urina deixados na bexiga por muito tempo, defeitos congênitos (anomalias da anatomia ao nascimento) e fatores genéticos.

Destacamos que o hábito de fumar é o fator de risco mais importante para o câncer de bexiga. Fumantes têm pelo menos 3 vezes mais chances de ter câncer de bexiga do que os não-fumantes. Fumar é responsável por aproximadamente metade de todos os cânceres de bexiga em homens e mulheres. Nessa questão, inclui-se também pessoas que não fumam e estão em íntimo contato com tabagista, ou seja: respiram a mesma fumaça do cigarro e são conhecidos como “fumantes passivos”.

Os trabalhadores de indústrias química também podem ter um maior risco de câncer de bexiga, principalmente os das indústrias que são fabricantes de borracha, couro, derivados de petróleo, solventes, têxteis e produtos de pintura.

Outros trabalhadores com um risco aumentado de desenvolver câncer de bexiga incluem pintores, maquinistas, impressores, cabeleireiros (provavelmente, devido à grande exposição a tinturas de cabelo) e motoristas de caminhão (provavelmente, devido à exposição a fumaça de diesel).

O tabagismo e exposições no local de trabalho podem agir em conjunto para causar câncer de bexiga e, assim, ter uma probabilidade muito maior de desenvolver o câncer de bexiga.

A grande pergunta é : O câncer de bexiga pode ser prevenido?

Alguns fatores de risco, como idade, sexo, raça e histórico familiar, não podem ser controlados. Mas podemos diminuir o risco se, por exemplo, você não fuma ou se limita o tempo de exposição a determinados produtos químicos no local de trabalho. Dica: Se você trabalha em um local onde possa estar exposto a esses produtos químicos, siga as boas práticas de segurança no trabalho, além de não fumar.

Coma muitas frutas e legumes. Alguns estudos sugerem que uma dieta rica em frutas e vegetais pode ajudar a proteger contra o câncer de bexiga, entre outros. Beba muita água e quando você sentir vontade de urinar, não segure por muito tempo, urine!!

*Marco Aurélio Lipay é doutor em Cirurgia (Urologia) pela UNIFESP, titular em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia, membro Correspondente da Associação Americana de Urologia e autor do Livro Genética Oncológica Aplicada a Urologia

Tecnologia aplicada à Saúde

*Carlos Eduardo Spezin Lopes

É urgente se discutir o atual cenário da saúde no Brasil, principalmente no que diz respeito ao perfil do paciente digital e as tendências tecnológicas aplicadas à saúde.

A população está envelhecendo em todo o mundo. Mas o que isso implica no Brasil? Como está o nosso setor de saúde? De acordo com o IBGE, em 2060, 1 em cada 4 brasileiros terá mais de 65 anos. A partir de 2039, haverá mais pessoas idosas que crianças vivendo no país.

Esse cenário implicará em uma maior predominância de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e câncer. E isso resulta em uma tendência de crescimento no volume de consultas, exames e internações, além de uma maior preocupação com prevenção e gestão da saúde. A consequência disso é a pressão no sistema público e nas operadoras de planos de saúde, que já enfrentam dificuldades com o atual modelo de negócios. Essa foi a má notícia. Agora, a boa notícia é que existe solução: a saída para evitar o colapso no setor é a transformação digital.

Importantes respaldos tecnológicos avançam no setor da saúde e já se fazem presentes na vida dos pacientes. A corrida tecnológica para o incremento da longevidade, redução de custos de tratamento e gestão da saúde já começou. E existem importantes iniciativas que auxiliam nesta jornada:

Big “Health” Data: na era digital, podemos ter informações sobre a saúde e as características genéticas de um bebê, por exemplo, que podem prevenir doenças futuras e ajudar a encontrar a cura antes mesmo dos sintomas começarem a surgir. As informações de pacientes podem facilitar o monitoramento do tratamento e possibilitar o cruzamento de informações envolvendo diagnósticos, intervenções e terapias realizadas, inclusive, em outros países. Captar e cruzar dados pode trazer ganho de tempo e redução de custos, passando por tomadas de decisão mais precisas e eficientes.

