quarta-feira , 11 de dezembro de 2019
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Alvamar Furtado De Mendonça – Wilson Bezerra

Você há de me perguntar por que falar sobre Alvamar Furtado, que nem de Mossoró é?

– Por uma questão muito simples e fácil de entender.

– A cultura, o conhecimento, o saber, nada disso tem limites, não existem fronteiras, em qualquer época da história. Pode ser vista e revista ao ponto de reacender um passado que, mesmo mergulhado na escuridão do tempo, remove montanhas do conhecimento e nos traz luzes.

Sempre é assim, a história é feita por etapas na vida humana, aqui, ali, acolá em qualquer  parte e condições nos deparamos com fatores pertinentes ao desenvolvimento artístico, literário e cultural de um povo ou gente.

Em terras mossoroenses, revendo um passado mesmo distante e consultando o arquivo Raibrito, nos lembramos de um José Otávio, José Martins de Vasconcelos, mesmo vindos de outras plagas, mesmo assim contribuíram para o desenvolvimento não só artístico, mas intelectual na região e que nos legaram profundo saber.

– Afinal qual a relação com professor Alvamar Furtado lá em Natal?

– Justamente pelo fato de que me deparei com um artigo do escritor e jornalista Moacir de Góis na velha imprensa do Estado, no qual ele tecia ponderações sobre Alvamar Furtado, exatamente numa época muito delicada da politica brasileira.

As forças militares tomaram o poder, prenderam os suspeitos revoltosos. Moacir de Góis foi um destes e o seu fiel amigo Alvamar Furtado ficou sempre ao seu lado tentando defendê-lo, inclusive dando o necessário apoio quando do exilio do mesmo, enfatizando apoio para manter unida a sua família.

Alvamar Furtado, uma figura generosa, fiel, amiga, humana, segundo o Moacir, uma figura que viajava de história para a magistratura, conduzindo o emblema da paz e da concórdia.

Depois de uma longa existência de relevantes serviços prestados à cultura do Rio Grande do Norte, Alvamar, nascido em 13.04.1915, falecido em 18.04.2002,  recebeu  as homenagens que lhes foram prestadas em palavra, como assim se expressou o velho amigo Moacir.

De Moacir de Góis a Alvamar Furtado, apos sua morte: “A única coisa que possa fazer em seu favor é desejar uma eternidade de paz espiritual”.