segunda-feira , 28 de maio de 2018
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ARISTÓTELES

Aristóteles

Pode não ser um grande cordel, mas, asseguro que fala de um grande personagem: Aristóteles!
Trechos de um cordel de 80 estrofes da nossa autoria. Acredito que gostarão.

“Navegou no mais difícil
Mar, em plena tempestade,
Não lhe veio um albatroz
Em solidariedade,
Enfrentou tufão, tornado
E chegou do outro lado
Contemplando a imensidade.”
ARISTÓTELES
Aristóteles, o filósofo,
Gênio da filosofia
Conhecia a metafísica,
Melhor, a biologia…
A física, a ética, a lógica,
A psicologia, a retórica,
A política, a poesia.
De todos filósofos gregos
Foi ele o mais influente,
Superou mesmo Platão
A quem teve por docente,
Pela versatilidade
Fora uma sumidade
Por ser em tudo eloquente.
Já havia por Atenas 
Duas escolas famosas,
Uma era dos sofistas
Com retóricas caprichosas;
A outra com melhor guia
Era uma academia
Com lições maravilhosas.
Era essa academia
Dirigida por Platão,
Que pôs a geometria
Como teste e aprovação…
Porém, ele sem ciência
Dessa matéria, em essência,
Conseguiu sua inscrição.
Foi por lá aluno e mestre
Nos seus longos vinte anos,
Aprendeu tudo que pôde 
De sentimentos humanos,
Como mestre que atuou
Às gerações repassou
Seus saberes soberanos.
Na Macedônia, Felipe
Desenvolve o seu país,
Fortalece o seu exército,
Vê seu povo mais feliz
E com dois golpes apenas
Vence Tebas e Atenas
Sendo delas seu juiz.
Porém, o seu grande sonho
Era o de vencer a Pérsia
Que há séculos dominava
Várias cidades da Grécia.
Outro sonho seu com brilho
Era preparar o filho
Contra toda controvérsia.
Para isso, convidou
Pela sua vida idônea,
Aristóteles para dar, 
Sem nenhuma cerimônia,
Aulas ao filho Alexandre,
Esse que seria o Grande
Esplendor da Macedônia.
Alexandre que tão grande
Já seria logo mais
Recebeu de Aristóteles
As lições especiais,
E assim, com suas talhas
Venceu guerras e batalhas
Pelos campos mundiais.
Enquanto Alexandre, o Grande
Dominava o mundo inteiro
Aristóteles procurava
Educar sem paradeiro.
Em Atenas no apogeu
Fundava assim o Liceu
Para ser o seu facheiro.
Porém, como experiente
Disse bem Napoleão:
Podemos com baionetas
Dominar qualquer nação,
Mas, jamais, sem tais balelas,
Sentaremos sobre elas
Certos da dominação.
Ocorreu com Alexandre 
Com sua pompa, esplendor.
Morreu moço, sem deixar
Um novo dominador,
E seu povo em tal perigo
Deu os pulsos, por castigo,
Às correntes do opressor.
Daí todos seus amigos
Caíram em desgraça, então,
Nem mesmo aquele Aristóteles
Que ministrava lição,
Por todo bem que causou,
Nem ele próprio escapou
Da grande perseguição.
Aristóteles, em Atenas
Viu o seu tempo acabado,
Pois, nem mesmo por filósofos
Ele veio a ser poupado.
Assim já sem liberdade
Fugiria da cidade
Para distante condado.
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Disse Aristóteles com todas
As letras para se ler:
Cabe ao povo se educar
Para as coisas entender,
A própria felicidade
Do Estado, na verdade,
Vem ligada no poder.
Mas, para ele as virtudes
Como em Sócrates e Platão
E bem antes em Confúcio
Que lhes deu mais atenção.
Por seus conceitos morais
São elas essenciais
Pra formar o cidadão.
O fim último do Estado,
Para ele, é a virtude,
Por esta pode romper-se
Com o que há de mais rude,
Ela só promove o bem
Como uma chuva que vem
Molha a terra, enche açude.
Ainda sobre virtudes
Aristóteles disse mais,
Que bem as classificava
Por serem bens divinais;
Esse mestre definia
Em dupla categoria:
MORAIS, INTELECTUAIS .
O Estado o dever tem
De cuidar da formação
Moral, Intelectual,
De cada um cidadão,
Como se fosse um templo
Deve dar o bom exemplo
Por seus atos, com razão.
Com o homem bem formado
Há mais estabilidade,
Ele sabe onde começa
E termina a liberdade,
Com virtudes e saber
Não incomoda o poder,
Eleva a sociedade.
Na visão de Aristóteles
Tudo tem finalidade:
Da ética é a justiça,
Do mundo, a felicidade,
Da medicina a saúde,
Da estratégia, amiúde,
A vitória, na verdade.
Confirmou o que Confúcio
Disse com sabedoria:
Escolha uma atividade
Que com grande amor faria
E verá que no passar,
Não vai ter que trabalhar
Na sua vida um só dia.
Também, como disse Gorki
Em grande reflexão:
Quando o trabalho é dever
É o mundo escravidão,
Porém, se torna prazer
Quando se pode escolher
Um que seja da paixão.
Hoje, quase dois milênios
E meio, já decorridos,
Seus trabalhos se tornaram
Os livros mais preferidos,
Do seu escrito a fluir
Pôde Aristóteles sair
Da tumba dos esquecidos.
Navegou no mais difícil
Mar, em plena tempestade,
Não lhe veio um albatroz
Em solidariedade,
Enfrentou tufão, tornado
E chegou do outro lado
Contemplando a imensidade.

Medeiros Braga

Medeiros Braga

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