Telemedicina: a utilização de aplicativos e softwares que podem ser manejados a distância é um recurso valioso e necessário que proporciona o encurtamento de processos e facilita diagnósticos precisos de doenças e exames. Pode-se levar atendimento de altíssima qualidade para áreas remotas. No setor público, por exemplo, nas unidades de Pronto Atendimento que notadamente possuem recursos escassos, será possível disponibilizar remotamente mão de obra altamente qualificada e especializada.

Aplicativos: diversos apps já fazem parte do nosso dia a dia e podem auxiliar na obtenção de uma vida mais saudável ou a descobrir, em um curto período de tempo, sintomas de doenças ou informações mais apuradas. Já temos apps que monitoram os batimentos cardíacos em tempo real, que medem o índice glicêmico, a perda de gordura e até a qualidade do sono. Um exemplo emblemático dessa tecnologia é o app que transformou o celular em um oftalmologista portátil, permitindo a realização de exames de fundo de olho em 5 mil pacientes, no Quênia.

Wearables: o termo se refere às tecnologias para vestir. Conhecemos relógios inteligentes ou dispositivos para a prática de esportes, mas há muito mais tecnologia por vir. Os wearables estão cada vez mais refinados, o que permite monitoramentos contínuos, por exemplo, nos cuidados de saúde (nível de estresse, diabetes, lactose, etc). Dispositivos de uso interno, sob a pele ou “comestíveis”, estão sendo desenvolvidos para detectar alterações químicas no corpo. Ingestíveis de novas gerações podem, por exemplo, monitorar as reações aos medicamentos para ajudar com o tratamento.

Chatbots: os robôs já são aliados em diversas áreas e com a saúde não poderia ser diferente. Temos máquinas que usam Inteligência Artificial para identificar potenciais riscos à saúde e alertam profissionais multidisciplinares. O caso do robô Laura é um ótimo exemplo. Ele foi desenvolvido usando tecnologia cognitiva, ou seja, é capaz de aprender. Ele encontra falhas operacionais e informa as pessoas responsáveis, o que resulta em economia de tempo, recursos e, claro, vidas salvas.

Interconectividade: conectar todas essas informações geradas e disponibilizar de forma segura, confiável e respeitando a privacidade do usuário é um desafio e, ao mesmo tempo, vital para que a transformação digital na saúde ocorra. As iniciativas de blockchain, tecnologia de registro de informações a partir de cadeias de blocos protegidos por criptografia, dão mais segurança às transações digitais e podem auxiliar nesse processo.

Busca e agendamento de consultas online: a tecnologia aplicada na busca de uma relação mais humana entre profissionais de saúde e pacientes pode ser poderosa. Mais do que equipamentos de última geração, é necessário investir na melhor gestão do tempo – tanto do paciente quanto do profissional de saúde – dando ênfase para a qualidade deste tempo, dedicando mais foco nos humanos do que nas doenças. Afinal, tempo e saúde são dois ativos preciosos para a humanidade. Diante disso, plataformas que permitem buscar o profissional de saúde que melhor atenda às necessidades do paciente, que permitem avaliar e ver outras avaliações como referência, fazer o agendamento na hora que convém (24 horas por dia/7 dias por semana), é o tipo de serviço essencial para diminuir o tempo de dor e atender ao ritmo de vida do paciente que vive na era digital, além de otimizar o tempo dos profissionais, melhorando a gestão de seus consultórios e, consequentemente, o atendimento aos pacientes.

Existem muitas outras tecnologias aplicadas à saúde que auxiliam na prevenção de doenças, diminuição da mortalidade, aumento da expectativa de vida e que estão colaborando para a futura sustentabilidade financeira do sistema de saúde. Além disso, a transformação digital promove uma maior autonomia do paciente com sua própria saúde e resulta em mais qualidade de vida e satisfação. O paciente de hoje é digital, faz buscas na Internet e está aberto às possibilidades da Saúde 4.0.

