terça-feira , 25 de abril de 2017
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Paiva Netto – Todo dia é dia de Índio

Os registros históricos relatam que, no I Congresso Indigenista Interamericano, ocorrido no México, em 1940, representantes de diversos países convidaram os índios a se sentarem à mesa para o debate cujo tema central era a própria situação deles no continente americano. A princípio, os protagonistas do evento, receosos, não compareceram. Porém, no dia 19 de abril, numa demonstração de cordialidade, aceitaram participar do acontecimento. Por isso, nessa data foi instituído o Dia do Índio. O objetivo principal era o de exigir dos governos a criação de políticas que salvaguardassem a cultura e a qualidade de vida dos povos indígenas. No Brasil, em 2 de junho de 1943, o presidente Getúlio Vargas (1883-1954) assinou o decreto de lei no5.540, determinando que no país aquela data também fosse dedicada ao índio.

Ao longo do tempo, apesar dos esforços de garantir a eles o direito de viver em suas terras com dignidade, há muito o que fazer ainda. Eles são merecedores do maior respeito. Os versos do entusiasta Jorge Ben Jor, na composição em parceria com o saudoso Tim Maia (1942-1998) e imortalizados na voz de Baby do Brasil cá na Terra Brasilis, valem nossa reflexão: “(…) Pois todo dia, toda hora, era dia de índio/ Mas agora eles só têm um dia / O dia dezenove de abril (…)”.

Sepé-Tiaraju

A história de nosso povo e de sua luta por tornar o país soberano tem, na atuação dos índios, capítulo dos mais relevantes. Grandes guerreiros o grafaram com as tintas da coragem e do amor ao torrão natal. Um deles, Sepé-Tiaraju, guarani de São Miguel das Missões, teve seu nome inscrito em 18/4/2006, pelo Senado Federal, no Livro dos Heróis da Pátria. A honrosa distinção partiu de um projeto do senador pelo Rio Grande do Sul dr. Paulo Paim.

O Brasil que desejamos ver progredir, nunca deixando de lado seu natural espírito solidário e fraterno, é composto também por decididas Almas, como a de um Sepé-Tiaraju que, a 7 de fevereiro de 1756, na resistência à invasão dos Sete Povos das Missões, bradou: “Esta terra tem dono!”.

De fato, esta terra é de Jesus, a presença que a todos ilumina! E como gosta de saudar um Irmão Índio, grande amigo nosso, conhecido como Flexa Dourada (Espírito): “Salve, Jesus!”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. Contato: [email protected]/ www.boavontade.com

A verdadeira urgência é resistir – Fernando Mineiro – Deputado estadual (PT-RN)

Ao aprovar o regime de urgência para a reforma trabalhista, os golpistas revelaram mais do que uma estratégia política para acelerar a tramitação do projeto repudiado pelas centrais sindicais, movimentos sociais, CNBB, OAB, entre outras instituições respeitáveis que já o condenaram de público. Indiretamente, os golpistas revelaram também que têm pressa porque têm medo.

Eles sabem que a sociedade organizada vai reagir nas ruas para barrar a reforma abusiva, assim como ocorreu com a Previdência. Por uma razão muito simples: as pessoas já perceberam que a reforma trabalhista não tem nada de modernizante, não é justa nem é capaz de ajudar a reverter o desastre econômico que o governo deles produziu no Brasil.

Os “argumentos” pró-reforma que os golpistas martelam incessantemente na mídia seguem o mandamento nazista da propaganda política: uma mentira repetida mil vezes pode tornar-se verdade. Tudo o que eles dizem é uma mera cortina de fumaça para encobrir os verdadeiros objetivos da reforma: rasgar a CLT e empurrar as relações trabalhistas de volta ao século 19, cassar direitos e conquistas sociais, dificultar o acesso dos trabalhadores à Justiça, enfim, beneficiar o capital e aviltar o valor do trabalho.

A verdadeira urgência da reforma trabalhista relatada pelo deputado tucano Rogério Marinho, que se presta ao papel de marionete dos setores mais atrasados do patronato, passa longe do que foi aprovado na Câmara. O que é urgente de verdade é a mobilização contínua e a resistência organizada contra esse novo desdobramento do golpe político iniciado com o impeachment da presidenta Dilma.

