terça-feira , 21 de novembro de 2017
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BRASIL PRECISA DE REFORMAS, SERIEDADE E ÉTICA

Recebi da Confederação Nacional do Transporte/CNT, uma cópia completa de sua pesquisa nº.129, aplicada em todo o Brasil pela MDA, em outubro passado. É transparente conferir que o cidadão brasileiro bem intencionado, independente de sexo, cor, religião ou região aonde mora, independente de escolaridade ou classe social, de poder aquisitivo elevado ou de salário mínimo, indistintamente de tendência político-partidária, almeja dias melhores para o Governo Central e para a nação brasileira. Entretanto, do mais aguerrido eleitor de Dilma Rousseff em 2014, ao seu mais ferrenho adversário, cada um está atônito com a calamitosa situação do País. Roubalheira desenfreada, escândalos devastadores dentro da máquina pública, corroendo, quase de morte, a seiva acumulada com a monumental montanha de impostos, contribuições e taxas que são sugadas diariamente das empresas e das pessoas. Depreendi do documento, o que já antevia como modesto analista, há um cansaço do anacronismo dos políticos brasileiros na atualidade, deixando um atual fétido odor na simbologia da escolha democrática, que é, renove-se aqui, a melhor forma de um povo escolher governantes e representantes às casas congressuais. Estamos necessitando, sem adiamento, de reformas profundas na maneira de governar, seriedade e espírito público dos partícipes do processo político e profunda ética no trabalho da reconstrução nacional. O Brasil, pelo esquadro político-social-econômico atual, literalmente ruiu e precisamos encontrar a reconciliação nacional. Lembrei-me, meu caro leitor, do fenomenal cantor e compositor Chico Buarque, que eu plena infelicidade da ditadura militar, compôs , cantou e o Brasil inteiro aplaudiu “APESAR DE VOCÊ” : “Apesar de você, Amanhã há de ser Outro dia, Eu pergunto a você Onde vai se esconder Da enorme euforia ,Como vai proibir Quando o galo insistir Em cantar , Água nova brotando E a gente se amando Sem parar”. Aguardemos.

Duelo pela Fazenda, Meirelles vem aí
O rumor de que Henrique Meirelles, ex-presidente do BC, substituiria Joaquim Levy no Ministério da Fazenda agradou ao mercado e fez o dólar cair. O PT pressiona pela troca, mas a presidente Dilma resiste. Em meio a louvores de que a presidente Dilma Rousseff poderia trocar o comando do Ministério da Fazenda, o ministro Joaquim Levy acabou se envolvendo num duelo velado com o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, candidato de Lula e do PT para assumir a pasta. E o encontro entre os dois ocorreu justamente num evento de empresários, que, da plateia, mostraram seu favoritismo por Meirelles. Além do setor produtivo, também no mercado financeiro cresce uma espécie de torcida pelo nome de Meirelles para ocupar a Fazenda. Os rumores de uma substituição fizeram o dólar cair na semana. Meirelles atualmente é presidente do conselho da J&F Investimentos, holding que controla entre outras empresas a JBS.

Devendo um acumulado de R$506 bilhões, Petrobras anuncia prejuízo de R$ 3,75 bi no 3º trimestre do ano.
A Petrobras registrou prejuízo de R$ 3,759 bilhões no terceiro trimestre de 2015. O balanço, divulgado nesta quinta-feira (12) traz fortes impactos da desvalorização cambial e da queda do preço do petróleo nos últimos meses. No ano, a empresa acumula lucro de R$ 2,102 bilhões. É o segundo trimestre consecutivo que a empresa reconhece em seu balanço o pagamento de dívidas fiscais com a Receita, o que tem impacto direto no lucro da companhia. No terceiro trimestre de 2014, a empresa teve prejuízo de R$ 5,339 bilhões, com impacto de baixa de ativos no valor de R$ 6,2 bilhões, referente a perdas com corrupção, e de R$ 2,7 bilhões, por perdas com as refinarias Premium 1 e 2. No balanço divulgado nesta quinta, a estatal contabiliza receita de R$ 82,239 bilhões no terceiro trimestre, queda de 9,9% com relação aos R$ 88,337 bilhões do mesmo período do ano passado.