A dinâmica do mercado mudou e com ela nossos hábitos enquanto consumidores. A representativa penetração online observada em setores como o de hotelaria e hospedagem precisa, urgentemente, ser estendida para o setor de saúde, que segundo estudo da Dealroom.co, movimenta cerca de dois trilhões de euros ao ano e possui apenas 2% de penetração na Internet. O potencial desse universo em expansão está aberto, basta conectar.

Tempo e Saúde estão entre suas prioridades? Então use a tecnologia a seu favor.

* Carlos Eduardo Spezin Lopes é Country Manager da Doctoralia no Brasil. Doctoralia é a plataforma líder mundial que conecta pacientes e profissionais de saúde.

Sobre a Doctoralia
Parte do Grupo DocPlanner, a Doctoralia é a plataforma líder mundial que conecta profissionais de saúde e pacientes, proporcionando uma experiência de cuidados mais próxima e humanizada. Aos pacientes a Doctoralia oferece um espaço para perguntas, avaliações e busca segmentada por especialistas de acordo com suas necessidades. Aos profissionais e centros de saúde, a plataforma impulsiona a presença online facilitando o contato, além de auxiliar no gerenciamento de pacientes e na eficiência das consultas.

Sobre o Grupo DocPlanner
O Grupo Docplanner, presta serviço para mais de 30 milhões de pacientes por mês e gerencia cerca de 900.000 agendamentos de consultas mensais. A plataforma conta com mais de 2 milhões de profissionais e 2.2 milhões de opiniões de pacientes nos 20 países onde está presente. A empresa, fundada em 2012 na Polônia, já tem mais de 700 funcionários em seus escritórios em Varsóvia, Barcelona, Istambul, Roma, Cidade do México e Curitiba.

Para mais informações, visite www.doctoralia.com.br

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Carlos Eduardo Spezin Lopes é Country Manager da Doctoralia no Brasil.
Carlos Eduardo Spezin Lopes é Country Manager da Doctoralia no Brasil.
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Tecnologia como aliada do conhecimento e da educação

*Por Arno Krug

A tecnologia e a internet não apenas aceleraram a velocidade e a quantidade de dados a que todos têm acesso, como também transformaram a comunicação e o trabalho colaborativo, dando maior protagonismo aos usuários e ampliando as possibilidades de aprendizagens significativas. No meio escolar, estendeu-se como um novo meio para o fim. Ainda é perceptível o receio de alguns docentes sobre o uso de itens tecnológicos nas dependências escolares: menos da metade, 40% dos professores, solicitam em algum momento, o uso de tecnologias para realizações de trabalhos, exercícios e trabalhos em grupo pela internet.

Hoje, a tecnologia é uma realidade que está disponível para todas as gerações de estudantes e se faz presente, fortemente, no dia a dia. O momento agora é de atualizar o entendimento sobre o quanto tais ferramentas passaram nos últimos anos para a esfera de facilitadores, refletindo e planejando sobre a utilização das inovações disponíveis em diversas dimensões, definindo com clareza, para a escola e seus aprendizes, por que e para qual finalidade utilizá-las, assim como, o que e quando criar, realizar, registrar, avaliar, comunicar e compartilhar.

A International Society for Technology in Education (ISTE)/Sociedade Internacional da Tecnologia em Educação, a qual a Sphere International School, do Grupo SEB está baseada, atua como uma estrutura para que estudantes, educadores, administradores, treinadores e educadores de ciência da computação repensem o assunto e criem ambientes de aprendizado inovadores, trazendo diferentes possibilidades e fontes de pesquisas, realidade aumentada, aplicativos por área de conhecimento e mídias sociais, que permitem compartilhar projetos, atrair os estudantes e dar maior protagonismo, dinamismo e interação entre todos dentro de sala de aula.

