segunda-feira , 10 de dezembro de 2018
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Foto: Sérgio Carvalho.
Foto: Sérgio Carvalho.

CAMINHO DAS ILUSÕES – Wilson Bezerra

A vida inteira, a começar da descoberta de novas terras que viriam a ser chamadas  de  brasileiras, do princípio em que em terra firme a embaixada de descobridores capitaneada por Pedro Álvares Cabral,  o Padre Coimbra armou seu altar, convocou os nativos selvagens que estavam ao redor observando com sua inocência o que se passava ali, celebrou a primeira missa, todos rezaram e receberam as bênçãos.

Pode não ter sido apenas mera coincidência, ambas as partes celebraram um compromisso. De um lado os invasores se comprometiam em explorar as novas terras à luz de uma escravidão temerária, irreversível e desumana.  Do outro os indefesos nativos, juntos com outra raça negra, importada da África, se juntariam para explorar um progresso à custa de sangue, suor e lágrimas que se perpetuaram durantes séculos até que outras nações impusessem ameaças, assim como a Inglaterra, em coagir para que fosse a escravidão abolida, sob pena de cortar o relacionamento diplomático.

Ao que tudo indica o culto religioso fez com que o sentimento da raça brasileira ficasse paciente e esperançosa por todo o século amém. As chicotadas e cicatrizes deixadas no corpo eram alimentadas pela fé e esperança de alcançar dias melhores no futuro, mas em nenhum momento esse futuro chegou.

A escravidão parcialmente acabou, foi abolida do calendário humano, porém as sequelas continuam até os dias atuais, quando a raça brasileira vive em terrível anarquia, assalto, invasão de privacidade, falcatruas em todos os setores da sociedade, o pior de tudo uma incontida corrupção, invencível e comprometedora tanto com a paz da sociedade quanto com seu crescimento em todos os setores da coletividade.

O sentimento pacifista do povo brasileiro dominou em todos os aspectos, carnaval e futebol contiveram as suas preferências. São atividades em que as atenções são dominadas, possível esquecer as principais dificuldades que os afronta. Aliás, o poder público administrativo normalmente aproveita esses andamentos de alucinação popular para empregar reformas que os prejudica na sobrevivência do dia a dia. As piores medidas contrárias aos interesses notoriamente são aprovadas às caladas das investidas alucinantes do povo. Eles sequer percebem ou tomam conhecimento até quando o escândalo é deflagrado.

A lavagem cerebral realizada pelos primeiros povoadores, a de que a fé e esperança guiem os interesses de cada um, os tornou pacífico e indigente quanto a tudo que diz respeito à reação aos males que lhes evidenciem, assim é o caminho das ilusões a que todo imbecil deve chegar.