É preciso participar da greve geral convocada para o próximo dia 28, realizando atos de protesto em todas as cidades e mantendo as pessoas informadas e conscientes do fundamental: por maior que pareça o rolo compressor dos golpistas, ele sempre será menor que o poder dos/as trabalhadores/as unidos/as em defesa de suas conquistas legítimas.

#Nenhumdireitoamenos

Tomislav R. Femenick – Nem tão elementar, meu caro Watson

Tomislav R. Femenick – Da Academia Brasileira de Ciências Contábeis

Nos Laudos Periciais os fatores subjetivos são identificados como aqueles que são norteados pela experiência, expertise e competência do perito e que, portanto, expressam um juízo de valor. Sabendo-se que pessoas diferentes podem tirar conclusões diferentes de uma mesma questão e ambas estarem corretas, o campo dos fatores subjetivos nas Pericias Judiciais é amplo e reconhecidamente necessário. Todavia há que se ter parcimônia no uso e influência de fatores subjetivos na estruturação de Laudos Periciais, bem como na interpretação de dados que sejam factíveis de subjetividade. Porém os elementos objetivos não podem ser objetos de interpretação e de “achismo”.

Um dos princípios base do raciocínio científico diz que o “todo” se decompõe em “partes” e que a junção de todas as partes recompõe o todo. Outro axioma do mesmo campo impõe que, em um conjunto de variáveis, todas têm que ser verdadeiras para que o resultado da equação seja igualmente verdadeiro. É uma situação similar ao silogismo, sistema de raciocínio dedutivo, que parte de algumas premissas para se obter uma conclusão lógica. Para que a conclusão seja verdadeira, todas as premissas também têm que ser verdadeiras. “Elementar, meu caro Watson”, diria Sherlock Holmes. Proposições elementares, mas nem sempre seguidas com acuidade.

Todavia nem sempre é assim tão elementar. Vejamos um caso concreto. Recentemente fomos convidados a analisar uma Perícia Contábil de um processo judicial em que se avaliava uma empresa para fins de dissolução da sociedade. Aparentemente nada de anormal. No entanto, ao estudar a metodologia adotada pelo perito e, ainda, como essa metodologia foi usada, nos deparamos com algumas impropriedades. Primeiro, o Laudo Pericial tinha sido estruturado tendo como base o sistema de Fluxo de Caixa Descontado, metodologia fundamentada nos seguintes pressupostos: a) o valor do empreendimento está relacionado à expectativa de geração de caixa em períodos futuros; b) a capacidade do negócio gerar recursos financeiros lhes confere valor. Essa lógica é correta quando a sociedade continua existindo, mesmo com a saída de alguns sócios, e não com a saída de todos os sócios. Havia ainda um agravante, era uma sociedade mista de capital e pessoas, pois a geração de caixa estava intimamente ligada ao trabalho dos sócios; profissionais liberais de um mesmo ramo e de uma mesma especialidade.

Mais estranho ainda foi o fato de que as “fórmulas matemáticas utilizadas eram indicadas somente para sociedades anônimas de capital aberto”, com ações negociadas em bolsa de valores. Uma das fórmulas usada inclui elementos bem próprios para esse tipo de empresas: “beta desalavancado”, “variações do valor das ações” em dado período, “risco país” atribuído por empresas de rating, tais como a Moody´s e Standard & Poor´s etc. Em outras palavras: o perito não teve a acuidade de adapta-las à realidade objetiva: o capital das sociedades limitadas é formado por quotas inegociáveis com terceiros – a não ser em casos específicos, previstos em Lei.

Voltemos à quentão inicial. Se uma das partes do todo é imprópria, inadequada e/ou não correta, o tudo fica descaracterizado e perde a sua significância.

 

Tribuna do Norte. Natal, 20 abr. 2017.