O educador, nesse contexto, deixa de lado as atividades mais mecânicas, como elaboração de provas e correção de exercícios, e se torna um mediador da aprendizagem, um provocador e curador de conteúdos, criando estratégias pedagógicas híbridas, que mesclam modos de ensino online e offline, seja por meio de games e plataformas onlines ou com trabalhos de mentoria em grupo, diversificando fontes e perspectivas e fornecendo diferentes possibilidades de aprendizagem, de comunicação e de avaliação. Espera-se, aos aprendizes, que desenvolvam habilidades de investigação e análise do processo de elaboração de um projeto, demonstrando habilidades técnicas, socioemocionais e criativas com o uso e aplicações destas.

Vale salientar que, apesar do incentivo ao uso de diferentes tecnologias, em nenhum momento os novos recursos substituem ou devem minimizar as possibilidades de aprendizagem por meio de outros sentidos, seja pelo contato com a natureza, com a exploração de diferentes formas de expressão e de estímulo às diferentes inteligências. Por isso, é importante compreender o uso das tecnologias integrado em todos os segmentos, não como uma ferramenta ou disciplina isolada e desconectada do contexto geral de aprendizagem, mas sim assimilada como meio.

CEO
* CEO da Sphere International School, Arno Krug é graduado pela UFSC em varejo e negócios, e especializações sobre o assunto na Columbia Business School e FAE, além cursos de Educação Executiva e Estratégia Disruptiva pela Harvard Business School

Mega-Sena pode pagar R$ 4 milhões no sorteio deste sábado

O concurso nº 2112 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 4 milhões para a aposta que acertar as seis dezenas hoje (5). O sorteio será realizado a partir das 20h no município de Caibí (SC).

Os apostadores podem tentar a sorte até as 19h (horário de Brasília), em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país e também no Portal Loterias Online. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50.

Segundo a Caixa, se apenas uma pessoa faturar o prêmio e aplicar todo o valor na poupança, vai receber mais de R$ 14 mil em rendimentos mensais. O dinheiro do prêmio principal é suficiente para comprar 100 carros populares.

Agência Brasil

A Belo Horizonte Eterna

A cidade de Belo Horizonte nasceu de um equívoco. Enquanto construíam a cidade planejada para sediar a nova capital do Estado, transferida de Ouro Preto em 1897; Nova Iorque, nos EUA, estruturava e construía seu metrô, sendo as linhas fundamentais inauguradas em 1904, que estão em plena atividade até hoje.
O simples fato de considerar a mobilidade urbana em qualquer cidade planejada naquele final de século, com trens urbanos e metrôs, a região do Arraial do Curral del Rei seria descartada ao primeiro instante, por sua geografia irregular. O Arraial só foi escolhido para sediar a nova capital por causa de uma grande armação política, vencida em renhida votação. Por lei, a nova capital teria que ser construída em quatro anos, e os políticos da época consideravam aquele ermo do Curral del Rei totalmente inapropriado, sem via férrea, sem centro urbano, sem estrutura alguma, o que seria impossível de ser concretizado dentro do prazo estipulado, ficando assim a capital em Ouro Preto, de forma definitiva. Para o êxito da construção, a liderança de Aarão Reis, engenheiro-chefe da obra, foi fundamental e a cidade foi erguida em tempo recorde, com orçamento total atualizado em R$300 milhões.

A planta original de Aarão Reis para a nova capital da região sudeste foi planejada para até 200 mil pessoas: um equívoco monumental! Homem probo e ético, Reis era natural de Belém, estado do Pará, que por mais que fosse considerado referência nacional por seu conhecimento teórico no urbanismo, não havia morado ou nascido em uma grande metrópole mundial. Não poderia idealizar uma cidade além do universo que conhecia e pertencia. Assim Belo Horizonte nasceu pequena em dimensões internas e externas, extrapolando nas primeiras décadas a planta original e crescendo de forma desordenada, em todos os lados e direções.
Belo Horizonte é hoje essencialmente uma cidade brasileira, nascida ao acaso de pretensões e interesses, que foi se reinventando e se superando entre remendos, acertos e equívocos. São ruas e avenidas que cruzam e se descruzam, com seus vários pontos de conflitos, como as relações humanas, revelando uma cidade inimaginável nos dias de hoje.

