sexta-feira , 6 de dezembro de 2019
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BISPOS MOSSOROENSES ATÉ OS DIAS ATUAIS – Wilson Bezerra

Comecemos a contar uma história que vem de décadas passadas, desde a criação da Diocese de Mossoró, em julho de 1934, que tem sido uma história não só de lutas em favor da coletividade, mas de glória por atingir seu objetivo principal que é, sem dúvida, manter a unidade religiosa.

Todos os bispos de Mossoró foram uníssonos em contribuir para o engrandecimento da sociedade religiosa. Por exemplo, o atual bispo Dom Mariano Manzana, o Italiano, que aqui chegou pelo ano de 2004, quando a diocese completava 70 anos de existência, tem se dedicado por completo à causa religiosa, mantendo as unidades cristãs que trabalham pela unificação da ordem religiosa, além de ser um impulsionador da educação, como prova a dedicação e apoio ao empreendimento que surge a nível universitário, a Universidade Católica, que caminha com respeitável sucesso através das lideranças dos sacerdotes Charles Lamartine e Padre Sátiro Cavalcante.

O antecessor, Dom José Freire de Oliveira Neto, homem de ilibado conceito na coletividade, teve importante desempenho em manter os aparelhos religiosos, a exemplo do Cursilho da Cristandade, entre outras de relevantes serviços durante o tempo de gestão, 1984-2004, que muito contribuíram para efervescência do espírito religioso.

A terra de Santa Luiza sempre teve o privilégio de contar com a efetiva participação de bispos de destacada atuação. Dom Elizeu Simões Mendes, o terceiro bispo, outro que bateu o martelo da perfeita ordem em favor da terra de Mossoró e região, durante o tempo que aqui passou (1953 -1959) como bispo, levando seu trabalho em favor da comunidade rural, especialmente nas regiões do Apodi e Assu, onde ali conseguiu desenvolver a produção agrícola e de gado, justamente por conseguir a instalação de energia elétrica por todo o vale.

Os episódios dentro da história da Diocese de Mossoró, que já conta até hoje com 85 anos de existência, tem sido privilegiada com os bispos aqui vindos. O segundo, por exemplo, Dom João Batista Portocarrero Costa, durante seu período, de 1943-1953, não só atuou na ação católica, como na educação, ao fundar o Instituto Dom Costa, que prestou durante tempos destacado serviço à educação, e o Instituto Amantino Câmara, uma destacada obra beneficente. Notadamente quando a época era de absoluta carência na matéria. O bairro onde ele fundou o instituto de ensino foi onde hoje é o portentoso Colégio Diocesano Santa Luzia. Era um bairro populoso e muito carente de todos os recursos, especialmente educação.

Para gloria de todos nós que fazemos a Diocese, registramos a vinda, por determinação do Papa Pio XI, do primeiro bispo para Mossoró, isto em 1936 até 1941, Dom Jaime de Barros Câmara, que teve destacado papel não só na vida religiosa, mas o que o enobreceu foi, sem dúvida, a criação do palácio suntuoso do Seminário Santa Terezinha, que até hoje, embora velha a construção, guarda os traços de uma beleza arquitetônica colossal.