Ler para escrever melhor – Ronilson de Souza Luiz

Na crise, em especial, a sobrevivência de cada indivíduo, associação, negócio e comércio é a cada dia mais dependente da nossa capacidade de acessar e compartilhar informações, gerando conhecimentos e valores em escalas maiores.

Por vezes informações lidas em contextos variados podem ajudar a formar um cenário mais claro sobre fatos históricos, culturais ou econômicos.

Selecionei alguns pontos, vejamos: a maior parte dos integrantes das redações jornalísticas espalhadas pelo país não viveu a fase em que os jornalistas eram isentos do pagamento de Imposto de Renda e tinham desconto de 50% nas passagens aéreas. São muitos os que se mostram surpresos ao saber que até 1964 eram estas as regras.

Muitos desconhecem que há uma lei no município de São Paulo, datada de 2001, que diz “Não serão permitidos, em residência particular, a criação, o alojamento e a manutenção de mais de 10 (dez) cães ou gatos, no total, com idade superior a 90 (noventa) dias”, trata-se da lei 13.131.

Nosso país tem cerca de 2.200 salas de cinema, como as salas se concentram nas capitais e nos grandes centros e temos 5.776 cidades em todo território nacional, ou seja, infelizmente, não chega a 10% o número de cidades, que possuem ao menos uma sala com insubstituível tela grande.

De tempos em tempos nos perguntamos como nasce um escritor? Veja o que registrou um ganhador do prêmio nobel de literatura: “Um escritor é alguém que passa anos tentando pacientemente descobrir o segundo ser dentro dele, e o mundo que o faz ser o que ele é: quando falo de escrever, o que primeiro me vem à mente não é um romance, um poema, ou a tradição literária, é uma pessoa que se tranca num quarto, senta-se a uma mesa, e sozinha, se volta para dentro; em meio a suas sombras, ela constrói um novo mundo com palavras”.

No papel de professor, reforço aos meus alunos a necessidade de investirem tempo em edificantes leituras, uma vez que seremos cobrados por competências, habilidades e atitudes, que os bons livros podem ensinar. Simples assim!

Ronilson de Souza Luiz, capitão da Polícia Militar e doutor em educação pela PUC-SP. E-mail: [email protected]

Paiva Netto: Jesus ressuscitou, e nós, com Ele

Minhas Irmãs e meus Amigos, minhas Amigas e meus Irmãos, a Semana Santa nos convida a refletir sobre o significado da Ressurreição. Contém notável simbolismo, ainda que você literalmente nela não creia. Não há como negar-lhe o recado de renovação da Esperança, mesmo nas piores contingências humanas e sociais. Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, ressuscitou, e nós, com Ele, todas as vezes que integrados estamos no Seu pensamento de Amor, Justiça e Solidariedade. Foi sepultado, contudo reapareceu à visão de todos, três dias depois. Cada um deles correspondendo a uma figura da Trindade Sagrada, dispostas na ordem inversa: o Espírito Santo, o Cristo e a explosão de luzes quando Ele ressurgiu em Deus, que é o Senhor da Vida, o Criador de todas as criaturas, o Supremo Arquiteto do Universo.

Ora, qualquer inspiração para uma existência feliz deveria ser, sem restrições sectárias, buscada no texto bíblico em sua parte divina: “O testemunho de Jesus é o espírito de profecia” (Apocalipse, 19:10). Os Profetas são, pelos milênios, guardiães desse testamento, da mensagem de paz, equilíbrio e confiança que Deus envia aos seres terrestres. Se, vates que são, corajosos não fossem, se não enfrentassem com audácia os tropeços, como hoje herdaríamos o testemunho do Cristo? E esse não principia, conforme pensam alguns, no Evangelho, segundo Mateus. Vem desde a Gênesis mosaica, porque tudo foi uma preparação, consoante preconizava o saudoso fundador da Legião da Boa Vontade (LBV), Alziro Zarur (1914-1979), para a Primeira Vinda do Provedor Celeste e o Seu Retorno Triunfal.