Sobre Belo Horizonte, o jornalista José Maria Rabelo escreveu obra definitiva, levantando dados desde a origem do Arraial, quando a imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem foi trazida da nau portuguesa que seguia para a Índia e atracou avariada no porto do Rio de Janeiro. Do porto até aqui, a imagem foi trazida pelas mãos de seu navegante português e fundador do Arraial, Francisco Homem del Rei, por volta de 1709. Quando a capital começou a ser construída, havia apenas a capela de Nossa Senhora da Boa Viagem, que abrigava a imagem, e 200 míseras casas, que foram dizimadas pela comissão construtora.

As cidades não se medem em suas plantas, nos planos diretores. Ela é a soma dos sonhos de sua gente, dos anseios daqueles que as habitam e povoam suas ruas com vida, música, poesia. Belo Horizonte é muitas e todos os dias ela se põe dentro do coração das pessoas que a amam e acreditam nela; como eu!

Jornalista Petrônio Souza Gonçalves
Petrônio Souza Gonçalves é jornalista e escritor

Violência patrimonial – Paiva Netto

Escolhi apresentar a vocês hoje o retrato da violência patrimonial, que provoca lastimável sofrimento, mormente a mulheres e crianças.
A advogada Cíntia de Almeida, fundadora e diretora-executiva do Centro de Integração da Mulher, em Sorocaba/SP, trouxe-nos valiosas informações sobre o assunto:
“A violência patrimonial envolve aquela mulher que deseja colocar as suas potencialidades a serviço do trabalho para contribuir com a família, mas seu companheiro, seu marido, a impede. Ele destrói os seus documentos pessoais, a sua carteira de trabalho. É também quando as divergências se instalam na vida da família. Ao optar pela separação, a mulher faz a denúncia competente. Então, o companheiro destrói os seus bens, os bens que ambos adquiriram conjuntamente. Ou quando ele a coloca para fora do lar: ‘A casa é minha. Os filhos são seus. Então, eu fico com a casa’”.
Segundo a dra. Cíntia, “essa outra forma de violência patrimonial depois na Justiça se esclarece, mas há uma demora grande. A Justiça está assoberbada, e existem numerosos casos. Até que se resolva tudo, muitas vezes, a mulher é obrigada a sair com os filhos dessa situação constrangedora e violenta para buscar um abrigo, uma casa onde possa falar que é sua por um tempo predeterminado, intermediário, e onde vai ter toda a assistência possível. Mas não é a casa dela. Então, é um constrangimento que ela vive. Essa é uma violência patrimonial, além de psicológica, em que ela vê os sonhos destruídos, e uma violência moral, em que se vê impossibilitada de reação. O companheiro que ela ama a destrói como pessoa e destrói a sua vontade de viver, de ser feliz e de transformar os filhos dessa união em pessoas saudáveis para a sociedade. Ela fica muito vulnerável, muito exposta”.
O agressor
Atenção agora a esta consideração de nossa entrevistada: “Geralmente, o agressor é alguém que conhece a mulher em todas as situações e como reage; sabe de todos os detalhes do seu dia a dia e conhece o seu cheiro, os seus sonhos”.
Grato, dra. Cíntia, pelas elucidações levadas ao ar no programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696). William Shakespeare (1564-1616) dizia que “aos infelizes o melhor remédio é a esperança”. Contudo, é dever de todos nós e dos poderes constituídos tornar realidade o socorro às vítimas da violência em seus vários aspectos. Mais que isso, chegar antes, não permitindo que ocorram.
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

Ludimilla Oliveira – Quando você muda de lugar!

Chegava sempre   por volta das quase dezenove  horas, sentava logo ali na frente  e podia sentir o vento adentrando pelas janelas altas e bonitas da Escola  Técnica de Comércio União Caixeral. Uma imensurável satisfação em cada aula, ademais uma turma muito querida e engajada, pois ali estavam filhos de grandes contadores da cidade Mossoró.

