quinta-feira , 17 de janeiro de 2019
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Homem ferido é levado para um hospital após ataque suicida na província de Nangarhar Foto: STRINGER / REUTERS
Homem ferido é levado para um hospital após ataque suicida na província de Nangarhar Foto: STRINGER / REUTERS

Ataque suicida contra forças afegãs deixa pelo menos 7 mortos em Cabul

Pelo menos quatro membros das forças de segurança afegãs e dois civis morreram e outras seis pessoas ficaram feridas nesta terça-feira em um atentado suicida com carro-bomba contra um comboio das tropas em um distrito da província de Cabul, no qual também morreu o agressor.

O ataque aconteceu por volta das 9h20 (horário local, 2h50 de Brasília), quando um insurgente suicida detonou os explosivos que transportava na demarcação administrativa de Paghman, ao oeste da capital afegã, disse o porta-voz do Ministério de Interior, Nasrat Rahimi.

Os dois civis mortos são mulheres e os feridos são todos membros das forças de segurança, segundo o porta-voz da Polícia de Cabul, Basir Mujahid.

“Ainda estamos coordenando e solicitando informações dos hospitais sobre as baixas civis, estas podem aumentar”, advertiu Mujahid.

O porta-voz talibã Zabihullah Mujahid reivindicou a autoria do ataque em comunicado, no qual identificou o agressor como Amran Masoum e indicou que seu alvo foram as forças americanas e a principal agência de inteligência afegã, o Diretório Nacional de Segurança (NDS, na sigla em inglês).

Mujahir afirmou que no ataque houve 23 vítimas, entre mortos e feridos, e três veículos foram destruídos, embora os insurgentes tenham o hábito de dar informações tendenciosas sobre o alcance de suas ações.

As autoridades já não revelam as baixas entre suas forças, mas segundo a Inspetoria Geral para a Reconstrução do Afeganistão (Sigar), do Congresso dos EUA, entre maio e outubro o número foi recorde em comparação com anos anteriores.

A pressão insurgente no campo de batalha também se traduziu em uma queda no território controlado por Cabul frente aos talibãs, para apenas 55% em 2018, o número mais baixo desde que a Sigar contabilizou os dados pela primeira vez, em 2015.

Agência EFE