Jamais temer os desafios

Quando da crucificação do Mestre, clamavam entristecidos, e mesmo assustados, os Seus seguidores: “Jesus morreu!”. No entanto, Ele ressuscitou. Por isso, jamais temamos coisa alguma, incluída a morte (sem que nunca a provoquemos), que é um fatalismo em toda existência material. Todavia, não nos esqueçamos de que a Vida é eterna. Não acabamos no túmulo ou servindo de pasto às aves de rapina. O corpo é somente a vestimenta da Alma. Daí a responsabilidade de cuidarmos bem dele.

Amparo espiritual 

Que sentimento profundo nos toma à simples rememoração da trajetória magnífica do Cristo de Deus, que baixou até nós para que tenhamos Espírito e Vida, de forma que a promessa que lemos no Profeta Joel, 2:28 e 29, seja sempre realizada: “E acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias!”. 

E Jesus, na Boa Nova, segundo Marcos, 13:11, confirma: “Quando, pois, vos levarem e entregarem perante os tribunais, não vos preocupeis com o que havereis de dizer, mas aquilo que vos for concedido naquela hora, isso falai; porque não sois os que falais, porque o Espírito Santo falará por vós”.

Em Seu Evangelho, segundo João, 11:25 e 26, o Cristo revela: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá eternamente. Credes, porém, nisto que vos digo?”.

Nós e tanta gente pelo mundo com lealdade proferimos: Sim, Jesus, cremos! Cremos! Cremos! E toda a nossa fortaleza está nessa inquebrantável convicção, porque Contigo aprendemos, nas anotações do Discípulo Amado, que Tu és a árvore; nós, apenas os ramos. Portanto, nada poderemos realizar sem aquele poder que do Pai Celestial desce sobre o Filho. E esse Filho, sabemos que és Tu, Aquele que manda a nós os Anjos Benfeitores, consoante revela Paulo Apóstolo na Epístola aos Hebreus, 1:14: “em favor daqueles que hão de herdar a salvação”. Esses Anjos são os nossos Amigos Espirituais, Almas Benditas, protetores, Espíritos de Deus, aqueles que também formam a gloriosa falange de Francisco de Assis, Patrono da LBV, que completa, em todo 1o de janeiro, mais um ano de profícua existência.

Vida nova 

Eis, pois, que todo dia é recomeço para os que não desprezam o tempo e permanecem na Fé Realizante, que inspira e promove as Boas Obras, destacadas por Jesus como incentivo para a vida, porquanto Ele próprio assevera: “Na vossa perseverança, salvareis as vossas almas” (Evangelho, segundo Lucas, 21:19).

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. Contato: [email protected]www.boavontade.com

Uma página negra da história – Wilson Bezerra de Moura

A história da humanidade nunca foi um território plano, tem seus altos e baixos, momento de expectativa, tolerância, esperança e desengano, nem sempre estamos satisfeito com o que aparece e acontece no cotidiano, claro, sempre existe algo que atormenta e deixa resquícios de insatisfação. Porem nos últimos tempos de nossa historia pelo menos no Brasil a coisa tem sido de total e inaceitável tormento.

Se não me foge a memória a vida politica tem sido o espaço mais afetado com os arrochos de incontroláveis assaltos, notadamente no que se relaciona com a  apropriação indébita da coisa púbica e os profissionais da área  politica são de fatos os únicos responsáveis pelo que acontece  de desordem.

A parte inaugural de tudo quanto temos conhecimento em matéria de fraude está consignado na história ter sido descoberto por um deputado federal de nome  Roberto Jeferson que num dado momento  delatou um sistema de propina que rolava nos Correios e outros setores, embora sendo um propineiro resolveu  escandaliza o sistema que vinha acontecendo nos bastidores da politica, resolve abrir a boca e revelar a falcatrua  que tomava de conta nos bastidores da politica, embora  pertencer ao dito sistema tornou-se  delator e pagou caro com isto, caiu na malha da justiça sofreu punição, apanhou dos colegas e ficou esquecido da politica até hoje mais de certo deixou um serviço à sociedade, a delação.

Foi um momento alucinante, o povo ficou pasmo diante do que viu e ouviu na propagação dos fatos, o deputado Roberto Jeferson   jamais sabia que estava dando   inicio  a uma campanha de pesquisa e busca de ladrões e  usurpadores dos recursos públicos.