Eu, uma  jovem empreendedora aos 15 anos , bem que imaginava que seria diferente o futuro. A vida sempre nos reserva surpresas e o inesperado é bem possível de sempre acontecer.

Mas, o mote desse escrito é mesmo o que recente tenho vivido.

Dia desses, num dos eventos da Academia de Ciências Jurídicas e Sociais, na Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, me vi no passado quando menos esperei.

Dos fatos:

 

Fui fazer uma fotografia  e de repente uma imagem na memória, que não estava posta: vi minha turma, cada um em seu lugar , a pesar da sala fechada, pude sentir o ar entrando pelas janelas que davam para  a rua. Vi as crianças na praça correndo, lembrei das conversas engraçadas, dos sonhos de cada um e de uma aula de mecanografia.

Mas, eu gostava tanto de contabilidade e custos, de contabilidade pública. Sabe, eu vi o quanto foram bons aqueles dias e logo percebi, que alguns colegas já partiram dessa vida.

Foi quando entendi, o quanto tinha caminhado, quantos caminhos mudados. Plataformas de vida e de trabalho, tão diferentes do que eu pensei.

Fiz  minha fotografia e subitamente compreendi, que o caminho trilhado pela escola da vida , sendo ele  com educação, ela faz toda a diferença.  O tempo prepara para muitas coisas e as circunstâncias moldam o ser humano, dependendo, unicamente do que se faz para vencer cada obstáculo. Aliás, a porção de fé e  a presença de Deus, mudaram minha história. Olha eu aqui!

Thadeu Brandão – Que República temos para comemorar?

Quando a primeira república contemporânea surgiu, ela era um verdadeiro anacronismo em um mar repleto de monarquias absolutistas. Surgiu como uma novidade, um farol de liberdade e democracia, embora não se soubesse direito o que era isso. Refiro-me aos Estados Unidos da América, cujo processo revolucionário foi consolidado com a primeira constituição republicana em 1783. Depois veio a França revolucionária e, com seu rescaldo, as jovens nações americanas, ex-colônias hispânicas. Ao fim do século XIX e após a I Guerra Mundial, o ideal republicano já havia tomado conta do mundo, Ocidental ao menos.

O Brasil, como todos sabem, realizou sua transição de monarquia para república por meio de um golpe militar. Era o segundo de sua história, já que a deposição do primeiro imperador, em 1831, já havia aberto um perigoso precedente. Pois bem, o Exército, com apoio de setores insatisfeitos, como os cafeicultores desprovidos de seu capital escravagista e uma incipiente classe média, para ficar nestes apenas, puseram fim à nossa experiência monarquista de mais de 60 anos e, com ela, nossa primeira constituição, a outorgada de 1824.

No poder, o republicano de última hora, Marechal Manuel Deodoro da Fonseca. Autoritário como o ex imperador D. Pedro II, não soube lidar com as lides políticas do Congresso Nacional. Caiu. Seu sucessor, o também pretenso ditador e Marechal, Floriano Peixoto, assinalou o fecho da primeira e conturbada fase da república, chamada de “República da Espada”. Com Prudente de Morais, iniciava-se o período de consolidação e relativa calmaria, denominado de “República Velha” ou “República Oligárquica”.

Foi um longo período marcado pelo domínio dos interesses dos produtores de café paulistas e de outros grupos, proprietários de terras, dos estados da federação. Éramos os “Estados Unidos do Brasil”. Eleições forjadas foram a tônica de uma democracia inexistente. Uma “res publica” de pouquíssimos, muito “pouquíssimos” mesmo. Somente com nosso início de incipiente industrialização e mudanças na dinâmica econômica, novos atores sociais exigiram participação política: classe média e trabalhadores urbanos (operariado).