13º salário vai injetar R$ 173 bi na economia até dezembro, diz Dieese.
Pela primeira vez em oito anos, o número de trabalhadores com carteira assinada nos setores público e privado que vai receber o 13º salário será menor. A queda de 1,9% é apontada em estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) que mostra que neste ano são 48,91 milhões os assalariados que vão receber o benefício. Juntos, devem receber R$ 119,9 bilhões. No ano passado, o total de empregados com carteira que recebeu o salário extra chegou a 49,85 milhões. Essa redução é reflexo direto da piora do mercado de trabalho, com a demissão acentuada de trabalhadores com carteira assinada, diz José Silvestre Prado de Oliveira, coordenador de relações sindicais do Dieese.

O PT prova do próprio veneno
O Partido dos Trabalhadores (PT) nasceu para ser do contra. Até 2002, a legenda fez de tudo para firmar-se no cenário político nacional como a mais aguerrida organização na luta contra qualquer iniciativa que não fosse de sua lavra. O PT ausentou-se da transição do regime militar para o governo de Tancredo Neves, votando nulo na eleição indireta; votou contra a Constituição de 1988 por considerá-la apenas “reformista” e “conservadora” em relação aos direitos sociais; votou contra o Plano Real e também contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, pilares do controle da inflação e do equilíbrio das contas públicas. Nesse período, os sindicatos petistas infernizaram a vida de todos os governos com manifestações e greves cujas reivindicações trabalhistas mal disfarçavam sua evidente natureza política. Mas eis que o PT chegou ao poder e, passado o período de ilusória prosperidade experimentada durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que deu ao chefão petista e a seus companheiros a sensação de pairarem acima do bem e do mal, o partido começa a provar do próprio veneno. Na segunda-feira passada, o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, queixou-se de que uma greve de caminhoneiros iniciada naquele dia era contrária aos “interesses da sociedade brasileira” porque nada pretendia além de provocar o “desgaste político do governo”. Foi uma referência ao fato de que, sem apresentar reivindicações específicas, o grupo anunciou que sua única exigência era a renúncia da presidente Dilma Rousseff, já que ela descumpriu promessas feitas à categoria em março passado. De forma didática, Edinho explicou: “Uma greve apresenta questões econômicas, sociais, geralmente é propositiva. Nunca vi uma greve cujo único objetivo é gerar desgaste ao governo. É uma greve que não busca melhorias da categoria, mas desgaste de governo”. Nem seria preciso que o petista Edinho fizesse grande esforço de memória para lembrar que, há pouco mais de 20 anos, entre maio e junho de 1995, o governo de Fernando Henrique Cardoso enfrentou violenta e irresponsável greve dos petroleiros, comandados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), braço sindical do partido ao qual pertence o ministro. A paralisação foi julgada ilegal pela Justiça do Trabalho, porque em seu espírito ela nada reivindicava senão uma pauta puramente política, como a retirada de propostas que acabavam com o monopólio da Petrobrás e a revogação da lei que instituiu o programa de privatizações. Os petroleiros, secundados por outras categorias, ignoraram a decisão judicial e partiram para a desobediência civil, sofrendo, como consequência, os rigores da lei e uma firme resposta do governo. Aquela greve histórica mostrou até que ponto os petistas estavam dispostos a ir para desgastar um governo ao qual se opunham de forma tão renhida. Mais tarde, logo no início do segundo mandato de FHC, o PT e a CUT voltariam a atormentar o presidente, deflagrando pedidos de impeachment e de renúncia. Esse era o padrão petista quando estava na oposição. Agora, no Governo, mudou. É o estilingue e a vidraça, só que ontem e hoje.

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