Depois da denuncia feita por esse parlamentar a situação passou a ter novos rumos na politica, em pouco tempo surge  o Mensalão  que  deixou bem para traz o fissura dos correios, mais jamais se pensava que viria o monstro da Lava-jato, que veio para não só assombrar o povo mais deixa-lo pasmo de como tudo isso vinha acontecendo  as escondidas  populares até um dia ser revelado.

O povo jamais entendeu o quanto existe de ladrões dominando a politica nacional. Jamais imaginou que havia elegido para representa-lo no parlamento nacional elemento da pior qualidade, autênticos falsários e usurpadores do dinheiro público.

Com essa operação denominada de lava-jato ficou bem característico que uma facção organizada tomou conta das instituições ao ponto de desmoralizar o processo democrático e levar a desesperança de um futuro promissor o que tanto o povo desejava.

Com certeza o deputado Roberto Jeferson inaugurou nova fase da história no Brasil, desta feita desonrosa e negra que não deixa nada de promissor para um povo. Não sei por que me lembrei desse parlamentar, mais já que me veio à memoria, até que o momento é bem oportuno, vez que muito bem deve ser o mesmo  considerado o precursor de  uma nova fase negra da história.

Paiva Netto – Aqui se estuda. Formam-se Cérebro e Coração

Num clima de muita alegria, tive a honra de comandar, em 4 de julho de 2009, a sessão solene de encerramento do 34o Fórum Internacional da Juventude Ecumênica da Boa Vontade, cujo tema foi inspirado no meu artigo “É urgente reeducar!”. Esse documento, também editorial da revista Sociedade Solidária, foi encaminhado pela LBV à Organização das Nações Unidas, ONU, em vários idiomas.

Durante o Fórum — transmitido pela Super Rede Boa Vontade de Comunicação (rádio, TV e internet) —, apresentei trechos de outra página minha, constante do livro O Capital de Deus. Atendendo a pedidos, trago alguns apontamentos que fiz naquele dia memorável:

O Espírito do ser humano, na Terra, é, no campo social, o começo de tudo. Não se pode modificá-lo por decreto.

É claro que as leis que promovem educação, saúde, alimentação, emprego, portanto condições melhores de vida, vão dar resultado, se bem estruturadas, regulamentadas e respeitadas. Contudo, não se transforma realmente uma pessoa por pura e simples imposição.

Trata-se de largo trabalho que deve, além de instruir e educar, principalmente reeducar, o que significa dizer: iluminar a instrução comum com o luzeiro da Espiritualidade Ecumênica. A cultura humana, por milênios de progresso intelectual, tem se firmado em termos gerais na falsa perspectiva de que as criaturas podem por inteiro realizar-se pelos bens materiais ou circunstâncias fora delas próprias. Torna-se imprescindível grande força de vontade individual e disciplina interior para romper a ignorância e perceber que a maior e mais completa de todas as riquezas, que é o Reino de Deus, “está dentro de nós” (Evangelho de Jesus, segundo Lucas, 17:21).

Conforta-nos o conhecimento de que o Universo é dotado de sábio mecanismo para nos resgatar dos pesadelos terrenos, desde que estejamos, de fato, decididos a deixá-los para trás. Antigo ditado oriental ensina que, “quando o discípulo está pronto, o mestre aparece”. E Albert Einstein (1879-1955) define: “Deus é sutil, mas não é maldoso”.

Insisto que não se trata apenas de ampliar os horizontes culturais do educando, o que é necessário, mas não é tudo. Em geral, quando se fala em cultura neste mundo, resume-se somente ao intelecto, e não é o suficiente. No Conjunto Educacional Boa Vontade em São Paulo e em suas escolas no país, encontra-se, em destaque, logo na entrada: Aqui se estuda. Formam-se Cérebro e Coração.