Mais do que nunca, esses novos atores políticos iriam causar um desconforto de décadas nas velhas elites consolidadas. Uma vez apaziguada as classes médias e seus setores representantes, como o jovem oficialato do Exército, os “tenentes”, com a Revolução de 1930, ainda havia aquele grupo perigoso a conter. A Era Vargas (1930-1945) foi marcada por essa tônica, onde o novo Estado, centralizador e autoritário, fazia às vezes de “Pai dos Pobres”, usando da arma populista para conter os movimentos operários e sociais. Era o “peleguismo” em ação. Se nada tinha de revolucionário ou comunista, mesmo esse sistema de apaziguamento assustavam a carcomida e inapetente elite brasileira.

O fim do Estado Novo (1937-1945) foi marcado por um breve período de democratização, agora com uma certa participação de vários grupos sociais e políticos. Consolidava-se um discurso de esquerda no Brasil, surgido antes (O Partido Comunista do Brasil – PCB – havia sido fundado em 1922), mas agora com presença marcante em vários setores. Breve, pois em menos de dois anos, novamente a clandestinidade. A Guerra Fria e a presença marcante dos EUA na política interna brasileira radicalizavam os ânimos e apontavam qualquer apaziguamento como um caminho “rumo à esquerda”.

Reformas estruturais, não para o socialismo, mas para o desenvolvimento capitalista, já que propiciariam a redução da pobreza, o fortalecimento da classe média e do mercado interno, foram tachadas de subversivas: reforma agrária, aumento do salário mínimo, etc. A queda, já detida antes pelo suicídio de Vargas, foi fatal. O Golpe de 01 de Abril de 1964 marcaria a tônica da república tupiniquim: mais uma vez autoritária. Seriam mais 21 anos de Ditadura Militar, marcado por um desenvolvimentismo concentrador de renda e de regiões, pela destruição dos organismos de participação política e, aquilo que considero um de seus mais portentosos legados: um rastro de violência que sentimos até hoje.

1985 trouxe a Nova República. Com ela, a Constituição Federal de 1988, única de fato, “cidadã”. Com ela, 7 presidentes diferentes, dois deles depostos por processos de impeachment. A consolidação foi dura. Os avanços ocorreram: quebrando o paradigma anterior tivemos um sociólogo presidente. Depois o operário. A mulher, finalmente, que com seu passado de luta contra a Ditadura, mostrou nova tônica. Ainda aguardamos um negro ou, um descendente de índios, porque não? Em todo caso, não se trata de quem encontra-se no poder, mas que de projeto põe-se lá. Eis a questão. Qualquer tentativa de fazer desta República uma democracia, passará por consolidar as instituições e a sociedade civil. Assim, as reformas podem vir, pois não serão derrubadas pelo golpismo da pequena e burra elite conservadora. Burra, porque, ao pensar apenas em seus ganhos imediato, joga todo um futuro no lixo.

O Brasil, das redes sociais, dos fake news e das bazófias elegeu um populista de extrema-direita que, sem projeto claro ou propostas, assinala “acabar com tudo que está aí”, apontando principalmente para a Constituição Federal de 1988 e seus parcos ganhos sociais. Uma nação menos inclusiva, menos democrática e mais autoritária parece ser 0 que nos aguarda nesta nova fase da República.

Qual nosso saldo? Ainda negativo, ouso dizer. Já avançamos muito? Sim. Conquistamos alguns batentes, mas a escadaria é longa. Ainda temos uma República de poucos. Milhões de miseráveis, analfabetos, favelados, excluídos e sem perspectivas, herdeiros da escravidão pretérita e filhos da lentidão das reformas presentes. São a esses brasileiros que devemos uma “res publica” de fato. Pois, se é de todos a coisa pública, esta não chegou a eles. Ao povo brasileiro, trabalhador, que devemos essa república. Somente assim, de fato, essa “liberdade, liberdade” poderá abrir a asas sobre nós. Onde a “voz da liberdade” poderá mesmo sempre a nossa voz.

Por enquanto, nenhuma luz no túnel cada vez mais longo e escuro.