Luz e sabedoria espiritual

Aquele que experimenta, um pouco que seja, dos cenários divinos que habitam sua Alma não mais se conforma com as recompensas superficiais e efêmeras do egoísmo. Ao contrário, lutará incessantemente para despir-se das ilusões de seu ego, a fim de trajar-se com o cintilante tecido do Amor e da Justiça universais. Essa metamorfose espontânea do indivíduo — descoberta da verdadeira identidade espiritual — é fórmula segura e duradoura para a almejada reforma da sociedade, que não virá em sua plenitude se o Espírito do cidadão (ou cidadã) não for levado em alta conta.

O Novo Céu da consciência de cada um, gerando a Nova Terra da harmonia e do respeito entre todos, na Religião, na Política, na Ciência, no Esporte, na Arte, na Economia, na vida doméstica e na vida pública, e assim por diante, é instaurar no planeta a civilização que o Divino Estadista aguarda de nós.

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor. Contato: [email protected]www.boavontade.com

Romário também joga no campo político – Júlio César Cardoso

O senador Romário ( PSB-RJ) está impossível, já emplacou duas diretorias, indicando os  seus protegidos, amigos ou  correlatos a FURNAS e a ELETRONUCLEAR.

É lamentável que uma das raízes da corrupção continue a prosperara diante de tantos escândalos. Pois bem, os irremediáveis políticos permanecem regendo as indicações aos cargos das empresas públicas sem nenhum escrúpulo. Depois não querem ser penalizados por desvios de condutas de seus apaniguados. Será que o fator meritocracia técnica foi observado por Romário? Duvidamos…

Parlamentar tem que exercer o seu mandato fiscalizando o governo e votando as leis de interessa da nação e não atuando paralelamente em seu balcão de negócios. E o exemplo presente de corrupção e de depreciação de uma empresa pública é a Petrobras, vítima de indicações políticas aos seus cargos de direção.

O político nacional está muito mal-acostumado. Pensa que é dono do mandato, não respeita o eleitor e foge de suas obrigações parlamentares para desavergonhadamente indicar seus protegidos a cargos nos governos e/ou empresas públicas, com  o objetivo especioso de obter alguma vantagem.

Já passa da hora de ser proibida a indicação política para preenchimento de cargos nos governos e/ou nas instituições públicas. A operação Lava-Jato provou e comprovou os malefícios da indicação política na administração pública. Por que o Congresso Nacional, em nome da decência, da ética e da moralidade, ainda não tomou providências?

Assim, o senador Romário deveria ser mais responsável com o exercício do mandato e não utilizá-lo como trampolim  para alçar aos cargos públicos os seus apaniguados.

Júlio César Cardoso

Bacharel em Direito e servidor federal aposentado

Balneário Camboriú-SC

Mário Rodrigues – Vendedor, o seu cliente é promotor, neutro ou detrator?

*Por Mário Rodrigues

Seja em tempos de crise ou de prosperidade, a melhor forma de fidelizar clientes é ter interesse genuíno em atendê-los. Quando um vendedor demonstra real vontade em ajudar, os produtos e serviços ofertados passam, automaticamente, a representar valor. Dessa forma, há grandes chances de o comprador voltar ao estabelecimento ou à empresa e, até mesmo, de indicá-lo a outras pessoas.

Vale lembrar que o processo de compra está alinhado à necessidade. Portanto, se os profissionais de vendas não ajudarem realmente um cliente, serão trocados pelo concorrente. As pessoas estão cada vez mais exigentes e, com razão, passaram a procurar os melhores atendimentos, preços e demais vantagens.

Outra iniciativa que ajuda na fidelização é identificar o perfil dos compradores, que podem ser promotores, neutros ou detratores. Entenda que o promotor é aquele que gosta do que você faz, defende a sua marca e a indica para novos possíveis clientes. Isso é a maior riqueza de um vendedor, seja em tempos de crise ou de bonança.

Já o neutro é aquele que simplesmente não se importa. Ele experimenta o seu produto ou serviço, mas não repara na diferença. Não vai falar bem nem vai criticá-lo. É bom ficar atento, pois quem tem esse perfil está suscetível a se tornar um promotor ou detrator – ou seja, é fundamental atendê-lo bem para que ele opte pela primeira opção. Pergunte se ficou satisfeito e, caso a resposta seja negativa, questione o que poderia fazer para melhorar e peça indicações.

Por fim, o cliente detrator é o que fala mal, seja da qualidade do atendimento, do serviço ou do produto. Ele sempre vai dizer que não vale a pena gastar com você. Inclusive, há grandes chances de ele te criticar nos populares sites de reclamações e nas redes sociais. Nesse caso, corrija a relação imediatamente.

Agora, sabendo das características acima, como identificar o perfil em que as pessoas estão inseridas? Faça uma pesquisa simples, perguntando: “em uma escala de 0 a 10, qual é a probabilidade de você me indicar para um amigo seu?”. Quem responde entre 0 e 6 é um cliente detrator; as respostas entre 7 e 8 sinalizam os neutros; e somente 9 e 10 são as notas que correspondem aos promotores.

Essa é uma forma fácil e rápida de mensurar com quais tipos de compradores você tem negociado e quais são as melhores estratégias para torná-los promotores. Mas lembre-se: identificar o perfil dos clientes é apenas uma parte do trabalho, afinal todos eles podem mudar de categoria após o atendimento do vendedor – tanto para melhor quanto para pior.

*Mário Rodrigues é diretor do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas) – www.ibvendas.com.br

Combate ao desemprego – Luiz Gonzaga Bertelli*

 

Em época de crise econômica, os jovens são sempre a parcela da população que mais sente os efeitos do desemprego. Enquanto a taxa total da população chega a 12%, o índice dos que não trabalham na faixa de 16 a 24 anos ultrapassa os 27%.

A falta de experiência profissional e a baixa qualificação prejudicam ainda mais a recolocação no mercado de trabalho. Por conta disso, o CIEE insiste na capacitação prática por meio do estágio e da aprendizagem como instrumentos de valorização da força produtiva da juventude.

Participando do Aprendiz Legal – programa de formação profissional entre jovens de 14 a 24 anos –, os aprendizes são treinados na prática nas empresas, em contato com profissionais experientes, com carteira de trabalho assinada e os demais direitos trabalhistas como férias e 13.° salário.

Além disso, um dia por semana, eles transitam pelos polos de capacitação do CIEE, no qual têm aulas teóricas sobre a modalidade em que está atuando, como Auxiliar de produção industrial, Auxiliar de alimentação, Arco administrativo, Arco bancário, Comércio e varejo, Logística, Telesserviços, Turismo e hospitalidade, e Telemática.

Os instrutores do CIEE passam por treinamentos rigorosos com educadores do CIEE e da Fundação Roberto Marinho, parceiro do programa e responsável pela elaboração do material didático das aulas. Os cursos modernizaram-se, aproximando os alunos da realidade do mercado de trabalho após uma recente reformulação na metodologia.

Os que frequentam as aulas do Aprendiz Legal têm uniforme e lanche gratuitos e a experiência de um convívio com a informação que lhes serão úteis para toda a carreira profissional.

As vagas abertas pelo CIEE nas empresas de grande e médio porte – que precisam cumprir a cota, conforme as determinações da Lei da Aprendizagem (n.°10.097/2000) podem ser obtidas pelo portal CIEE (www.ciee.org.br) ou nas unidades espalhadas em todos os estados.  Para se candidatar às oportunidades, os jovens devem estar cursando o ensino fundamental ou médio ou que já ter concluído o ensino médio.

O Aprendiz Legal conta com acompanhamento de assistentes sociais que dão apoio, não só para o jovem que necessita como para a família. É um verdadeiro programa de cunho social, pois grande parte dos 72 mil aprendizes que estão em capacitação atualmente pertencem a famílias em áreas de vulnerabilidade social.

Com o salário recebido, podem dar continuidade aos estudos e ajudar a família nas despesas de casa, afastando-se do mundo das ruas e criando mais responsabilidades. Um programa relevante que combate o desemprego e, sobretudo, resgata o direito à cidadania.

*Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE, do Conselho Diretor do CIEE Nacional e da Academia Paulista de História (APH).